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Porto Velho,  seg,   21/agosto/2017     
COLUNISTA: Gessi Taborda

Em Linhas Gerais: Setor imobiliário começa a dar sinais de queda em Porto Velho

16/6/2011 16:33:20
taborda@enter-net.com.br
 
  
SETOR EM QUEDA

Os resultados finais do Festival da Casa Própria – evento das grandes empresas, do Sindicato dos Corretores de Imóveis e até da Federação das Indústrias – realizado em nossa capital entre os dias 9 e 12 de junho, mostraram que Porto Velho já está vivendo o desaquecimento do setor imobiliário, com a “bolha” do setor sendo furada.

Não é preciso investigar a fundo essa questão. Basta saber que dos R$ 450 milhões colocados pela Caixa Econômica Federal para financiar a compra do imóvel durante a promoção, apenas 159 milhões foram utilizados pelos compradores durante o Festival da Casa Própria.

NÃO É CRISE

O baixo volume de realizações de negócios na mega promoção não é, claro, um indicador de crise imediata. Não daquelas que pode gerar desemprego no mercado (a construção civil é o segmento que mais emprega no setor privado), ou sérios problemas no setor financeiro. Na verdade é só olhar o número de construções de apartamentos e de condomínios na cidade para se constatar que o crescimento do setor tem sido tão espetacular que chega a ser surpreendente o baixo voluma de realizações do tal Festival.

No mínimo, comprar imóveis para especular não parece ser mais uma excelente idéia na capital rondoniense. O baixo volume de negócios do Festival baliza para uma realidade onde a demanda sólida não deve garantir elevação nos preços dos imóveis por muito mais tempo.

OS RISCOS

Para quem comprou ou pretende comprar algum imóvel das maiores incorporadoras e construtoras de nossa cidade, é preciso um raciocínio em torno sobre a realidade desses empreendimentos. O dinheiro tradicionalmente destinado para o financiamento imobiliário está acabando. Já há indícios de que a poupança já não será suficiente para financiar o setor nos próximos anos, e o governo está procurando fontes alternativas de financiamento.

E aí mora o perigo: uma parte do crédito adicional está decorrendo dos famosos… derivativos. Você já deve ter ouvido falar das LCI (Letras de Crédito Imobiliário) e das CRI (Certificados Recebíveis Imobiliários). Ambos os produtos, que são vendidos para o grande público como um mero investimento, são lastreados em crédito imobiliário. Ou seja, o que garante a rentabilidade do investimento é o pagamento dos financiamentos imobiliários. Se o credor pagar direitinho a sua dívida, você recebe; se ele não pagar, você chupa o dedo.

REZE MUITO

Então, se você andou comprando algum imóvel, especialmente na planta, desses empreendimentos enormes reze para que seus futuros vizinhos não enfrentem dificuldades econômicas que os levem a inadimplência. Ora, se muitas pessoas deixarem de pagar direitinho suas prestações, é bem possível que seu sonho da casa própria vá para o vinagre, deixando-lhe uma baita dor de cabeça.

Para seu governo, o programa “Minha Casa, Minha Vida” já está passando por alguns problemas com a inadimplência dos contratos, e é justamente este o programa que o governo quer estimular para levar o sonho da casa própria a milhões de brasileiros.

AS CONSTRUTORAS

Você já percebeu como virou rotina das grandes construtoras (e incorporadoras) a panfletagem nos principais cruzamentos da cidade na esperança de ampliar as vendas dos chamados imóveis novos na nossa capital? Sabe: outro problema no tocante aos financiamentos deriva das próprias construtoras. A maioria delas opera alavancada, construindo as obras com o dinheiro oriundo de empréstimos e do pagamento das prestações de outros empreendimentos. E muitas delas estão vendendo unidades para investidores: os corretores já perguntam a qualquer pessoa que visite um stand de vendas interessado em adquirir um apartamento se o objetivo é “investir”.

E boa parte delas tem planos “especiais” para investidores – planos em que o “investidor” paga apenas uma pequena parcela do valor total do imóvel até a entrega da unidade. Normalmente, eles ganham muito dinheiro em um cenário de alta dos imóveis: mas, se a maré virar e os preços caírem, terão que amargar o prejuízo, ou vendendo o apartamento por um preço abaixo do pago, ou honrando as prestações do financiamento com a própria construtora (que normalmente tem condições bastante difíceis, com juros elevadíssimos). Qualquer problema no fluxo de caixa das construtoras pode levar boa parte delas à falência – e as instituições financeiras que emprestaram dinheiro para financiá-las também poderiam entrar em apuros.

COMPRA NO ESCURO

Nem todos aqueles que fecharam o negócio com o imóvel na planta está seguro de que receberá as chaves para mudar. Muitos correm o risco de não ter meios para quitar o saldo devedor nesse momento. Explicando: vale ressaltar que ao fechar um contrato de um imóvel na planta com a construtora, o comprador (investidor ou não) não passa por nenhuma avaliação de crédito. Simplesmente é solicitado os 3 últimos extratos de conta apenas para anexar ao contrato e o acordo está fechado. Porém no momento da entrega das chaves, quando o comprador, para ter esse direito, irá precisar quitar o saldo devedor (seja por recursos próprios ou financiamento imobiliário), e no caso do financiamento (maioria esmagadora) aí sim a pessoa irá passar pela avaliação de crédito. Inclusive eu mesmo já presenciei casos em que no momento que o cidadão precisou fazer o financiamento não conseguiu e precisou apelar para amigos ou procurar um agiota.

Se a pessoa que comprou na planta com a construtora não conseguir os recursos necessários através do financiamento para ter direito às chaves, teremos uma quantidade enorme de apartamentos que foram considerados vendidos (mas não necessariamente pagos) sendo ofertados ao mercado.

ADELINO DÁ RESULTADO

Em seu primeiro mandato como deputado estadual Adelino Follador, ex-prefeito de Cacaulândia e ex-secretário municipal de Agricultura de Ariquemes, vem se destacando como um parlamentar que busca resultados concretos nas suas ações no parlamento em função da população rondoniense e especialmente do setor produtivo do estado. Com esse espírito, ele defendeu a isenção do ICMS para a piscicultura rondoniense, nos moldes do que já acontece em estados como São Paulo, Santa Catarina, Tocantins, Mato Grosso, Pará e Rio Grande do Norte, procurando se transformarem em grandes produtores de pescado. Rondônia tem enormes perspectivas nesse setor, especialmente com a técnica dos tanques-redes.

UNIR NA MIRA DO MPF

O Ministério Público Federal (MPF) em Rondônia ingressou com uma ação civil pública, com pedido de liminar, contra a Universidade Federal (Unir) referente ao vestibular para bacharelado em segurança pública, destinado à formação de oficiais da Polícia Militar. O MPF pede à Justiça Federal a suspensão imediata das próximas etapas do vestibular, argumentando que os candidatos não tiveram acesso às suas redações e aos espelhos da prova subjetiva. Desta forma, foram prejudicados no direito de recorrer do resultado.

ANIVERSÁRIO ACREANO

O vizinho estado do Acre celebrou ontem seus 49 anos de criação. O primeiro governador eleito pelos acreanos, José Augusto de Araújo, foi cassado em 1964 pela ditadura militar. A perda do sindicalista Chico Mendes, assassinado em 1988, colocou o Acre nas "páginas policiais", mas também levou as instituições do país inteiro a acolherem o estado, que acabou ganhando a solidariedade do povo brasileiro. A partir daí o Acre "resolveu mudar na sua história e viver uma fase de prosperidade", disse à coluna o Senador Jorge Viana, que também governou o estado.

TRANSPOSIÇÃO

Agindo como quem está mais perdido do que cego em tiroteio, políticos de Rondônia voltam a especular sobre o tal Decreto que normatiza a transposição dos servidores públicos rondonienses para os quadros da União. Primeiramente o Senador Ivo Cassol disse que esse Decreto não tinha a menor possibilidade de ser assinado antes do final do ano. E deixou claro que os demais representantes rondonienses estavam apenas fazendo politicagem em cima desse assunto, enganando os servidores públicos ansiosos para mudar de patrão.

Um dia depois de Cassol descer o sarrafo em seus companheiros da bancada rondoniense, a deputada Marinha Raupp garantia que a presidenta Dilma assinaria o decreto da transposição no último dia 12. Era cascata. E nesse vai e vem anunciaram outra data: 22 de junho.

Agora o senador Ivo Cassol conversou com a própria presidente Dilma no dia de ontem. Após participar de almoço oferecido por Dilma, o senador rondoniense (que vai se licenciar para tratamento de saúde mesmo estando são igual um côco) garantiu que a presidente vai assinar o tal Decreto no próximo mês de Julho. Acredite quem quiser...

VACINAÇÃO

Sábado é dia de vacinação contra a poliomielite, também conhecida como paralisia infantil. Todas as crianças com menos de cinco anos precisam ir a um dos 120 postos de vacinação instalados em Porto Velho para tomar a dose da vacina. Segundo a secretaria Municipal de Saúde (Semusa), a meta é atingir 35 mil crianças, cerca de 95% da população estimada nessa faixa etária.


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