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Porto Velho,  ter,   15/outubro/2019     
reportagem

Nas ruas de Porto Velho o efeito devastador da falta de administração

6/3/2005 21:09:00
Por Imprensa Popular
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Dificilmente haver√° uma capital no Brasil t√£o esculhambada como Porto Velho. Com as chuvas, o colapso urbano se manifesta na maioria das ruas esburacadas, onde o tr√Ęnsito se torna imposs√≠vel. 



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Justificadamente a popula√ß√£o de Porto Velho espera ver, o mais rapidamente, os efeitos da “nova maneira de governar” prometida pelo novo prefeito da capital, Roberto Sobrinho, durante a campanha eleitoral. Enquanto isso n√£o √© poss√≠vel a cidade continuar com sua apar√™ncia constrangida, como se fosse um simples acampamento de aventureiros, gra√ßas √† longa perman√™ncia na sua administra√ß√£o de prefeitos frustrantes, que pouco se lixaram em larg√°-la no mais completo abandono, especialmente nas √°reas perif√©ricas.

Fosse o povo de Porto Velho menos tolerante e sua indigna√ß√£o iria aflorar de maneira muito mais significativa do que simplesmente nas urnas, quando pode escolher o seu burgo-mestre. As chuvas que caem em Porto Velho servem para revelar o efeito devastador da √ļltima (des) administra√ß√£o. Ela durou lament√°veis seis anos, lastreada na mais descarada maquiagem, sem a conclus√£o de √ļnico e importante projeto para mudar a qualidade de vida dos moradores desta t√£o vilipendiada capital.

Se o “novo jeito de governar” n√£o come√ßar logo a executar a√ß√Ķes para mudar esse quadro de abandono e irresponsabilidade, Porto Velho vai acabar carregando por muito tempo mais o inc√īmodo t√≠tulo de cidade atrasada, onde os servi√ßos urbanos permanecem em constate colapso. √Č isto o que demonstram as suas ruas esburacadas, suas cal√ßadas (onde existem) tomadas pelo matagal, seus milhares de terrenos baldios, sua falta de ilumina√ß√£o, sua indecorosa falta de √°reas pr√≥prias para o lazer, para a pr√°tica do esporte, para o desenvolvimento das artes e da cultura.

Basta o portovelhense viajar um pouco para outros estados, visitando cidades do porte da nossa, para chegar √† conclus√£o que seu √ļltimo prefeito, nos seis anos de domina√ß√£o do pa√ßo, praticamente nada fez de √ļtil para o grosso da popula√ß√£o, a n√£o ser a maquiagem de algumas poucas avenidas, com a planta√ß√£o das famigeradas florzinhas amarelas e algumas poucas obras, quase todas inconclusas.

Quer um exemplo do tamanho do abandono da cidade por parte do prefeito que terminou o cargo como um dos grandes milion√°rios da cidade? Tente, ainda hoje trafegar na rua Pl√°cido de Castro, que fica ali no JK, ligando aquela regi√£o √† avenida Mamor√©. Tente trafegar na maioria das vias p√ļblicas, onde o tal prefeito jogou dinheiro p√ļblico fora para pagar o tal asfalto casca-de-ovo, sem preguejar!

SAUDOSISTAS

Existe algu√©m com saudades dos √ļltimos seis anos da (des) administra√ß√£o e seu velho jeito de fazer pol√≠tica? Com certeza! Aqueles que gostavam de se divertir com o lixo da m√ļsica comercial baiana, os pol√≠ticos partid√°rios da lei de Gerson e at√© alguns “comunicadores” como um certo Rangel, pois n√£o vai dar mais para faturar uma graninha fazendo puxasaquismo desvairado no f√°cil elogio da mediocridade, dizendo que o g-man era o maioral, o defensor dos fracos e oprimidos.

Tamb√©m devem estar frustrados os ca√ßadores de enigmas querendo saber quanto custou mesmo o mercadinho, a feira do Cai N’√Āgua. E tem mais: os especuladores imobili√°rios v√£o chorar de tristeza todas as noites. Por que? Ah, porque num novo jeito de administrar ningu√©m vai poder deixar – at√© no centro – terrenos baldios tomados pelo matagal, sem muro, sem nada e, o pior, sem pagar os impostos devidos.

Tamb√©m lembrar√£o com saudades aquela meia d√ļzia que monopolizavam o fornecimento de produtos e servi√ßos √† administra√ß√£o, pois muitas vezes eles s√≥ precisavam entregar a nota fiscal para receber as gordas somas superfaturadas.

Tem gente que vai ficar ainda vários meses chorando sem parar. São aqueles que foram contratados como aspones, que enchia de despesa a folha municipal e esvaziava um pouco mais os bolsos da população. Era gente que nem aparecia para trabalhar, mas não dispensava uma mordomiazinha.

E o que não falar das empreiteiras. Se realmente acontecer o tal novo jeito de fazer política esse pessoal terá motivo para sentir saudades.

Saudade é mesmo uma coisa engraçada. Se o novo jeito de governar for uma coisa real, muita gente sentirá falta daquela excitante sensação de desamparo total, de abandono, quando precisa andar à noite nas ruas sem iluminação até mesmo do centro, correndo o risco de encontrar um bandido doido para assaltar, estuprar. Pois é, se nesse novo jeito de governar a cidade acabar iluminada, a guarda municipal for criada, vai ser difícil sentir o gostinho de aventura, de perdido na selva de antigamente.

Ah, sim, tamb√©m alguns vereadores estar√£o j√°, j√°, no rol dos saudosistas. Ora, com a implanta√ß√£o do novo jeito de governar n√£o ter√£o mais chance de exercitar a nobre tarefa de defender o indefens√°vel, como a maior parte deles fizeram nos √ļltimos seis anos. A C√Ęmara poder√° perder a gra√ßa. Mesmo com as tiradas do Ramires, um pol√≠tico importado de Ji-Paran√° e que agora vem dizer, alto e bom som, que √© contra o trabalho de limpeza p√ļblica emergencial.

Ser√° que algu√©m sentir√° saudades das lombadas e dos pardais eletr√īnicos alimentando a ind√ļstria da multa? Ser√° que algu√©m sentir√° saudades de um tempo em que ser honesto era considerado uma falta grave? Se realmente o novo modo de governar n√£o ficar apenas na figura de ret√≥rica, tudo ser√° melhor, satisfa√ß√£o garantida ou seu dinheiro de volta...

Foto: Aldrin Willy


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