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Porto Velho,  qui,   2/julho/2020     
reportagem

Ex-senador é preso pela Polícia Federal

7/8/2004 21:39:16
Por Hugo Marques
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A Polícia Federal prendeu ontem em Rondônia 20 integrantes de uma quadrilha envolvida no desvio de R$ 18 milhões, contrabando de minérios, grilagem de terras e exploração de prestígio. O chefe da quadrilha, segundo a Polícia Federal, é o ex-senador Ernandes Amorim, que em 1995 foi acusado de envolvimento com o tráfico de drogas, mas escapou do processo graças à proteção do Senado, na época.  


 O ex-senador foi preso em sua residência, em Ariquemes, no início da manhã de ontem. Ao todo, foram expedidos 21 mandados de prisão, mas até o fim da tarde a PF não tinha encontrado um dos acusados, que teria fugido.

A investigação sobre a quadrilha começou em setembro de 2003, quando foi deflagrada a Operação Orcrim. A PF descobriu que o grupo vendeu diamantes extraídos da Reserva Indígena Roosevelt, dos índios cinta-larga, além de outros minérios preciosos da região, vendeu madeira ilegal e desviou dinheiro público.

A quadrilha desviou dinheiro que a União e o Estado enviavam para a Prefeitura de Ariquemes. Amorim foi prefeito até ano passado. Hoje, a Daniela Amorim, filha do ex-senador, administra a cidade.

A PF não encontrou indícios de participação de Daniela na quadrilha formada pelo pai. Ficou constatada, no entanto, a participação da secretária de Finanças da Prefeitura, Albertina Franco de Almeida. Também foi comprovado o envolvimento do irmão do ex-senador, Osmar Santos Amorim. Todo o bando está preso. Para desviar dinheiro público, Ernandes Amorim recorria a licitações fantasmas e superfaturadas. O dinheiro era desviado principalmente das obras públicas do município e da área de benefícios sociais.

Na lista de presos, há dois policiais militares que participaram das ações ilícitas da quadrilha. São eles Sérgio Marcelo de Lima Barbato e João Carlos de Carvalho, que faziam a segurança pessoal de Amorim nas horas vagas. A quadrilha tinha ainda a participação de servidores da Previdência Social.

Durante as investigações, a PF procurou buscar fatos consumados e transações comerciais fechadas pela quadrilha. A investigação é toda documental e teve auxílio da Controladoria Geral da União (CGU). Mais de 15 processos de licitação foram analisados pelos técnicos da CGU. Para investigar as fraudes envolvendo recursos do INSS no Estado, a PF reuniu laudos mostrando que empresas fantasmas participaram das licitações.

Entre as empresas que a quadrilha criou só no papel, para desviar dinheiro, estão a Rangel e Mathias Construtora, a Construtora Canaã, e a Construtora Minas. São empresas que Ernandes Amorim teria criado em nome de laranjas, segundo a PF.

JB denunciou parlamentar há 9 anos

Há nove anos, o Jornal do Brasil denunciou a ligação do ex-senador Ernandes Amorim com o narcotráfico em Rondônia. Em entrevista publicada em 19 de fevereiro de 1995, a ex-mulher de Amorim, Hélia Santana Amorim, contou que ele chefiava um esquema de distribuição de cocaína para os Estados de Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo. Na época, Amorim respondia a mais de 40 processos na Justiça por corrupção administrativa, crimes eleitorais, lesões corporais e homicídio.
Após tomar conhecimento das denúncias, Amorim chamou a ex-mulher, então foragida da Justiça, de ''desequilibrada mental e psicopata''. O suposto envolvimento do senador com o comércio de cocaína enquanto ocupava a prefeitura de Ariquemes (RO) foi confirmado pela CPI do Narcotráfico de 1992.

Ernandes Amorim é autor de um processo por reparação de danos contra o JB, em andamento na 7ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal. A fita com a gravação da entrevista de de Hélia Amorim ao JB está sendo submetida a perícia. O ex-senador também processou a Enciclopédia Britannica em 1995 pelo uso de seu nome no verbete que trata do tráfico internacional de drogas.

Fonte: JB On line - www.jb.com.br


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