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Porto Velho,  ter,   25/fevereiro/2020     
reportagem

Governador se calam diante das graves denúncias do MPF e do pedido STJ à ALE para processá-lo

6/3/2005 21:30:50
Por Imprensa Popular
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Se a Assembléia aceitar o pedido do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Governado Ivo Cassol será afastado do cargo.
As denúncias são graves. Um parente do governador está preso e mesmo assim o Palácio não se manifestou sobre o assunto. 


 Até agora o Palácio Getúlio Vargas tem adotado a tática de não comentar as denúncias do Ministério Público da União contra o governador Ivo Cassol, apontando-o como envolvido no escândalo dos diamantes extraídos ilegalmente da reserva dos índios Cinta-Largas, em Espigão do Oeste.

Nem mesmo a informação de que o Judiciário já solicitou autorização da Assembléia Legislativa para iniciar processo contra o chefe do Executivo motivou qualquer manifestação do governo que neste momento amarga o desgaste provocado pela prisão de seu cunhado, Josué Crisóstomo, tido como nome influente na atual administração, principalmente nas definições de quem deve ou não realizar as obras dessa gestão. Josué, como se afirma, é um dos empreiteiros que mais ganha concorrências nesse governo.

INDEFINIÇÃO

Até o momento não se sabe quais as providências que o deputado Carlão de Oliveira (PFL) determinará em resposta ao ofício do Superior Tribunal de Justiça (STJ), pedindo autorização para fazer andar o processo contra o chefe do governo estadual.

Na verdade, de acordo com os informes, nesse ofício o STJ pretende acionar o governador por favorecimentos em licitações realizadas na prefeitura de Rolim de Moura, quando ele era o prefeito. Não tem, portanto, nada a ver com a história dos diamantes.

INFERNO ASTRAL

Vivendo toda esta tensão pessoal e ainda tendo de enfrentar a resistência da Assembléia na aprovação do orçamento do estado para esse ano, o governador vive um momento de inferno astral, resultado da total falta de habilidade no trato com a classe política, especialmente com os cardeais do Poder, e também com os segmentos mais hábeis na formação da opinião pública.

Se o governador insistir em virar as costas para aqueles políticos que estão dispostos a subir para o primeiro degrau da administração, se não levar em consideração os personagens com condições de influir a opinião pública, continuará correndo o sério risco de um final lamentável em sua carreira pública.

A recente ida do governador ao Legislativo sinaliza uma vontade de negociar e de ceder. Mas para isso precisa deixar claro que renunciará ao seu estilo de tratar a todos como subalternos. Como no palácio ninguém mostra-se preocupado com este inferno astral do governador, ninguém está, portanto, acreditando ser necessário uma correção de rumo.


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