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Porto Velho,  qui,   20/fevereiro/2020     
opinião

Não foi fácil, mas cumprimos a missão

15/11/2004 17:42:30
Imprensa Popular
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O trabalho de Imprensa Popular permitiu que uma imensa camada dos eleitores compreendesse que elementos anti-sociais atuavam fortemente na campanha eleitoral em favor do continuísmo. 


 Apesar de tudo a imprensa livre de Rondônia, especialmente os veículos alternativos de Porto Velho, cumpriu seu dever no decorrer da campanha eleitoral, divulgando a rigorosa verdade dos fatos sobre os personagens que disputaram os votos na eleição de 2004. Assim agiu em Porto Velho, de forma desassombrada, o jornal Imprensa Popular, único veículo que claramente adotou a posição de desalojar da prefeitura o grupo que dela se assenhoreou há mais de uma década.

Diante de sua posição, o jornal sofreu, como se viu, pressões patrocinadas por quem detinha maior parcela de poder e mais dinheiro para movimentar a campanha e para custear caríssimas bancas de advocacia. Mas aqueles que mais tentaram abafar a verdade, que tentaram silenciar o jornal colheram a indiscutível derrota nas urnas.

Ora, o trabalho de Imprensa Popular permitiu que uma imensa camada dos eleitores compreendesse que elementos anti-sociais atuavam fortemente na campanha eleitoral, tentando garantir o continuísmo no Poder, usado de forma cruel, prepotente e sem nenhum freio para alimentar a ambição sem limites daqueles que estão acostumados a fazer fortuna com o dinheiro público, detendo os privilégios dos negócios – muitos nebulosos – e as mordomias dadas ao baronato da administração.

A edição de número 48 (a anterior a essa) de Imprensa Popular, que marcou o terceiro ano de existência dessa publicação em Porto Velho, circulou quase que normalmente. Quando já estava no final de sua distribuição (faltavam poucas dezenas de exemplares a serem distribuídos) sofreu nova apreensão.

O motivo pelo qual decidiram impedir o IP de chegar a leitores que votaram nas secções eleitorais instaladas na Escola Tancredo Neves, na região do Caladinho, era uma manchete que expunha, minuciosamente, a truculência usada pelo irmão de Mauro Nazif, o Gilson, contra simples trabalhadores contratados pelo PT, que pintavam a propaganda eleitoral de Roberto Sobrinho no antigo Bingool Club. Duas pessoas que distribuíam o jornal foram levadas ao chamado cadeião do Ginásio do Sesi, uma inclusive menor, de onde foram liberados após prestar depoimento. O Editor do jornal, que foi ao mesmo local por conta própria para dar assistência às duas pessoas, também prestou depoimento.

Antes desse episódio, a pedido da coligação do candidato do continuísmo, o jornal teve a apreensão de quase 10 exemplares – só que ai em virtude de mandado de busca e apreensão concedido pelo judiciário – na sua redação central.

Malgrado estes acontecimentos, nestas eleições a Justiça Eleitoral rondoniense agiu com muito mais equilíbrio do que nas últimas eleições para o governo do Estado, quando Imprensa Popular teve duas edições apreendidas em sua totalidade e alguns de seus integrantes sofreram fortes ameaças de uma força paramilitar que estava a serviço do chefe do Poder Executivo.

Imprensa Popular revelou como ninguém a falta de escrúpulos daqueles que sempre tiveram compulsão pelo poder, de onde se alimentam; e por isso financiaram a mais cara campanha municipal que se viu em Porto Velho.

Como todo veículo alternativo, Imprensa Popular fez suas denúncias e críticas de forma franca, direta, sem artifícios, usando as palavras com a consciência de que elas existem para que se conheça a realidade, e não para enganar as pessoas, como se comportou a grande imprensa, com seus artifícios solertes e sibilinos.

Os que até agora se empanturraram nas tetas do Poder tentaram tudo para calar Imprensa Popular. Se fizeram de ofendidos, de insultados, falsearam os verdadeiros significados das palavras e conseguiram, assim, uma porção de “Direito de Resposta”, onde nada responderam.

Eles sim, atentaram contra a honra popular, insultaram o povo quando loucamente mandaram seus lambe-botas destruir jornais que estavam sendo distribuídos a acadêmicos da Uniron.

Por que todas estas tentativas de sufocar o jornal? Porque aquilo que foi publicado por Imprensa Popular era a verdade, sem o falseamento comum aos demais veículos que apoiaram o continuísmo.

Diz o artigo 7° da Resolução nº 21610 do TSE, “a propaganda não deverá empregar meio publicitário destinado a criar na opinião pública estados mentais, emocionais ou passionais contra o candidato”. Esse artigo reproduz texto do artigo 242 do Código Eleitoral (Lei 4737/65): “a propaganda (....) não devendo empregar meios publicitários destinados a criar, artificialmente, na opinião pública, estados mentais, emocionais ou passionais”.

Ora, na última edição que teve cerca de 200 exemplares apreendidos porque estava sendo distribuídos nas imediações de local de votação, nada havia de artificial no que foi publicado pelo jornal Imprensa Popular. O resultado das urnas demonstrou claramente que o jornal não procurou criar estados emocionais, mentais ou passionais” sobre os eleitores por meio da mentira, do engodo ou da impostura. O jornal publicou a verdade, mesmo quando expôs que grande parte da propaganda eleitoral do candidato do continuísmo era artificial.

O pequeno e modesto Imprensa Popular utiliza, desde de que surgiu, as palavras que julga mais adequadas e mais precisas para retratar os fatos, realçar as opiniões e esclarecer seus leitores.

Imprensa Popular, uma mídia alternativa, cumpriu sua obrigação como veículo que defende a liberdade de imprensa, de opinião e de informação. As palavras do vernáculo não podem ser banidas do jornalismo só porque algum poderoso de plantão resolve tacha-las de injuriosas.


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