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Porto Velho,  qua,   30/setembro/2020     
política

Resultado eleitoral mostra que governador perdeu força política

14/10/2004 09:08:52
Por Imprensa Popular
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Pleito de três de outubro derrubou políticos tradicionais e consolidou lideranças do sul do Estado, com destaque para os Donadons. 


 Em todo o Estado a eleição do último dia 03 evidenciou mais do que nunca que o rondoniense não abre mão da alternância do Poder, uma realidade desde que Rondônia passou a escolher, pelo voto, seus governadores.

Pelo menos os resultados eleitorais proporcionaram a consolidação de quatro lideranças políticas no Estado: Carlão de Oliveira (presidente da Assembléia Legislativa), Melki Donadon (ex-prefeito de Vilhena), Confúcio Moura (deputado federal do PMDB) e Suely Aragão (prefeita reeleita de Cacoal). Poderia-se acrescentar nesta lista mais uma mulher: Milene Mota, que foi eleita prefeita de Rolim de Moura.

O presidente da Assembléia Legislativa, Carlão de Oliveira, pode ser encarado como o grande vitorioso do embate eleitoral porque atuou numa região altamente disputada por políticos da estatura do próprio governador Ivo Cassol (contribuiu decisivamente para a vitória de Vantuil, em Alta Floresta, derrotando a irmã do governador, Nega Cassol), do senador Valdir Raupp, de Expedito Júnior que sempre consideraram ter o domínio eleitoral na região de Rolim de Moura, onde a eleita foi Milene Mota, com o decisivo apoio do presidente da Assembléia Legislativa.

NOMES POTENCIAIS


Com os resultados conhecidos (ainda falta saber o que acontecerá em Porto Velho, onde PT e PSB disputam o segundo turno), pode-se afirmar que a princípio Carlão de Oliveira, Melki Donadon, Suely Aragão, Milene Mota e Confúcio Moura passaram para a relação dos nomes potenciais para a sucessão estadual de 2006.

É claro que nessa relação não se pode descartar o nome de Valdir Raupp (senador que disputaria sem nada ter a perder, pois seu mandato está muito longe do fim) e até o do próprio prefeito eleito de Ji-Paraná (que já foi governador e ficou numa situação delicada com o processo de demissão de funcionários públicos), José de Abreu Bianco.

O PT deverá concluir a fatura em Porto Velho, vencendo no próximo dia 31, mas nem assim tem um nome com potencial capaz de empolgar o eleitorado do Estado, a não ser que trabalhe muito bem o nome do ex-deputado federal Eurípedes Miranda, hoje presidente da Ceron.

Animados com o crescimento de prefeituras petistas no Estado e com a extraordinária virada do “companheiro” Roberto Sobrinho em Porto Velho, alguns petistas já se arriscam a falar na Senadora Fátima Cleide como uma reserva pronta a entrar na sucessão de 2006. Ela, como Valdir Raupp, não tem nada a perder, pois sua permanência no Senado também ultrapassa o período da disputa.

PERDEDORES


Ernandes Amorim, conhecido como o “caudilho de Ariquemes”, sempre favorito e imbatível no seu município, foi um dos grandes derrotados nas urnas do dia três de outubro.

Preso e respondendo a acusações pela prática de diversos crimes, tentou usar o episódio em favor da candidatura de sua filha, que buscava a reeleição. Mas ali em Ariquemes o terror deixou de funcionar. Esse tipo de abordagem foi neutralizado com a presença de tropas federais no dia da eleição. Podendo votar com tranqüilidade, os eleitores preferiram escolher Confúcio Moura.

Se escapar de uma longa temporada na cadeia antes de 2006, Amorim deverá continuar no circuito político, mas sem as perspectivas que sempre teve.

Outro que saiu bem machucado com o resultado do pleito de três de outubro foi o prefeito de Porto Velho, Carlos Camurça. A previsível derrota final de seu candidato no próximo dia 31, deverá sepultar todos os sonhos que o prefeito de Porto Velho acalentava de tornar-se Senador ou Governador em 2006. Terá sorte se não tiver a petezada de Roberto Sobrinho em seus calcanhares a partir do momento em que este assumir a prefeitura.

Também saiu chamuscado das urnas o ex-deputado Expedito Júnior, considerado uma das “raposas” política no Estado. Presidente do PSDB e eterno candidato ao Senado, Expedito viu minguar seu horizonte político em 2006. Mesmo que minimize os efeitos da derrota, na realidade sua base foi para o beleléu.

IVO CASSOL

O governador Ivo Cassol não pretende, é claro, abandonar a vida pública. Mas para continuar com chances de concretizar seu projeto político terá – em função dos resultados das urnas – de reposicionar seu grupo político, promovendo ajustes no seu governo. Sem a construção de novas parcerias, sem compreender o novo desenho político de Rondônia, Ivo Cassol pode se tornar mais um governador que não conseguirá reeleger-se ou fazer um sucessor.

Mesmo nas 11 cidades (de colégios eleitorais inexpressivos, com exceção de Presidene Medici, onde o tucano Dr. Charles, venceu) onde o PSDB conseguiu eleger o prefeito, boa parte das vitórias foi conseguida sem o DNA do governador. Política não se faz com improvisos. Certamente o governador fará mudanças necessárias para não sucumbir em 2006 como todos aqueles que o antecederam.

O sonho de abrir uma nova era na política de Rondônia, nutrido por uma vitória que praticamente aconteceu sem o atrelamento a grupos econômicos ou partidários, erodiu-se com o resultado eleitoral. Mais do que nunca Ivo Cassol terá de governar para os rondonienses e não para interesses especiais. Certamente terá de buscar uma nova composição para o seu staff de primeiro escalão, buscando catalisar as forças políticas do Estado ou correrá o risco de sofrer um processo de isolamento.

Não é fácil fazer estas mudanças. Primeiro porque é preciso deixar para trás os rancores. Tudo indica que nas eleições de 2006 – ainda distantes – a população não terá preocupação apenas em mudar uma pessoa, mas desejará mudar o clima político do Estado. Políticos com perfil de intransigente, de dono do Poder, como Ernandes Amorim (só para exemplificar) perde cada vez mais apoio popular.


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