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Debate do Mês

Data: 20/5/2011

Que benefício trará para o povo a ida de deputados rondonienses para Santa Catarina?



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Porto Velho,  ter,   24/outubro/2017     
COLUNISTA: Gessi Taborda

EM LINHAS GERAIS: NA ALE, LAVAÇÃO DE ROUPA SUJA

9/6/2011 08:55:23
taborda@enter-net.com.br
 
  

UÉ, E NÃO TINHA?
O nome não podia ser mais borocoxô. “D’olho na Qualidade” ta mais para pentagrama da coquetel do que para programa filosófico, como está sendo anunciado. É certo que o uso do apóstrofo deve ser apenas por frescura de comunicador dessas agências manjadas que só servem para mamar nas gordas tetas de certas instituições. Mas como explicaram, esse “D’olho” é para promover a disciplina na Seduc (e eu pensava que na Seduc já tinha isso).
Na verdade a coisa por lá é mais complicada do que a própria filosofia de Confúcio. Quem elaborou o press-release sobre o assunto tascou em toda a sua crueza que o “D’olho” quer promover a consciência e responsabilidade de todos, desde os órgãos vinculados até as representações de ensino e escolas. Certamente a falta desses requisitos que eu mesmo acreditava existir no segmento da educação pública se converteu no cavalo de Tróia para o Secretário Jorge Elerrat que estará hoje, às 8 horas da manhã, num café da manhã a ser servido no Rondon Pálace, onde o programa para colocar a Seduc nos trinques será lançado. E não vai ficar apenas no blábláblá do workshop que certamente deixará muito alegre o dono daquele hotel que aos poucos vai se tornando o preferido para esses convescotes do governo. Depois que tudo terminar, garante os manda-chuvas da Seduc, vai ser implantado o “Comitê D’olho” que, imagina-se, ficará aberto para ver quem não entrará no nível de disciplina, responsabilidade e consciência que parece estar faltando na Secretaria de Estado da Educação.

MAIS RAIVOSO
Certamente os piedosos “irmãos evangélicos” do deputado Valter Araújo deverão montar uma corrente da fé, com vários círculos de oração, para interceder ao Altíssimo em favor do cristão, atormentado por uma crise possivelmente gerada no deslumbramento do Poder. Parece que o exercício do poder pela via autoritária está colocando o “irmão” Valter em antagonismo direto com as primícias da vida de renúncias, uma exigência para quem quer ser exemplo de embaixador de Cristo na terra.
Um deputado, com cargo na mesa, contava para a coluna sobre um arranca-rabo ocorrido na sala de crise – onde os deputados se reúnem longe da opinião pública, atrás do plenário, para lavar a roupa suja – com alguns deputados insatisfeitos com o modus-operandi do presidente, especialmente ao torrar dinheiro com a contratação dos sites e de jornais obrigados a disparar mensagens de apoio ao novo presidente, com ridículas propagandas criadas por um arremedo de publicitário suspeitíssimo.
O problema é que tais propagandas custeadas com muita grana do povo não muda o sentimento da população que continua cobrando transparência da Assembléia, especialmente porque chegou a acreditar que Valter, por sua confissão de evangélico, recuperaria a imagem daquela casa que chegou ao extremo da mentira, naquela lorota de devolver dinheiro para o Estado.
Segundo o depoimento de um deputado à coluna, no tal encontro Valter se mostrava cada vez mais raivoso e irredutível em compreender que os parlamentares têm prerrogativas que não podem ser suprimidas sem restringir os mecanismos para o exercício do mandato dado pelo povo. Se a reação do “irmão Valter” foi do tipo da usada com um porteiro da Casa, dá para imaginar em que tom de voz se manifestou.
Ta mais do que provada a necessidade de uma grande e poderosa corrente de oração para livrar o generoso, exemplar e bondoso líder da bancada evangélica no passado, das armadilhas do “inimigo”, do “coisa ruim”. Todo mundo torce para que por trás do Valter na presidência da Assembléia estejam novamente seu desejo real de ser uma testemunha do homem ungido com os inerredáveis valores cristãos.

PESSIMISMO
O governador Confúcio Moura está pessimista em relação ao combate ao crime no estado de Rondônia. Ele sonha com uma caminha de tolerância zero para o crime no estado. Ontem ele postou no seu blog uma espécie de desabafo: “Parece-me que em RONDONIA ainda há a cultura da tolerância, que se deve passar a mão na cabeça de muitos e vistas grossas a malandragem massiva. Assim, jamais reduziremos a violência”.

ENGODO, SÓ ENGODO
Pelo menos dessa vez um político resolve falar sem tergiversação com os servidores públicos de Rondônia sobre essa novela da transposição, que não acaba nunca. Até agora a maioria dos políticos e principalmente os da base aliada do governo só mentiram e usaram os servidores para seus projetos políticos pessoais, vendendo ilusão descaradamente.
Este colunista sempre disse que tudo não passava de truque de madame. Primeiro foi o pessoal do PT, depois foram os políticos dos partidos que vivem puxando o saco do governo. Até o Lindomar Garçom procurou tirar seu proveito pessoal dessa estória mal-cheirosa. Alias o Lindomar Garçom é mestre nesse negócio. Umas de suas ultimas conversa nessa rota de enganação é com a PEC 300. Ele fala desse assunto como se ela fosse uma coisa de sua autoria.
Quem botar fé nessas lorotas ficará ainda mais decepcionado. Está mais do que provado: os políticos rondonienses não têm prestígio algum no cerne do governo federal para defender e solucionar essas demandas ímpares do povo rondoniense. Ora, se o Garçom não teve ao longo de sua carreira política prestígio nem junto do governo do estado para encaminhar pleitos daqueles correligionários, o que esperar dele em nível da administração federal?

DECISÃO POLÍTICA
Só agora, com Ivo Cassol, vem a afirmação doída: Dilma Roussef nem sabe se existe a lei da transposição. Ela nunca viu sequer a minuta do Decreto. E por tudo isso, não há data para essa transposição acontecer. Há, como disse o próprio Cassol, uma esperança: a decisão política.
O ex-governador afirma ser amigo pessoal da nova Ministra da Casa Civil, a senadora paranaense Gleisi Hoffmann, que assumiu ontem. Cassol começou a trabalhar o encaminhamento dessa questão já na posse de Gleise. Agora é esperar e rezar. Tomara que a petista Gleisi tenha por Cassol uma visão extremamente diferente dos petistas rondonienses. Se não for por ai, pelo jeitinho político, só Deus sabe quando essa cascata de transposição vai se tornar uma coisa concreta.

NOVA COMPLICAÇÃO
A Receita Federal suspendeu esta semana a emissão do cartão de plástico do CPF. Os CPFs existentes continuam em vigor; a nova fórmula é apenas para novos documentos. O objetivo, como de hábito, é complicar a vida do cidadão e ampliar seus gastos. Funciona assim: o interessado vai a uma agência do Banco do Brasil, da Caixa ou dos Correios, com um documento oficial de identidade, e recebe um número impresso. Aí entra no portal da Receita na Internet (quem não tiver computador pode pagar uma lan-house; quem não souber utilizá-lo pode pagar alguém que saiba) e imprimir o comprovante que atesta a autenticidade do número. O BB, a Caixa e os Correios estão autorizados a cobrar R$ 5,70 para fornecer o número impresso. E então, nossa desburocratização não é ótima?

ROSQUINHA É MELHOR
O deputado Sandro Mabedl, que ganhou notoriedade por distribuir as rosquinhas que fabrica, é o autor do projeto de lei que transforma em crime a divulgação, pela imprensa, de investigações sigilosas. O projeto de Mabel foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara e tem tudo para passar em plenário. Os deputados gostam de Mabel e da rosquinha que ele fornece e detestam a imprensa e as notícias que ela oferece. A proibição da divulgação de investigações sigilosas e de processos que correm em segredo de justiça seria ótima para Suas Excelências: pouparia o senador José Sarney, por exemplo, de manobrar em defesa de seu filho Fernando, que comanda o império empresarial da família, e que consegue há quase dois anos manter sob censura o noticiário do O Estado de S. Paulo.



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