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Porto Velho,  sex,   13/dezembro/2019     
reportagem

Governador não ficou enfraquecido com o resultado do pleito, afirma Secretário da Casa Civil

15/11/2004 17:01:25
Por Imprensa Popular
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O governo ainda não terminou a análise do desempenho do PSDB na campanha eleitoral mas já tem uma posição que rechaça “as afirmações equivocadas” de que o governador perdeu. O PSDB, lembrou o chefe da Casa Civil, João Cahulla, aumentou o número das prefeituras que detinha no Estado. 


 Embora não tenha ganhado as prefeituras dos principais colégios eleitorais de Rondônia, o PSDB, partido do governador Ivo Cassol, “conseguiu um resultado muito positivo, ampliando o número de prefeituras que detinha antes dessa disputa municipal”. A avaliação foi feita na última segunda-feira pelo Chefe da Casa Civil, João Cahulla. Para ele os resultados eleitorais “se deu em função de aspectos locais e não pela relação dos candidatos com o Governador do Estado”.

Além de não conseguir eleger seus candidatos nas cidades mais importantes de Rondônia, o governador Ivo Cassol assistiu a derrota de sua própria irmã, Nega Cassol, que tentou a reeleição em Alta Floresta. Para este fato Cahulla deu a seguinte explicação a Imprensa Popular: “Isto apenas reforça aquilo que falei no início, sobre o peso dos aspectos locais no resultado da disputa. A irmã do governador realizou um ótimo trabalho como prefeita de Alta Floresta, principalmente cuidando das estradas municipais. E olha que Alta Floresta é um dos municípios com a maior malha viária do Estado. Às vezes uma boa gestão, como foi a da irmã do governador, não consegue capitalizar respaldo político em função de questões internas. Quando ela ganhou o primeiro mandato, disputando com o professor Moisés, a diferença de votação foi de algo em torno de 200 votos. Agora a prefeita não conseguiu viabilizar uma boa aliança, que pudesse fazer frente à aliança que foi costurada pelo deputado Carlão de Oliveira para eleger seu candidato”.

EFEITO TEMPORÁRIO


Para o resultado desfavorável ao candidato do governador em Guajará-Mirim, o ex-secretário da Saúde Miguel Sena, a explicação de João Cahulla é semelhante. Em sua opinião “Sena foi prejudicado pela falta de uma boa aliança e pelo número dos candidatos, que dividiram demais os eleitores”. Estes resultados adversos, como o colhido em Porto Velho com a candidatura do deputado Everton Leoni, “tem efeito temporário e não determinarão o que irá ocorrer na sucessão estadual”, enfatizou o Chefe da Casa Civil, acentuando que em 2006 o momento político será outro.

Continuando sua conversa com Imprensa Popular o Chefe da Casa Civil do governo Cassol destacou que “na verdade o PSDB saiu dessas eleições municipais como um dos conjuntos de força em situação bastante competitiva, nas perspectivas das eleições de 2006”.

Sobre a vitória do PT na Capital, João Cahulla considera “uma ilusão achar que só a vitória em Porto Velho foi uma vitória no Estado”. E assim Cahulla relembrou que “o PT conseguiu apenas uma reeleição das prefeituras que detinha no Estado”.

A ESTRADA DA REELEIÇÃO


O governador de Rondônia tem um estilo muito próprio de fazer política. Costuma despertar reações passionais por onde passa. Ninguém fica indiferente a Ivo Cassol. E influenciado por este estilo, João Cahulla também expressa seus pontos de vista com sinceridade para Imprensa Popular. E ele deixa claro que “os resultados eleitorais adversos” no principal reduto eleitoral do governador não terminaram com “o projeto político” do chefe do Executivo estadual, que é a reeleição em 2006.

Mas o tema, garantiu João, ainda “não começou a ser debatido com profundidade” e nem sinalizou “nenhuma ação específica” do governador para o final desse ano ou os meses do início do próximo ano. O governador “está preocupado em cumprir seu cronograma de obras pelo Estado” e “só recomeçará sua peregrinação política no momento oportuno, quando tiver de debater política como o candidato natural de seu partido”, explicou o Secretário. E para isso, claro, o governador deverá esperar o sinal verde das principais lideranças tucanas, inclusive no plano nacional.

Por isso, na estrada da reeleição de Ivo Cassol “ainda não há nada definitivo para as curvas que terão de ser contornadas”. Na opinião de Cahulla o governador “não falou nada sobre mudança no Secretariado”, deixando claro que “todo o quadro está prestigiado” por ele. Acrescentando, João Cahulla garante que “o governador será respaldado no seu projeto de reeleição pelo maior legado administrativo de Rondônia, superando todos os seus antecessores”.

Mesmo garantindo que “uma avaliação mais criteriosa dos resultados eleitorais” deverá ser feita para “a definição das estratégias do futuro”, Cahulla acredita que o governador “não mudará seus princípios, que são os de uma pessoa progressista e popular”.

DENTRO DAS EXPECTATIVAS


Insistindo que para o governo o desempenho eleitoral do seu partido esteve dentro das expectativas (“A gente já sabia que a Milene Mota ia ganhar em Rolim de Moura, esta era a sua vez...”), Cahulla deixou claro que o governador “pretende usar o figurino da construção, e não o contrário, pois há uma desconexão entre os resultados dos diversos municípios onde o PSDB participou com candidato próprio e a credibilidade no governador”.

Para ele a oposição espalha invencionices contabilizando derrotas de alguns candidatos como se fossem derrotas do governador, dentro de uma postura própria de quem adota o triunfalismo por antecipação. O governo, destacou João Cahulla, “não irá reagir como se tudo tivesse ido mal para o seu projeto político, já que no novo cenário sua grande liderança é reconhecida”.


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