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Porto Velho,  dom,   25/junho/2017     
COLUNISTA: Pedro Porfírio

Porfírio: Um não rotundo às arapucas da copa

27/01/2014 11:35:29
porfirio@palanquelivre.com
 
  
Apenas uma pequena minoria ganhará com essa farra perdulária que nos custará os olhos da cara


 

Tudo o que o povo fizer nas ruas para desmascarar  essa copa de assaltos aos cofres públicos a decência sobrevivente agradece penhoradamente. Por que nunca neste país se vendeu gato por lebre de forma tão cínica e tão irresponsável.

Esse evento manipulado é tudo de ruim num só bote: viola a soberania, agride a dignidade, fabrica mentiras e, o que é mais grave, encobre o mais audacioso esquema de dilapidação do dinheiro público, o nosso, obtido às custas de um dos mais elevados impostos do mundo.


A quem interessa todo esse gasto perdulário que produz uma penca de elefantes brancos a custos exorbitantes, que serve de pretexto para  todo tipo de favorecimento, inclusive a privatização dos aeroportos rentáveis, que beneficia compulsoriamente os apadrinhados de uma máfia alienígena e insaciável?


Ao povo e ao país Brasil não é. O povo mesmo não vai chegar nem perto, nem tem por que fazer sacrifícios exasperados para ver jogos meteóricos. Ao Brasil, só cabe pagar contas superfaturadas e fazer gastos absolutamente inconsequentes, favorecendo grandes construtores e interesses conexos.


Só interessa mesmo a uma indústria de ganância inescrupulosa, que multiplica por quanto puder seus preços já salgados e que ainda força subordinação dos serviços públicos à sua tutela.


Quanto o erário foi sacrificado em renúncias fiscais determinadas pela FIFA? Isto é, quanto da arrecadação desses produtos superfaturados deixará de acontecer, transferindo-a para cada cidadão, cuja tabela de correção do imposto de renda está defasada em 60%? Além de cobrarem muito mais, pagarão muito menos de tributos, tudo por conta da franquia para rolarem a bola aqui.


Até mesmo a já vulnerável legislação de gastos públicos com obras foi sacrificada para facilitar as negociatas. E o pior, para permitir construções de uso efêmero, que em breve só servirão mesmo para acolher desabrigados da incúria.


Quanto de fato custará um ingresso para o novo estádio de Manaus, onde o futebol é muito menos importante do que o Festival de Parintins? Que uso se fará depois desses monumentos à gastança, onde teremos três jogos de nenhum atrativo para as populações locais? E depois veremos portas se fecharem por uso deficitário dos espaços?


Será que alguém imagina desdobramentos compensatórios em cidades que teriam feito melhor se tivessem gastos essas fortunas em redes de água, esgoto, em educação e saúde?


Tudo o que se faz em nome dessa copa de futebol é uma grosseira afronta às necessidades reais de um povo que morre nas portas dos hospitais por falta de médios e de medicamentos, que não tem mais onde aprender o beabá, que paga ninharias aos seus professores e profissionais de saúde, que industrializa em escala nacional a miséria, através da ilusória distribuição da bolsa-ócio.


No Brasil a hipocrisia e o cinismo são tão poderosos que até a própria direção da entidade mafiosa tira o seu da reta ao declarar que não pediu a construção de tantos estádios. Muitos deles, claramente descartáveis, foram encomendados para atender a interesses sujos locais.


E o esquema é tão nocivo que trocou a existência de uma cidade sede por grupos da primeira fase pela farra dos deslocamentos, metendo a mão no bolso dos torcedores única e exclusivamente para inflar o faturamento dos interesses de uma verdadeira quadrilha organizada.


Como se não bastasse uma penca de subordinações das nossas leis e regras aos desígnios dos patrocinadores da copa, ainda aparecem 3 senadores que terão mais 4 anos de mandato (portanto, não correm risco nas urnas em 2014) e propõem uma lei abusiva, que enquadra como terrorismo as manifestações populares contra a farra que nos custará os olhos da cara. Se essa legislação de exceção passar, o que é provável pelas assinaturas de três senadores da base governista, entre os quais um do PT e outro que é ministro do Estado, quem for para as ruas exprimir sua indignação poderá ser condenado em caráter sumário a até 30 anos de cadeia.


Tudo dessa copa é, portanto, uma repugnante orquestração de violações e picaretagens combinadas, tão ignominiosas que até o próprio certame nas quatro linhas se converte em plano de fundo.


Esse acinte não poderia passar em brancas nuvens, e não passará, pois milhares de brasileiros já não aceitam calados os estelionatos políticos a que foram submetidos ao longo desses anos de democracia de fachada.


Pelos primeiros passos, as primeiras manifestações já se vêem os campos de batalha que obrigarão os governos a recorrerem aos mesmos tanques que há exatos 50 anos nos privaram de um governo constitucional, que tentava fazer as reformas sociais que esses impostores de hoje trocaram pela aliança espúria com o oligopólio dos bancos e o grande latifúndio.


Só que nos dias de hoje o monopólio da informação escapou aos grupos mercenários e agora qualquer um tem como passar seu recado, sua convocação, aos milhões de indignados.



Os próximos, assim, serão dias bem diferentes daqueles que semearam o obscurantismo e a derrota do povo, submetido a tantos anos de opressão e sofrimento.



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