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Porto Velho,  seg,   24/junho/2019     
entrevista

Garimpo do Roosevelth deixa população sobressaltada, afirma prefeita de Espigão

15/11/2004 16:55:44
Por Imprensa Popular
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Reeleita após uma campanha difícil, Lúcia Tereza disse que foi prejudicada com a exploração, por parte dos adversários, da denúncia infundada de que ela tinha mandado máquinas e combustível para o garimpo da reserva indígena Cinta-Larga.



A prefeita de Espigão do Oeste, Lúcia Tereza, faz parte dos antigos pioneiros de Rondônia. Esta condição quase ficou esquecida por seus desafetos políticos que durante a campanha de outubro fizeram contra ela denúncias de ter usado máquinas e combustível da prefeitura para incentivar o garimpo de diamantes na reserva indígena do Roosevelth. E assim a prefeita enfrentou “a mais difícil campanha” de sua longa trajetória política. Mesmo assim, o povo de Espigão resolveu manter Lúcia Tereza no cargo, pela terceira vez.

Mesmo vitoriosa a prefeita de Espigão não esconde o ar preocupado com o que poderá acontecer novamente na cidade por causa da indefinição que paira sobre o garimpo da reserva indígena, como contou a Imprensa Popular: “O garimpo de diamantes deveria ser uma coisa muito boa para o nosso município, para o estado e para o Brasil, mas do jeito que as coisas estão, ele provoca uma sentimento de insegurança, de desassossego e de sobressalto para os habitantes de espigão, principalmente porque sempre existe aquele temor de que novas tragédias poderão acontecer a qualquer momento”.

CONVIVÊNCIA ABALADA


A prefeita Lúcia Tereza informa que a Polícia Federal está presente em Espigão para cumprir a Medida Provisória do Presidente Lula da Silva, que mantém o garimpo fechado. Mas não é com isso se evitará, em sua opinião, novas tragédias, “como aquela que nos levou a enterrar cerca de 30 pessoas que foram lá com a idéia de ganhar a vida e ganharam a morte”.

Para ela a convivência entre índios e brancos na região de Espigão do Oeste continua abalada, com desconfianças de parte a parte.

Lúcia não sabe definir em detalhes onde está a ameaça de futuros conflitos mas, como se tivesse um sexto sentido, a prefeita afirma: “Eu sinto alguma coisa no ar, um cheiro de perigo, uma insatisfação reprimida e não sei até que ponto a Funai ou a Polícia Federal conseguirá segurar essa barra”.

ELOGIO À PF

Em sua entrevista à Imprensa Popular, a prefeita Lúcia Tereza fez questão de afirmar que a Polícia Federal é uma instituição séria, e demonstrou isso “prendendo agente da própria PF que estava lá dentro do garimpo com muitos diamantes”.

Para a prefeita, mesmo sendo séria e fazendo um trabalho constante e preciso, é difícil acreditar que a Polícia Federal mantenha tudo sob controle. Na verdade Lúcia acha que “nada está sob controle, principalmente quando se sabe que “todo mundo tem interesse sobre o garimpo, mas apenas meia dúzia está comendo e o resto sofrendo”.

Perguntada sobre quem é “essa meia dúzia”, se é lá de Espigão mesmo, Lúcia retruca: “Se eu soubesse, denunciaria!”.

Reeleita após uma campanha difícil, Lúcia Tereza disse que foi prejudicada com a exploração, por parte dos adversários, da denúncia infundada de que ela tinha mandado máquinas e combustível para o garimpo da reserva indígena Cinta-Larga. 



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A prefeita de Espigão do Oeste, Lúcia Tereza, faz parte dos antigos pioneiros de Rondônia. Esta condição quase ficou esquecida por seus desafetos políticos que durante a campanha de outubro fizeram contra ela denúncias de ter usado máquinas e combustível da prefeitura para incentivar o garimpo de diamantes na reserva indígena do Roosevelth. E assim a prefeita enfrentou “a mais difícil campanha” de sua longa trajetória política. Mesmo assim, o povo de Espigão resolveu manter Lúcia Tereza no cargo, pela terceira vez.

Mesmo vitoriosa a prefeita de Espigão não esconde o ar preocupado com o que poderá acontecer novamente na cidade por causa da indefinição que paira sobre o garimpo da reserva indígena, como contou a Imprensa Popular: “O garimpo de diamantes deveria ser uma coisa muito boa para o nosso município, para o estado e para o Brasil, mas do jeito que as coisas estão, ele provoca uma sentimento de insegurança, de desassossego e de sobressalto para os habitantes de espigão, principalmente porque sempre existe aquele temor de que novas tragédias poderão acontecer a qualquer momento”.

CONVIVÊNCIA ABALADA


A prefeita Lúcia Tereza informa que a Polícia Federal está presente em Espigão para cumprir a Medida Provisória do Presidente Lula da Silva, que mantém o garimpo fechado. Mas não é com isso se evitará, em sua opinião, novas tragédias, “como aquela que nos levou a enterrar cerca de 30 pessoas que foram lá com a idéia de ganhar a vida e ganharam a morte”.

Para ela a convivência entre índios e brancos na região de Espigão do Oeste continua abalada, com desconfianças de parte a parte.

Lúcia não sabe definir em detalhes onde está a ameaça de futuros conflitos mas, como se tivesse um sexto sentido, a prefeita afirma: “Eu sinto alguma coisa no ar, um cheiro de perigo, uma insatisfação reprimida e não sei até que ponto a Funai ou a Polícia Federal conseguirá segurar essa barra”.

ELOGIO À PF

Em sua entrevista à Imprensa Popular, a prefeita Lúcia Tereza fez questão de afirmar que a Polícia Federal é uma instituição séria, e demonstrou isso “prendendo agente da própria PF que estava lá dentro do garimpo com muitos diamantes”.

Para a prefeita, mesmo sendo séria e fazendo um trabalho constante e preciso, é difícil acreditar que a Polícia Federal mantenha tudo sob controle. Na verdade Lúcia acha que “nada está sob controle, principalmente quando se sabe que “todo mundo tem interesse sobre o garimpo, mas apenas meia dúzia está comendo e o resto sofrendo”.

Perguntada sobre quem é “essa meia dúzia”, se é lá de Espigão mesmo, Lúcia retruca: “Se eu soubesse, denunciaria!”.

A prefeita reclama da demora do governo federal em estabelecer as normas e as condições para o garimpo funcionar, tanto em benefício dos índios como da sociedade de um modo geral. Em sua visão é preciso uma decisão na base do “ou abre prá todo mundo, ou fecha”, para que a tensão de um perigo iminente deixe de existir na cidade de Espigão.

Foto: Aldrin Willy


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