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Bispo nega a cassação de São Jorge e promove sua procissão

22/3/2005 15:27:04
Por Edson Lustosa
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São Jorge Guerreiro possui diversas representações nas religiões afro-brasileiras. No candomblé da Bahia é associado a Oxossi e Ode e, nas celebrações de Umbanda do Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre, a Ogum. 


 Pela primeira vez os inúmeros devotos de São Jorge que moram em Porto Velho vão ter a oportunidade de manifestar coletiva e publicamente sua devoção ao santo guerreiro. Uma grande procissão deverá tomar as ruas de Porto Velho no dia 23 de abril, com a imagem do santo sendo carregada por devotos.

O bispo diocesano de Porto Velho da Igreja Católica Apostólica Brasileira, Dom Admilson Brito, observa que São Jorge, assim como todos santos da tradição católica, tem seu culto perpetuado no Brasil.

Ele nega que São Jorge tenha sido cassado pelo Vaticano e explica que, no dia 9 de maio de 1969, a observância do Dia de São Jorge tornou-se opcional, com a reforma do calendário litúrgico, realizada pelo papa Paulo VI. “A reforma retirou do calendário litúrgico as comemorações dos santos dos quais não havia documentação histórica, mas apenas relatos tradicionais. Daí ter-se falado, naquele tempo, em cassação de santos”.

Alguns historiadores e teólogos acreditam que Paulo VI, seguindo uma política ecumenista, quis agradar os protestantes que são contra o culto dos santos.

INCORPORADO NO CANDOMBLÉ

Segundo o bispo, o fato da celebração do Dia de São Jorge tornar-se opcional não significa o não reconhecimento do santo. “O Vaticano apenas considerou que alguns santos, como os do quarto século, tinham muito significado para o século IV, mas não mais no século XX. Com essa reforma, entendeu-se que a sua devoção deveria ocorrer somente nos locais onde já existiria a tradição, sem o estímulo de sua divulgação em outras localidades”, explicou a autoridade eclesiástica.

Como bispo da Igreja Católica Apostólica Brasileira, Dom Admilson segue as orientações codificadas por São Carlos do Brasil, que visam à identificação da fé com a cultura brasileira. São Jorge guerreiro possui diversas representações nas religiões afro-brasileiras. No candomblé da Bahia é associado a Oxossi e Ode e, nas celebrações de Umbanda do Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre, a Ogum.

“São Jorge está associado a diversos outros santos e divindades de religiões afro-brasileiras, em conseqüência do sincretismo religioso entre o catolicismo dos conquistadores portugueses e os cultos dos escravos africanos”, diz o bispo, observando que, como símbolo de cristandade, “São Jorge deve nos conduzir ao Cristo e à união como pela fé”. Por isso, ele convida todos os devotos de São Jorge a participar da procissão, “não importando o matiz cultural ou étnico”.


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