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Porto Velho,  qua,   1/abril/2020     
política

Carlos Camurça sai da prefeitura mas não renuncia projeto político

15/11/2004 17:49:42
Por Imprensa Popular
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O prefeito de Porto Velho foi derrotado mas, segundo fontes, continua se achando poderoso. 


 Duas fontes próximas ao ainda prefeito de Porto Velho, Carlos Camurça, deixaram escapar que a derrota eleitoral com Mauro Nazif não foi suficiente para levar o burgomestre da capital a desistir de seu projeto político de vir a governar o Estado ou de ir para o senado na campanha de 2006. Uma dessas fontes afirmou que Camurça entrou naquela fase do político para o qual “nenhum obstáculo é intransponível”.

Publicamente citado como um dos homens mais ricos de Rondônia atualmente, é natural que Carlos Camurça, saído de uma eleição em que seu candidato foi fragorosamente derrotado, ainda se julgue poderoso para enfrentar uma disputa dura como é a do governo e do senado, principalmente para ele que não é conhecido, politicamente, em todo o Estado.

Pelo que andaram dizendo estas fontes, Carlos Camurça não teme nenhuma escaramuça feita pelo PT sobre os seus seis anos como administrador de Porto Velho, dando a impressão de que nos últimos momentos da disputa eleitoral “houve uma articulação” que garantiu para o chefe do Executivo “um longo período de tranquilidade”, embora Roberto Sobrinho tenha falado sobre auditoria especial nas finanças municipais.

ROMANCE


Carlos Camurça é hoje o chefe do PDT no Estado. O partido não se saiu bem no confronto municipal mas nem por isso deixará de ter importância na sucessão estadual. Segundo as fontes ouvidas por Imprensa Popular, o prefeito de Porto Velho acredita que o romance entre o seu partido e o PPS vai virar casamento nos próximos meses e isto acabará contribuindo para tornar possível seu projeto político, delineado antes das disputas eleitorais desse ano.

Os pedetistas, diante da quase certa fusão com o PPS, acreditam que o novo partido será uma força de expressão que poderá ter até candidato próprio à presidência da República. Com esta fusão dos dois partidos, a nova força estará lastreada em 12 milhões de votos conseguidos no último pleito, com 611 prefeitos eleitos, e uma bancada de 36 deputados e sete senadores.

Camurça é vaidoso. Com a estrutura econômica que dizem possuir está crente de que o novo partido, que surgirá com a fusão de PDT e PPS, dependerá dele como candidato majoritário para ter expressão e futuro em Rondônia. Com esta visão, o ainda prefeito acredita que terá facilmente legenda para tentar transformar seu projeto político em realidade.

Embora tenha sido derrotado na sua sucessão, Camurça estaria crendo, sempre de acordo com as fontes ouvidas por Imprensa Popular, sempre será lembrado nas articulações.

PROBLEMAS


Com certeza (expressão preferida pelo prefeito Camurça) em 2006 o quadro é restritivo, pois só existe uma vaga para o Senado. Isto dificulta acordos. Com uma, a luta é selvagem, às vezes dividindo até irmãos. É certo que o deputado Agnaldo Muniz também sonha com a disputa pelo Senado. Isso se torna mais fácil se existir, do seu lado, uma candidatura própria ao governo. Certamente que o ainda prefeito de Porto Velho não tem grande liderança no interior mas agora tem um grande potencial – com toda sua força econômica – para obter adesões.

O problema é que Carlos Camurça tem ambição muito maior do que sua generosidade. Será difícil financiar um programa de recuperação, usando a safra de amestrados, pronta a badalar qualquer nome, desde que a colheita seja farta e garantida.

Sem o poder na mão Camurça terá de dificuldades de preservar os “companheiros”, principalmente atendendo àqueles que serão colocados no olho da rua pelo novo prefeito. O prefeito, é claro, pode ainda manter seus sonhos mas, como grande derrotado no processo eleitoral encerrado agora, não terá nem como identificar com quem conversaria a respeito de 2006.

Publicamente Carlos Camurça mostra-se sorridente e confiante, sem o natural ar de derrota. Deve ter descoberto que a melhor maneira de esconder os efeitos da surra sofrida pelo seu candidato à sucessão é falar em disputar o governo em 2006. Na verdade Camurça, com a fama de riqueza que tem, certamente encontrará o caminho aberto para muitas estradas, principalmente se Roberto Sobrinho esquecer sua promessa de vasculhar o que aconteceu nas finanças municipais neste longo período.


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