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Porto Velho,  sex,   25/setembro/2020     
opinião

O eleitor como responsável pelo destino da sociedade

9/9/2004 14:15:38
Imprensa Popular
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O município dos nossos sonhos só acontecerá se desenvolvermos a consciência de que somos os responsáveis por nossos destinos. 


 Depois de um longo período de ilusões perdidas, a população de Porto Velho tem uma nova oportunidade de reencontrar o ambicionado caminho do desenvolvimento democrático, ou seja, aquela que não garante privilégios apenas para os amigos do “rei”. As eleições servem para isso, para a escolha de um timoneiro comprometido com os postulados democráticos, com autoridade moral suficiente para concitar os cidadãos a fazer de sua cidade uma grande urbe, motivo de orgulho de toda a sua sociedade.

Moradores de uma cidade como Porto Velho precisam se convencer de que são os principais responsáveis por sua coesão e seu destino. E esta Capital não precisa mais de um dirigente incapaz projetar e materializar um futuro onde as pessoas, em sua grande maioria, consigam viver sem os sobressaltos da insegurança e da desesperança. Porto Velho não é somente passado. Precisamos colocar à frente da Administração Municipal alguém obstinado a construir um futuro com promoção da justiça e da liberdade.

O direito à vida digna não pode pertencer apenas a quem mora nas áreas nobres, nos condomínios fechados, nas áreas centrais. Quem mora nas periferias sempre esquecidas também precisam ter dignidade, precisam ser respeitados em sua cidadania. A primeira missão de um governo federal, estadual ou municipal é garantir proteção para as pessoas mais fracas, excluídas dos benefícios daqueles que detém mecanismos econômicos mais fortes.

As pessoas excluídas dos benefícios sociais são, certamente, as menos preparadas para defender seus direitos e seus princípios. Os necessitados são mais suscetíveis de ofuscarem-se por brilhos e estrelas. Têm dificuldade em buscar o real sentido das promessas preparadas para os palanques e as ribaltas iluminada dos programas de televisão. Os políticos, principalmente aqueles com mais dinheiro para fazer a propaganda eleitoral sabem disso. E assim deliberadamente fogem das discussões das idéias, dos debates de coisas concretas, preferindo rechear suas aparições nesses programas com vãs promessas.

Fome, violência, pobreza e miséria se resolvem com emprego, saúde, habitação, educação, esporte, cultural, lazer, cidadania. Filantropia e discurso não resolvem nada. Fome Zero, Bolsa Escola e todos esses programas lastreados na caridade não promovem a integração de ninguém. Nenhum chefe de família está atrás de favores do estado, da administração pública.

Aquele que vier a ser prefeito precisa deixar claro, muito claro, ter consciência de que o município existe em razão do cidadão. Só administrando com essa idéia fixa poderemos viver numa cidade resolvida a dar dignidade humana a todos os seus moradores. Apenas o ser humano provido dessa dignidade desenvolve a consciência de que ele é o responsável pelo seu destino.

Um prefeito incapaz de impedir que a imoralidade seja a senhora da administração, através das concorrências fraudulentas, do tráfico de influência, do compadrismo, do nepotismo, do enriquecimento ilícito e todas estas mazelas que estamos carecas de conhecer não pode garantir futuro para ninguém, a não ser para a sua corja. Para se evitar isso é preciso que o eleitor escolha com razão e liberdade quem vai liderar as transformações que farão de nossa cidade um motivo de orgulho para todos que nela habitam.


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