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Data: 20/5/2011

Que benefício trará para o povo a ida de deputados rondonienses para Santa Catarina?



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Porto Velho,  sáb,   16/dezembro/2017     
COLUNISTA: Gessi Taborda

Em Linhas Gerais: deputados insatisfeitos com direção na ALE

29/4/2011 19:50:11
taborda@enter-net.com.br
 
  
EXPLOSÃO SILENCIOSA

Publicamente nenhum deputado estadual deixa escapar a crescente insatisfação com a direção daquele Poder. Nas entranhas do legislativo estadual a situação é bem diferente. Insatisfeitos com o descumprimento de acordos que permitiram a eleição do novo presidente, os parlamentares admitem que o cacife do chefe da Casa está baixando. O intenso rebuliço é tão generalizado que fica difícil identificar onde será seu epicentro.

Está faltando diálogo. Volta e meia tem parlamentar tomando chá de cadeira na ante-sala do poderoso senhor. Ninguém explica e todos concordam: a crise interna é grande e pode provocar em breve uma explosão silenciosa expondo vísceras do Poder. A crise já rachou a própria cúpula. Uma explosão – que ainda pode ser evitada – não trará benefícios para os integrantes da proa parlamentar. Parece ser um erro estratégico gerar problemas de convivência no cerne do comando logo assim de princípio. A situação caminha para o descontrole e ninguém sabe ao certo o tamanho da megatonagem da explosão anunciada e, pasmem!, negada pelos personagens dessa autêntica ópera bufa.


VETADO

Eurípedes Miranda dificilmente voltará a ocupar um cargo federal importante. Consta, como afirmou um fonte, que o ex-deputado federal e ex-diretor geral da falecida Ceron foi vetado para o comando regional de importante órgão federal em Rondônia. Miranda chegou a ser apontado como um nome viável para chegar ao pico da jornada política no estado. Ele acabou fazendo uma opção diferente, tornando-se petista de carteirinha. Demonstra conformismo em aceitar o repentino ocaso, aproveitando suas gordas aposentadorias.


CARÊNCIA DE IDÉIAS

O arremedo de publicitário que se beneficia do milionário duto promocional da Assembléia continua demonstrando com suas peças chinfrins que não tem nada de novo a dizer ao respeitável público rondoniense. Por isso continua viajando na maionese, trilhando a traição aos símbolos legais de identificação dos órgãos públicos estaduais. No monstrengo veiculado agora repete a velha lenga-lenga da infeliz idéia de “controle popular” e não de participação popular. Na verdade, a veiculação da lamentável “campanha” (arre!) objetiva exatamente silenciar a própria mídia para descalabros atuais e futuros daquele que deveria ser o mais legítimo poder popular das democracias.

Desde os tempos de Neodi, quando a tal agência (qua! qua! qua! qua!) decidiu o que o brasão de armas do estado deveria dar lugar a folhas de coca entrelaçadas, a mídia cultora da liberdade de pensamento sofreu com a discriminação doentia de quem, se não fosse um pouco contido, agora, teria usado a suástica e não uma estrela solitária como marca de sua péssima propaganda.

As armações do arremedo de publicitário buscam apenas apropriar-se do dinheiro público – apoiado na certeza da incúria e da impunidade por parte dos órgãos de controle – e alimentar o férreo controle da mídia para garantir fidelidade eleitoral aos seus chefes.

Sabe quando essa “agência” vai assinar uma campanha como aquela do cachorro que fala, extasiado com o luxo e o avanço do carrão onde está e apenas balbucia um auau diante da moça do pettyshopping? Nunca... afinal ele entende tanto de publicidade como você, leitor, entende missa.


É SÓ FISCALIZAR

Pela falta de fiscalização e pela desmoralização de autoridades incapazes de cumprir com o anunciada retirada dos marreteiros que se apropriam do espaço público, com comércios informais tipo frutaria (caso da Jorge Teixeira, esquina com 7 de Setembro), lanchonetes, etc; a população continua sujeita ao consumo de produtos clandestinos, de procedência duvidosa, em especial os de origem animal, como carnes e produtos de alimentação. E não é só nas barracas que tomam vaga dos transeuntes nas calçadas, ou de veículos em locais de estacionamento.

Se a fiscalização entendesse isso como um caso de saúde pública e trabalhasse com afinco apreenderia até mesmo em alguns supermercados toneladas de produtos clandestinos, vencidos, estragados, contaminados ou acondicionados de forma inadequada, vendidos livremente no comércio da capital.

É um pena que o prefeito de Porto Velho não mostra nenhum interesse em colocar a vigilância sanitária atuando preventivamente. Assim é cada vez maior o risco a que estão sujeitos os consumidores que compram produtos comestíveis em lugares sem ventilação ou refrigeração, muitas vezes até juntos do lixo orgânico. Ora, como o prefeito não conseguiu até hoje transformar numa coisa decente a feira livre da capital o que esperar, por exemplo, de medidas como a que suprime nos supermercados a sacola plástica de compras, como vem acontecendo em outras capitais do país?


POLITICO É ASSIM MESMO

O episódio em que o senador Roberto Requião, do PMDB paranaense, tomou o gravador de um jornalista, levou-o para seu gabinete, tirou o chip de memória e apoderou-se dele, só pode ter um desfecho: uma análise do Conselho de Ética, para apurar quebra do decoro parlamentar. Agressão, retenção de objeto pertencente a outra pessoa, violação do chip - é ético que ele mantenha o mandato?

E por que Requião ficou tão bravo? Educadamente, o repórter da Rádio Bandeirantes perguntou-lhe a respeito da aposentadoria que recebe como ex-governador do Paraná. A pensão aos ex-governadores foi cancelada pelo governador Beto Richa. Todos recorreram, foram derrotados no Tribunal de Justiça e apelaram. Requião apelou também no Senado, contra o repórter.

Fez lembrar a frase do ex-governador paulista Orestes Quércia: "O apelido dele é Maria Louca, às vezes mais louca do que Maria, às vezes mais Maria do que louca".


COMO SERIA AQUI

Aqui, se ninguém se lembra, um fato praticamente idêntico aconteceu entre o repórter Paulo Andreolli e o prefeito Roberto Sobrinho. Houve danos no equipamento do repórter e no próprio Paulo. E tudo ficou pra trás, sem nenhuma conseqüência para o prefeito. Houve coisas piores: num passado não muito distante repórteres foram simplesmente eliminados. Então, se fosse por aqui o Requião não seria sequer criticado pela nossa mídia covarde. Bom, talvez por tudo isso os entrevistadores de “acá” acabam chamando mais a atenção pela cativante “piscadinha” de olho do que por formular perguntas essenciais às “otoridades” entrevistadas.


LÁ SE VAI MAIS GRANA

Uma importante instituição do estado vai contratar um desses institutos de nome pomposo para estudar “uma reforma” administrativa para o quadro de pessoal. Ora, é claro que isso é completamente desnecessário, até por que o quadro de servidores efeito está numa acentuada fase minguante. Dados desse pessoal estão armazenados no sistema de computadores. É só apertar uma tecla. O servidor é regido por estatuto próprio. Não há competitividade em seu setor. A busca de uma suposta maior eficiência poderia até ser conseguida com uma política de valorização desse pessoal. Então fica a pergunta: quanto de grana públicaom vai ser carreada para mais esta besteira????


VALORIZANDO O PASSE

Depois de um longo período perdendo pontos no mercado consumidor rondoniense, a cerveja Schincariol deverá voltar a ocupar um espaço mais expressivo, especialmente em feiras agropecuárias, graças à sua associação com a marca Dydyo de refrigerantes. Os donos da Dydyo serão os distribuidores da cerveja de Itu nessas bandas. Estão ampliando sua planta para estocar a cerveja. Certamente, em virtude desse negócio já fechado, a família Muniz acompanha interessado as opções de futuro estudadas por Adriano Schincariol, o poderoso da marca ituana. A venda da Schincariol está se transformando num verdadeiro leilão: a SabMiller já ofereceu pela cervejaria brasileira nada menos do que US$ 1,8 bilhão e a Heineken teria ido mais longe, em torno de US$ 2,2 bilhões.


BUSCANDO PODER

Desconsolado com as dificuldades sempre crescentes para se manter no Congresso, o deputado Lindomar Garçom – que nunca teve poder nas hostes de Cassol – conseguiu depois de anos, assumir o controle do PV no estado. Dizem que o parlamentar não esboça qualquer solução para viabilizar a participação do PV nas eleições de 2012 mas está fazendo de tudo para se aproximar do poder comandado pelo governador Confúcio Moura. Sem expressão para nomear até contínuo, o palrante Lindomar teme com a dificuldade de conseguir dias melhores até mesmo em 2014.


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