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Porto Velho,  ter,   25/fevereiro/2020     
reportagem

Denunciado por compra de votos, Ramiro pode perder o mandato

16/12/2004 14:11:22
Por Imprensa Popular
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Eleito para vereador de Porto Velho com uma das maiores votações, Ramiro Negreiros (na foto) terá de responder na Justiça denúncia por compra de votos, feito pelo Ministério Público. 



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Na representação encaminhada pelo Ministério Público ao Juiz da 23ª Zona Eleitoral, Ramiro Negreiros é acusado de repetir o crime da distribuição de carteiras de habilitação (CNHs) frias em troca de votos para vereador. O acusado responde processo por este expediente, que teria utilizado em 1998 para eleger-se como deputado. Desta vez, segundo a denúncia do MP, além de CNHs frias, Ramiro andou comprando votos com dinheiro, comida, roupas, materiais de construção e até o pagamento de mensalidade escolar.

Sempre de acordo com a denúncia do MP, o esquema para a compra de votos em favor da candidatura de vereador de Ramiro Negreiros funcionou na Rua Raimundo Cantuária, 4717, no Bairro Nova Porto Velho.

Pessoas com conhecimento da denúncia e das tendências da Justiça afirmaram para Imprensa Popular que dificilmente o vereador eleito Ramiro Negreiros “escapa da perda do mandato, mesmo que venha a ser diplomado”.

OS DETALHES DA FRAUDE


A denúncia do MP esclarece que, através de Edílson Negreiros, o vereador eleito Ramiro Negreiros um esquema de captação ilegal de votos no interior da Rádio Táxi Madeira. Para trabalhar na operação, ele contratou Maria Amélia Barbosa de Oliveira, também conhecida por “Amália”, que “atendia os eleitores e seus familiares que se apresentavam nesse comitê em busca de medicamentos que ali eram fornecidos gratuitamente em troca da promessa de voto em Ramiro”. Os remédios, segundo apuraram os promotores, eram captados em hospitais públicos, onde o “esquema” tinha forte penetração. Pessoas ligadas a Ramiro indicadas para posto-chave nas unidades hospitalares, outro crime a ser apurado pelo Ministério Público.

O Ministério Público anexou em sua denúncia o depoimento de uma funcionária de Negreiros, que atuava no esquema da compra de votos e aliciamento de eleitores. A funcionária, identificada como Maria Amélia Barbosa de Oliveira, confirmou que “os eleitores e seus familiares que se apresentavam nesse comitê em busca de medicamentos, eram atendidos em troca da promessa de voto em Ramiro”.

No seu depoimento Amélia deu muitos detalhes. Ela atendia os “eleitores” de Ramiro em troca de favores, como cestas básicas, vale transporte, cascalho, área, fornecimento de carteiras de habilitação “frias”, com a promessa se regularização junto ao Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN). A própria Polícia Federal cumprindo Mandado de Busca apreendeu vasta documentação comprovando que os nomes dos eleitores, que recebiam os “favores”, eram transcritos em cadernos, inclusive com inscrição do RG e Tìtulo de Eleitor.

A própria Maria Amélia, como contou, foi premiada com uma dessas carteiras frias. Ela recebeu um protocolo sob número 7004851 pedindo segunda via de CNH. Dias depois, ela procurou o DETRAN e foi informada que se tratava de cadastro falso. “Tanto é falso que quem o subscreveu como servidora do DETRAN (Rosanira Capistrano Luz Esteves) foi exonerada do órgão em data muito anterior à sua expedição”, explicou a peça do MP.

DIVIDA ANTIGA

A denúncia dos promotores historia a reclamação da eleitora Evanilda de Jesus, enganada pela primeira vez pelo político em 1998. Naquele ano, segundo a peça acusatória, Negreiros prometeu telhas em troca do voto da família de Evanilda. Como não cumpriu, ela procurou Ramiro e ele lhe mandou para seu irmão, Ceará Miséria. Ele ficou de comprar e pediu mais uma vez o voto de Evanilda para reforçar a compra das telhas. “E até hoje sua casa continua descoberta...”, escreveram os promotores.

Num depoimento de Maria Amélia sobre o esquema da compra de votos e aliciamento de eleitores, até o nome da Auto Escola Senna aparece. Este é o trecho do depoimento: “Que o eleitor procurava o escritório, que indicava a Auto Escola Senna; que o eleitor deveria pagar o valor de R$ 480,00 referente à metade do valor total das aulas e taxa do DETRAN; que a outra metade ficaria por conta de Francisco Edílson; Que também eram recolhidos os nomes e números dos títulos de eleitores dos candidatos á obtenção de CNH...” A empresa Material Básico de Construção Rio Candeias também foi envolvida no depoimento de Maria Amélia. No dia da eleição, Ceará Miséria, segundo ela, também comprou votos ao preço de R$ 20,00 e mais R$ 5,00 para almoço e que o golpe se disfarçaria de “boca de urna”.

Foto: Aldrin Willy




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