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Porto Velho,  sáb,   30/maio/2020     
reportagem

Multinacionais da telefonia fazem o querem na “Esquina do Barulho”

16/12/2004 14:28:34
Por Imprensa Popular
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Possuidoras de algum tipo de blindagem, “multis” da telefonia e promotores da gandaia continua agindo como se fossem os donos da rua, mantendo mocinhas em situação de risco para promover produtos e serviços. 



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Convencidas de que verdadeiramente a Capital rondoniense é uma cidade sem lei, sem autoridade, multinacionais do setor de telefonia móvel, e também promotores dessas festas-gandáias destinadas à juventude alienada, insistem em fazer da esquina das ruas Brasília com Carlos Gomes o ponto principal para a promoção de seus interesses comerciais.

A prática condenável já foi denunciada por Imprensa Popular, e de nada adiantou. As autoridades municipais, a quem compete coibir todo tipo de poluição, incluindo ai a sonora e a visual, na cidade se mostrou impotente diante dos abusos praticados e vai permitindo que a esquina das ruas citadas se consolide como um terreno livre para todo tipo de exibição comercial e exercício do barulho ensurdecedor de trios elétricos, estes usados principalmente para a promoção destas manjadas festas comerciais que buscam atrair os jovens para a gandáia.

Os comerciantes proprietários de lojas naquele perímetro são obrigados a conviver, sem ter a quem apelar, com os insólitos acontecimentos emoldurados pelo som estridente e infernal, pelo bloqueio que mocinhas e rapazes contratados para entregar panfletos no meio trânsito costuma fazer na porta de seus estabelecimentos, etc.

Elementares direitos coletivos são violados nessa prática agressiva à própria qualidade de vida da cidade. Alguns motoristas que não aceitam os tais panfletos são, às vezes, humilhados por rapagões e mocinhas. A rua, é claro, fica emporcalhada com os panfletos rejeitados.

MORTE ANUNCIADA


Os promotores dos desmandos, como que anunciando possuir uma blindagem que lhes permite fazer o que bem entender naquele local, usam agora uma outra modalidade: a de colocar na frente dos carros, quando o sinal fecha, mocinhas com placas contento a logomarca e a publicidade do produto dessas “multis”.

As pessoas utilizadas nesta exposição correm risco real de sofrerem uma tragédia, principalmente se num desses momentos surgir no trânsito um veículo desgovernado ou com um problema que o impeça de parar. É claro que quando surgir um cadáver pela indevida invasão do leito carroçável da via, estas “multis” irão tirar o seu da reta e, certamente atribuirão tudo à fatalidade.

A indiferença com que as autoridades municipais recebem denúncias dessa natureza dá a idéia de que apóiam estes desmandos ou então lucra com eles no sistema da cobrança de propinas. Se não houvesse o comprometimento do Poder Público com estes abusos denunciados por Imprensa Popular, este exemplo de barbárie não estaria acontecendo novamente, de forma corriqueira.

INÉRCIA TOTAL


Não chega a ser novidade a inércia da autoridade municipal frente às práticas abusivas desses comerciantes distanciados da prática cidadã.

Imprensa Popular denunciou, na edição passada, o abuso de uma firma que vende piscinas na rua Duque de Caxias, por ter apoderado-se do espaço destinado à pedestres (o passeio público), fazendo dele um depósito de enormes piscinas de fiberglass. A denúncia, documentada com fotos mostrando a situação ilegal, o abuso inaceitável não mexeu com o brio das autoridades municipais.

É certo que o prefeito da cidade não iria quebrar uma inércia de seis anos exatamente agora que está limpando as gavetas do gabinete para iniciar sua viagem ao longo ostracismo. As piscinas continuam lá, do mesmo jeito, e os transeuntes são enxotados para caminhar na rua propriamente dita, enquanto aqueles contrários ao avança da cidade rumo à civilização, à cultura e ao modernismo continuam afirmando que calçadas e cruzamentos tem de ser invadidos mesmo, já que aqui a zorra é total.

Quem é contrário a este exotismo ilegal e ultrapassado, que depõe contra os anseios de crescimento cultural da cidade, resta apenas esperar que o novo prefeito perceba que estes fatos estão à nossa frente e não podem continuar sendo ignorados.

Foto:Aldrin Willy


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