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Porto Velho,  seg,   24/junho/2019     
entrevista

Senadora descarta aliança do PT com grupos econômicos

21/3/2005 10:45:11
Por Edson Lustosa
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O recado tem endereço certo: o poderoso grupo econômico da Eucatur. 



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A senadora Fátima Cleide, presidente regional do Partido dos Trabalhadores, admite que o PT rondoniense vai buscar a formação de uma ampla composição com as demais agremiações da base aliada do Governo Federal nas eleições do ano que vem, mas já adianta que as alianças serão feitas com partidos e não com grupos econômicos. A declaração caiu como um balde de água fria nas especulações de que o empresário Acir Gúrgacz, dono da Eucatur, já teria assegurada sua vaga de vice numa provável candidatura petista, possivelmente da própria senadora, ao Governo de Rondônia.

A afirmação de Fátima Cleide foi feita em coletiva convocada para a prestação de contas de suas atividades parlamentares. Apesar da farta disponibilização de dados sobre seu trabalho no Senado nos últimos dois anos e dois meses, jornalistas vinculados a assessorias e órgãos de imprensa ligados a políticos preferiram argüi-la sobre seus planos para 2006 e solicitar-lhe avaliações precoces da recém-iniciada administração petista em Porto Velho. Como já era de se esperar, a parlamentar naturalmente confirmou que colocará seu nome à apreciação do partido para a candidatura a governadora. O que surpreendeu é que ela deixou claro que está disposta a brigar com o diretório nacional do PT para defender a proposta de uma candidatura própria do partido ao Governo de Rondônia.



IMPRENSA LIVRE

A senadora foi argüida sobre seu posicionamento diante dos atentados à liberdade de imprensa, como ocorreu recentemente com o jornal Imprensa Popular, que teve sua distribuição interceptada pelo prefeito de Candeias do Jamari, Chico Pernambuco, que, acompanhado de dois capangas armados, agrediu fisicamente e ameaçou de morte o jornalista Gessy Taborda, diretor e editor do periódico.

Fátima admitiu que ainda não tivera conhecimento do fato, mas considerou o assunto bastante grave e lembrou que em outros casos, como nas perseguições sofridas pelo jornalista Mário Quevedo, em Vilhena, ao ser procurada, usou da tribuna do Senado para se manifestar em defesa do profissional de imprensa e repudiar o comportamento de autoridades que abusavam do poder para persegui-lo. Ela descartou que tenha agido assim em face da ligação de Mário com o PT e explicou que ele apenas prestou serviços de assessoria a parlamentares petistas, mas não era filiado ao partido.



ISOLAMENTO DE CASSOL

A senadora explica que as afirmações feitas pelo governador Ivo Cassol contra a bancada federal de Rondônia se devem à falta de diálogo. “Para haver diálogo é preciso dois interlocutores se entendendo. Infelizmente nós temos um governador que é uma personalidade difícil e que resolveu atirar para todos os lados. Não é verdade que a bancada federal não tenha ajudado o Estado”, declarou Fátima Cleide, observando que só no ano passado por cinco vezes foram conseguidos, por meio de emendas apresentadas pelos parlamentares federais, significativos repasses de verbas da União para Rondônia, mas não houve sucesso na aplicação desses recursos.

Segundo ela, as verbas são destinadas à promoção do desenvolvimento, o que não ocorreu. A senadora explicou que, em face dessa malfadada experiência de trazer recursos federais para execução direta pelo Governo do Estado, a bancada federal preferiu trabalhar no sentido de apoiar os municípios, que são agora os principais beneficiários das gestões da bancada junto ao Governo Federal.

Quanto à crise que hoje testemunha no relacionamento entre o Governo do Estado e a Assembléia Legislativa, com o veto ao orçamento e a votação pelos deputados estaduais do pedido do Superior Tribunal de Justiça para processar Ivo Cassol, ela entende que não deve ser colocado obstáculo para que a Justiça desenvolva seu trabalho, mas teme que venha a ocorrer uma guerra de liminares, com afastamentos e reintegrações ao cargo, que ponha em perigo a instabilidade institucional do Estado. Por outro lado, acredita que deve haver um entendimento entre Cassol e os deputados estaduais no sentido de que seja superada a crise política referente ao orçamento, que tanto compromete a governabilidade.



FÓRUM TRANSPARÊNCIA

Fátima Cleide reconhece que o Fórum Transparência Rondônia, lançado com muito entusiasmo mas colocado um pouco de lado no cenário institucional, passa por dificuldades, como todo e qualquer movimento social, já que depende de mão-de-obra voluntária. Entretanto, ela afirma que os trabalhos continuam caminhando, apesar da ida para Belo Horizonte do seminarista católico que secretariava as atividades.

Nesse sentido, ela observou a questão das denúncias referentes às obras do Aeroporto Internacional de Porto Velho, que culminaram no afastamento do então superintendente, José Carlos de Souza Colares. A senadora enfatizou o empenho do deputado federal Eduardo Valverde em acompanhar a apuração dos fatos e lembrou que ela mesma se empenhou em trazer a Rondônia o presidente da Infraero para uma audiência pública sobre a questão dos aeroportos no Estado.

Foto: Aldrin Willy


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