Anuncie:  

Debate do Mês

Data: 20/5/2011

Que benefício trará para o povo a ida de deputados rondonienses para Santa Catarina?



Colunistas
Receba as matérias do site em seu e-mail

Cadastrar
Cancelar Cadastro


 

Porto Velho,  dom,   25/junho/2017     
COLUNISTA: Gessi Taborda

Em Linhas Gerais: Assembléia paga quase R$ 130 mil a advogado por palestra

1/6/2011 08:55:50
taborda@enter-net.com.br
 
  

E SE FOSSE O LULA? 

O que anda acontecendo com o bom e inefável presidente da Assembléia, reconhecido nos meios evangélicos como um crente exemplar, sempre procurando cumprir com o código de Deus, contido na Bíblia, principalmente aquele que condena a soberba, a usura, a prepotência e arrogância. Valter certamente, quando está no seu meio evangélico dando glórias e aleluias ao Poderoso, deve demonstrar vontade de encarnar as virtudes de José, aquele que no Egito galgou alta posição na corte de Faraó e usou o cargo para ajudar os mais humildes de seu povo. 

Deve ser por isso que, dominado por esse sentimento de bondade inefável decidiu entregar ao advogado Manoel Veríssimo Ferreira Neto precisamente 123 mil, 863 reais e cinco centavos, na qualidade de presidente do Instituto de Direito Eleitoral de Rondônia (Idero), a título de cooperação na realização do II Seminário de Direito Eleitoral de Rondônia. 

Engraçado é saber que o tal do Idero, uma criação do próprio advogado, tomou forma e vida no princípio desse ano. Com certeza Valter Araújo não teria dado tanto dinheiro assim para uma entidade recém criada se, antes, não tivesse consultado seus oráculos e, quem sabe, conseguida uma experiência divina, uma tal de revelação, que os cristãos exemplares como ele, acostumados até a falar a linguagem dos anjos, consegue ter. 

Será que todos os deputados da Assembléia Legislativa de Rondônia aplaudiram essa decisão, assinaram em baixo? É possível pois, como se viu, todo mundo ficou caladinho. 

Ah! Se fosse o Lula certamente a “doação” chegaria na casa do milhão com direito a pelo menos uns 40 minutos de baboseiras não só eleitorais.

BEM INTENCIONADOS 

Venho isso ouvindo desde criança: de bem intencionados o inferno está cheio. É uma pena que os tais sites combativos nada falaram sobre essa generosidade do irmão Valter reforçando o caixa de uma entidade com tanto dinheiro do povo. Afinal, a grande parte deles também estão sendo prestigiados com muita grana (certamente muito menos do que o que foi dado para um Seminário que não conseguiu atrair nem a maioria dos juristas do estado), que na verdade são migalhas diante do imenso bolo de dinheiro público torrado nestas sinecuras, sempre com as melhores das intenções. 

Graças a Deus, o irmão Valter é rodeado de amigos e por isso ele faz com tanta boa-vontade esse tipo de generosidade. 

Tamanha generosidade deve deixar muito felizes as entidades que tiveram seu nome como co-promotoras desse tal evento. Principalmente se para elas sobrou alguma migalha dessa montanha de dinheiro. 

Com exemplos assim, o irmão Valter deverá motivar muitas almas perdidas a escolher o caminho de uma vida santa, cristã e ética. Mas, se de repente o leitor se sentir decepcionado, não perca as esperanças. As decepções, as punhaladas nas costas, as falsidades e o engodo nos ensinam a viver...

NA CASA DOURADA 

Continua sendo um mistério a visita feita na manhã de ontem a Assembléia Legislativa do presidente do Tribunal de Contas, conselheiro Jose Gomes de Melo. O titular do TCE-RO está no limiar da aposentadoria compulsória. Há, no entanto, gente torcendo para a antecipação dessa aposentadoria abrindo vaga para a nomeação de mais um felizardo. Fala-se que essa é uma conversa assiduamente presente nos diálogos de uma boa parte dos parlamentares dessa legislatura. 

DOCUMENTO DE APOIO 

A sessão do Legislativo Mirim de Porto Velho só foi aberta ontem às 17 horas e com apenas 9 vereadores no plenário. Os demais foram chegando aos poucos. Na verdade o Regimento Interno da casa é letra morta. As sessões quase nunca começam dentro do horário regimental. 

Ontem, segundo se falou, o atraso foi motivado porque os membros da Câmara estavam procurando uma saída para o caso do vereador Chico Caçula (que é suplente), condenado recentemente a 6 anos de reclusão por estupro de menor. Chico decidiu recorrer da sentença e diante disso a maioria da edilidade entende que ele não pode ser afastado do cargo. O desgaste político da Câmara e especialmente do presidente Eduardo Rodrigues é grande. 

O presidente decidiu apelar a seus pares para elaborarem um documento de apoio a Caçula, dividindo assim as responsabilidades políticas da decisão.

NINGUEM CASSA NINGUÉM 

Caçula não é o primeiro político condenado na Justiça a manter o cargo parlamentar. Na própria Assembléia Legislativa rondoniense há vários exemplos dessa natureza. Ainda hoje o deputado Marco Donadon, dono de várias condenações na Justiça por desvio de dinheiro da própria Assembléia continua mantendo seu gabinete e não sofre nenhum tipo de restrição de seus pares. 

Também na Câmara houve casos semelhantes de integrantes do plenário penalizados e mantidos em suas funções num autêntico espírito de caserna. 

Em Rondônia a pressão popular não se faz sentir diante dessas idiossincrasias. Daí ser natural a posição do presidente da Câmara nesse episódio.

LOROTAS 

O lançamento pelo prefeito Bob Sobrinho do tal pacote de obras junino foi considerado pelo vereador Cláudio da Padaria (PCdoB), como mais uma lorota na qual o povo não irá acreditar. O vereador disse que se daria por satisfeito com o alcaide se ele pelo menos terminasse as obras iniciadas e abandonadas em sua gestão, muitas remanescentes do primeiro mandato. 

Cláudio disse que é insuportável ver a cidade tão abandonada como está. Ele usou como exemplo o seu bairro, o Nacional, onde as ruas são intransitáveis, a iluminação é precária e tudo contribui para mostrar ao povo que as promessas “desse prefeito” não passam de lorotas. 

PEDIDO DE SOCORRO 

O vereador contou ontem que foi ao Ministério Público Federal, acompanhado de sua colega de partido, a vereador Elis Regina, pedir socorro àquela instituição no sentido de adotar alguma ação contra as obras paralisadas, especialmente os viadutos. 

Segundo o vereador, o MPF-RO vai apertar a investigação, inclusive intimando empreiteiras para explicar verdadeiramente porque abandonaram seus canteiros e desistiram de continuar essa obras que tem dinheiro público federal, embora o prefeito diga que foram obras de sua iniciativa.

GOVERNADOR É DERROTADO NOVAMENTE 

O governador Confúcio Moura colheu mais uma vez o amargo fruto da derrota ao ver rejeitado o nome José Oliveira de Andrade para ocupar o cargo de defensor público geral do Estado. O nome do defensor foi rejeitado na sessão do último dia de maio, após ser sabatinado pelos parlamentares. José já tinha sido “nomeado” pelo governador que voltou atrás quando entendeu ser necessário, antes, a aprovação da Assembléia. 

Oliveira foi o primeiro colocado no processo de votação da própria defensoria pública. O líder do governo bem que se esforçou em favor do nome preferido pelo governador Confúcio. Não adiantou nada. Somente 6 deputados seguiram a orientação no líder do Executivo. 

Certamente está faltando a Confúcio Moura uma assessoria política de qualidade, capaz de analisar e interpretar o cenário da política no estado, sabendo como lidar em busca de uma maioria para apoiar o governo em disputas desse nível.

PRESSÃO INTERNA 

Na verdade o Governador Confúcio, um gentleman, enfrenta sérios obstáculos para tocar o governo dentro de seu próprio partido. E essa é um revelação feita pelo próprio governador, cansado de tantos pedidos de favores políticos do seu próprio, especialmente empregos comissionados nos diversos setores da administração.

No seu desabafo o governador garante que vai resistir e que emprego no governo só através de concurso público. Se o governador não der logo o chamado “murro na mesa” verá o desgaste de sua gestão aumentando progressivamente. Está na hora do governo afastar os incompetentes, que não dão resposta rápida aos anseios da população se não quiser não só a sua imagem de político, mas também a de cidadão, ir se desgastando inexoravelmente. 

É certo que estamos vivendo – pelos muitos exemplos que se vê – a falência da autoridade pública no Estado. O que menos precisamos agora é de um governador sem o interesse de exercer o Poder diante da completa alienação de um estado onde a prefeitura é pega numa corrupção nacional (e o prefeito fica negando isso como se fosse um conto da carochinha), onde o conluio de políticos e quadrilheiros do segmento madeireiro encomenda assassinatos e espera ficar impune; onde o governador não consegue sequer nomear o chefe de uma instituição como a defensoria pública. 

Ora, faz pelo menos 90 dias que o governador manda alguém marcar uma audiência para um simples entrevista com este repórter e até agora seu pessoal de comunicação não consegue nada. E bate o bumbo!



Nenhum comentário sobre esta coluna

Mais colunas de Gessi Taborda

22/8/2011 18:54:01 - Hoje é a minha vez de filosofar

27/4/2011 22:52:16 - Em Linhas Gerais: não muda nada

Páginas: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13


Últimas Matérias
Publicidade: