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Data: 20/5/2011

Que benefício trará para o povo a ida de deputados rondonienses para Santa Catarina?



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Porto Velho,  dom,   25/junho/2017     
COLUNISTA: Gessi Taborda

Em Linhas Gerais: deputados como office-boys de luxo

3/5/2011 18:55:00
taborda@enter-net.com.br
 
  
OS TEMPOS SÃO OUTROS

Boa parte dos deputados estaduais não está nada satisfeita com a manutenção do antigo sistema de comando que manteve, durante toda a legislatura passada, os representantes do povo como meros ofice-boys de luxo, manietados por uma direção que não dava aos a eles autonomia sequer para comandar o pessoal de seus gabinetes. Para eles a nova cúpula deve perceber que os tempos são outros.

A disposição quase geral e de não deixar passar nada em branco. O alvo é não deixar passar batido as desfeitas sofridas por aqueles que imaginam ter um poder imperial, esquecendo-se que todos os deputados têm prerrogativas iguais de representação e por isso não pode, em respeito ao próprio múnus do cargo, aceitar um tratamento acintoso sem fazer nada.

Sem receber a atenção esperada de quem dirige, vários deputados estão exigindo serem bem tratados – inclusive com os compromissos resgatados – pois o poder legislativo “somos todos nós”, ressaltou um parlamentar à coluna.

CALMA E CALDO DE GALINHA

Dessa vez, ao contrário de legislaturas passadas, os deputados “esquecidos” na hora do resgate de compromissos estão se organizando como nunca fizeram para dar, se necessário, o troco na medida certa. Fica claro que o poder na mão do mandatário maior pode até se guiar na idéia de aglutinação dos “esquecidos” e “mentidos” não terá maiores chances de provocar um desgaste perigoso para os “cavalos gordos”.

É melhor quem está dominado pela idéia de absolutismo no Poder ir com calma, refletir na velha estória de que caldo de galinha não faz mal a ninguém. Naquela seara, como se diz, “não existe urubu magro”. Não dá para tirar daqueles arrostados pelo chicote o direito e a coragem de, pelo menos, reclamar e fazer barulho.

Manter o sistema ultrapassado e lastreado na vendeta de dirigentes do passado levará os pares a promover uma ação incômoda que poderá terminar não sendo inóqua.

BEM DO PARLAMENTO

Para o bem do Parlamento como o poder mais importante da democracia seria muito bom que se pusesse ponto final nessa prática lamentável do passado de massacrar quem não está no chamado andar de cima. Tudo ainda está num clima onde se pode exercer o diálogo para o funcionamento harmônico do Legislativo. É preciso que o Poder se atenha aos limites da lei, do bom senso e da ética. Isso sim, dará honra ao titular do Poder e direito à existência digna dos pares e das minorias. É assim que funcionam as democracias.


MINERAÇÃO

Cresce a discussão em torno do marco regulatório do setor mineral. Ganha força a proposta de elevar a Contribuição Financeira sobre a Exploração Mineral, devida aos municípios, para 4% da receita bruta das mineradoras. O mesmo tributo é de 11% na Austrália, 8% no Canadá e de apenas 1 a 1,2% no Brasil.


AINDA NÃO

Agora, como já divulgamos, o PSDB está nas mãos de Expedito Júnior, o ex-senador que só não chegou ao governo do estado pelas suas trapalhadas jurídicas. Se não fosse o estrago da Lei do Ficha Limpa, certamente Júnior estaria hoje no comando de Rondônia. Bem, o ex-senador conseguiu uma vitória, ao anular a manobra montada por Carlão para colocar o partido tucano no colo de seu filho, o deputado Jean Oliveira. Mas o PSDB não está pensando ainda em disputar a prefeitura da Capital. Expedito, o tucano mais emplumado, seria o nome natural. Mas ele teme um desgaste que pode comprometer seu desejo de revanche, na disputa de 2014.


LIXO NO TRIBUNAL

Segundo consta a estória do dinheiro público destinado aos barões do lixo em Porto Velho não poderia ser mais mal cheirosa. Bem, a prefeitura tem estreitas relações com uma empresa (a Marquise) de notório envolvimento em transações nebulosas em várias outras cidades onde atua. Aqui, é claro, a coisa não seria diferente.

Como se sabe essa situação completamente misteriosa e suspeita acabou sendo convertida numa tomada de contas especial do Tribunal de Contas do Estado. Há, como afirmam certas fontes, um espécie de temor no ninho do poder municipal de que as revelações “acabem comprometendo” gabinetes importantes e poderá inclusive colocar gente do colarinho branco na cadeia. Bom, a gente sabe que isso é quase impossível nesse Brasil caboclo...


VEREADOR SE ADIANTA

Pois é. Pelo sim ou pelo não o vereador do PT, Cláudio Carvalho, decidiu adiantar-se às providências do TCE e resolveu “convidar” alguns nomes do alto comando municipal para “falar das possíveis irregularidades”. Ora, na lista estão Mário Jonas Freitas Guterres, procurador geral do município; Joelcimar Sampaio da Silva, secretário municipal da Administração; Jair Ramires, dos Serviços Básicos; e Criscélia Fróes, da Controladoria Geral do Município. Com esse times, certamente nada passará da superficialidade de sempre para blindar, é claro, a figura do burgomestre. Resta a esperança de que no TCE a coisa ande sem ninguém interessado em passar a mão na cabeça dos operadores de esquema suspeito.


CAÇAMBAS NAS RUAS

Até que a vereadora Mariana Carvalho, a bonita herdeira de Aparício, tocou num item importante para combater os desacertos dessa lamentável gestão. É de sua autoria o projeto de lei votado ontem na Câmara Municipal disciplinando o uso dessas caçambas estacionárias para recolhimento de entulhos. É certo que sem fiscalização e sem regulamentação a prática se transformou num perigo de vida em relação ao trânsito de veículos. Mas a sedutora vereadora do PSDB pode perder a oportunidade (o projeto terá uma 2ª votação na próxima segunda-feira) de regulamentar o tempo máximo em que tais caçambas podem ficar na rua. Em algumas cidades do sul, o recolhimento dessas caçambas não pode passar de 10 horas e em certas vias elas não podem pernoitas.


PARECE DITADURA
Será que a ditadura está voltando? Há um complô em boa parte dos órgãos públicos rondonienses. Os chefões querem que todo mundo se cale diante das irregularidades. Pior: eles prometem perseguir quem desagradar o poder. Até os sindicatos, transformados em meros apêndices partidários, tratam os desvios existentes como meros boatos. O que todo mundo quer é ganhar sua boquinha particular nessa nova pratica do peleguismo.


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