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Porto Velho,  sex,   23/agosto/2019     
entrevista

Moreira Mendes inaugura hotel sem afastar-se da política

6/3/2005 21:59:44
Por Imprensa Popular
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Três Castelos Resort é o nome do hotel inaugurado nesta semana pelo ex-senador Moreira Mendes. Este ano ele cuida dos negócios sem desgrudar os olhos de 2006, quando pretende retornar a Brasília com os votos dos rondonienses. 



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O advogado, empresário e ex-senador Moreira Mendes pretende dedicar quase todo o seu tempo, durante 2005, às suas atividades comerciais, principalmente na conclusão do hotel de turismo, na área rural de Candeias, cuja a primeira etapa foi inaugurada nesta semana. A política, disse, será sua atividade principal a partir do próximo ano, quando pretende fortalecer as bases de seu projeto para retornar a Brasília, em 2006.

Com essa decisão Moreira Mendes mostra que as decepções do ano passado já estão superadas. Por uma manobra da cúpula do PL de Porto Velho, em 2004 o filho do ex-senador acabou cortado da relação de candidatos a vereador e não pôde concorrer à reeleição para o cargo. Guilherme Erse, então filiado ao PL não teve seu nome aprovado na convenção partidária numa manobra comandada, como acredita até hoje, pelo deputado e Secretário de Estado da Segurança e Defesa da Cidadania.

O pai, ex-senador pelo PFL, não esconde até hoje a decepção com Oscar Andrade e o deputado federal Miguel de Souza, os verdadeiros responsáveis, diz, pela desdita do filho, mas acrescenta não ter ficado decepcionado com “a política em si”, e por isso garante estar determinado a candidatar-se em 2006, pelo PFL, partido do qual é dirigente municipal.

TURISMO INTERNACIONAL

Até mesmo na implantação de seu novo negócio, o Três Castelos Resort, o ex-senador Moreira Mendes usa de cautela. Isso não impede a confissão de que “o negócio tem como objetivo, a médio prazo, atender turistas estrangeiros “interessados em conhecer a Amazônia, em viver o turismo ecológico”. Mendes é secretário da Federação Nacional do Turismo. Nesse cargo deve permanecer até 2008. Na entidade que congrega empresários do turismo nacional, o ex-senador acumula também o cargo de Diretor de Relações Institucionais.

A construção desse novo hotel de turismo caminha por etapas. A idéia é que no próximo dia 12 ele seja aberto para atender o público regional. Moreira Mendes que reunir no local os agentes de viagem da região e os jornalistas especializados para “mostrar as atrações” destinadas aos hóspedes.

O “Três Castelos Resort” começará a funcionar com um conjunto de piscinas naturais, um lago com 90 mil metros quadrados, quadras esportivas, campo de futebol, salas de ginásticas, além de equipamentos de esporte e lazer como pedalinhos (no lago), bicicletas, charretes, cavalos. Quando todo o projeto estiver concluído o hotel terá inclusive auditório, salões de convenção e 22 chalés equipados com o que existe de melhor na hotelaria moderna.

Para fazer funcionar o hotel, sem que ele perca a característica de fazenda, Moreira Mendes pretende usar mão de obra acostumada a trabalhos rurais. “A gente tem a preocupação de que o pessoal do hotel tenha inclusive aquele linguajar natural de quem mora nas fazendas, combinando o seu bucolismo. Não fica bem um vaqueiro tirando o leite da vaca, falando de forma sofisticada”, explicou.

DEPUTADO


Moreira Mendes chegou ao Senado sem um voto. Ele completou o mandato de José Bianco, quando este renunciou para assumir o governo do Estado. Até aquele momento Mendes nunca tinha encarado o embate das urnas. Mas, depois de destacar-se no Congresso, o empresário enfrentou as urnas – buscando permanecer no cargo – e conseguiu 186 mil votos. Teve na época mais do dobro dos votos de Odacir Soares, um político reconhecido como uma “raposa” no cenário estadual.

Esta experiência estimula Moreira Mendes a retornar ao campo da batalha eleitoral como candidato a deputado federal. Ele acredita que terá “boas possibilidades” de se eleger, “pois só em Porto Velho” conseguiu o apoio de aproximadamente 80 mil eleitores na sua única participação no pleito. Embora as eleições propriamente ditas estejam distantes, Mendes crê que “em 2006 haverá uma grande renovação na Câmara dos Deputados” e isto amplia suas chances.

INDIVIDUALISMO

A pior praga da política rondoniense, na opinião de Moreira Mendes, é o individualismo da maioria dos dirigentes partidários e das lideranças mais expressivas. São poucos os dirigentes partidários capazes de entender que “a soma de valores é fundamental” para o crescimento e fortalecimento dos partidos. A dificuldade desses dirigentes “em ouvir todo mundo, em dividir responsabilidades com todos, em trabalhar no sentido de agregar valores” faz com siglas importantes “como o próprio PFL” sofram sérios reveses eleitorais.

Esta foi a explicação que Moreira Mendes deu a Cátia Creusa na convenção nacional do seu partido, quando os dirigentes nacionais quiseram saber os motivos da derrota do PFL nas eleições municipais de Rondônia. “Eu tive uma votação expressiva em Porto Velho, no ano de 2002. Quando veio a disputa municipal meu nome sequer chegou a ser cogitado pela direção partidária para participar do pleito”, lembra agora o ex-senador.

Moreira Mendes não pretende mudar de sigla. Ele acha que o PFL tem todas as possibilidades de se articular para obter sucesso no pleito de 2006. “Temos grandes lideranças no partido, como o José Bianco, o Carlão de Oliveira, o Carlos Magno. Se esse pessoal começar a trabalhar na perspectiva do diálogo, do entendimento, buscando agregar novos valores para nossos quadros, não tenho dúvidas de que o PFL voltará a crescer em 2006. Antes do pleito municipal nós tínhamos 12 prefeitos e mais de 40 vereadores. Sofremos um baque muito grande e isso mostra que erramos e é preciso reconhecer esta realidade”, fala esperançoso o ex-senador.

ERRO

Se o individualismo não tivesse determinado as articulações do PFL no pleito passado, opina Moreira Mendes, “o partido poderia ter chegado até ao poder municipal em Porto Velho”. Para ele insistir no projeto Moisés Oliveira por tanto tempo para depois embarcar na canoa de Oscar Andrade, deixando de lado uma aliança com o PTB, que tinha o Renato Lima como um nome fácil de ser assimilado pelo eleitorado local, “foi um erro”.

“O deputado Carlão é um cara excelente, mas tem uma personalidade muito individualista, acaba querendo atropelar tudo. Quem dirige um partido tem de ser pelo coletivo”, argumenta Moreira Mendes para justificar sua crença de que o resultado eleitoral do ano passado poderia ter sido melhor para o partido.

O FILHO

Com referência ao ex-vereador Guilherme Erse, seu filho, Moreira Mendes garante não influenciar sua carreira política. Mas, informa, “o Guilherme tem dito que irá disputar uma cadeira na Assembléia Legislativa. Até agora ele manifestou desejo de filiar-se ao PFL”.

Guilherme ficou sem mandato e nem por isso encerrou suas atividades de promoção social em bairros carentes. Ele continua mantendo em pleno funcionamento o IGEMM, entidade que promove cursos de informática para jovens carentes da região do Tancredo Neves e JK.

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