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Porto Velho,  seg,   22/julho/2019     
reportagem

Mulheres dão mais trambiques

6/3/2005 21:36:18
Por Imprensa Popular
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Pesquisa revela que são as mulheres quem mais emitem cheques sem fundos. 


 As mulheres foram as campeãs de cheques devolvidos no ano passado, segundo pesquisa da Telecheque, empresa de gestão de risco e concessão de crédito. Das 4.179 pessoas consultadas, 51% eram do sexo feminino. De acordo com elas, o principal motivo da inadimplência é o descontrole financeiro (29%), seguido do empréstimo do nome para parentes e amigos (14%), atraso salarial (13%) e desemprego (12%).

O diretor da empresa, Eliel Vilela, explica que o percentual de mulheres inadimplentes vem aumentando consideravelmente nos últimos três anos. Um reflexo do aumento da mulher no mercado de trabalho e, conseqüentemente, na participação no consumo.

Ele afirma, no entanto, que as mulheres que não trabalham também têm ajudado a elevar os índices de cheques devolvidos. A explicação é que, apesar de não ter renda, elas estão à frente das contas de casa. "São elas que emitem cheque para pagar a escola dos filhos, as compras do mês, entre outras despesas", justifica Vilela.

A pesquisa da Telecheque revela também que a maior parte dos inadimplentes é casada (47%), tem ensino médio (41%) e está na faixa etária entre 21 e 40 anos (68%). A novidade é que os cheques devolvidos têm valores relativamente baixos, entre R$ 50 e R$ 200. Vilela acredita que esse movimento pode ser reflexo do aumento de pessoas que agora têm conta corrente e que antes eram marginalizadas. O estudo mostrou ainda que 18% dos cheques sem fundo foram emitidos para pagar postos de gasolina; 14%, supermercados; 11%, lojas de confecção; e 9%, calçados.

CARTÕES

Além do aumento na emissão de cheques, as mulheres também estão acelerando o crescimento do mercado de cartões de crédito no País. Em 2004, elas gastaram 51,2% a mais em relação a 2002. O volume de transações realizadas pelas mulheres com o cartão passou de R$ 29,5 bilhões em 2002 para R$ 44,6 bilhões em 2004, revela uma pesquisa realizada pela Credicard.

O percentual de crescimento dos gastos femininos, de 51,2%, foi superior ao do mercado, que ficou em 44,8% no mesmo período. A pesquisa revela também que as mulheres já detêm quase metade do total de cartões de crédito em circulação no País. Dos 25,4 milhões de plásticos no mercado brasileiro, 48% estão na bolsa das mulheres, um aumento de 31% em relação a 2002. As mulheres têm mais cartões do que os homens. Entre as brasileiras, 41% carregam um cartão na carteira, ante 31% dos homens. Mas, levando em conta a População Economicamente Ativa (PEA), que é de 70,8 milhões, elas representam 44%.

O valor dos gastos médios do público feminino também teve uma variação maior do que a do mercado. Ele passou de R$ 69 em 2002 para R$ 76 em 2004. Já a evolução do mercado, incluindo o gasto médio de homens e mulheres, foi de R$ 74 para R$ 80.

As mulheres estão concentrando mais seus pagamentos no cartão. A secretária Carolina Issa, por exemplo, pode ser incluída na lista de mulheres que usa cada vez mais o cartão de crédito. Com uma renda mensal em torno de R$ 3 mil, ela controla todas as suas despesas com três cartões. "Pago meus gastos no posto de gasolina, no supermercado, na farmácia, no shopping e em viagens. Acho seguro", diz. Ela só usa cheque ou dinheiro em lojas que não aceitam o plástico.

A pesquisa mostra que 69% das mulheres preferem o cartão para financiar despesas, 28% usam carnê, 16% cheque especial e 5% crédito pessoal. Maior parte dos gastos é com roupa (79%), supermercados (55%), farmácia (47%), eletrodomésticos (45%), restaurantes (33%) e hotéis (31%).


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