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Porto Velho,  dom,   25/agosto/2019     
política

A renúncia é a melhor opção para Ivo Cassol, opinam políticos

1/4/2005 15:35:28
Por Imprensa Popular
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Com a perda paulatina de confiança da classe política nas palavras e atos do governador, com o clima de desconfiança da maioria da população de que conseguirá resolver os problemas da violência, do desemprego e o clima generalizado de insegurança e incerteza que permeia todas as camadas da população rondoniense, Ivo Cassol prestaria um melhor serviço ao Estado se renunciasse ao cargo, afirmam políticos. 


 O governador Ivo Cassol não tem mais condição de fazer a virada política prometida quando tomou posse. O desmantelamento de seu capital político-eleitoral é um pesadelo que parece não ter fim, que vai minando o pouco que resta da solidariedade popular. Esta é uma opinião ouvida junto à maioria dos deputados estaduais, expressa com ênfase por lideranças como Emílio Paulista, Edson Gazzoni, Ronilton Capixaba, entre muitos outros parlamentares.

Ao responder agora um processo no STJ que poderá sujeitá-lo à condição de afastamento do cargo, Ivo Cassol corre também o risco de, no final de seu calvário jurídico ver suspensos seus direitos políticos, tendo de cumprir um longo período de inelegibilidade. “A renúncia, afirma um parlamentar que prefere não ser identificado, é a saída mais inteligente para ele”.

Mas nestas questões a inteligência do governador chegou a ser questionada até pelo presidente do STJ, Edson Vidigal, para quem só a falta de inteligência política levaria um governador a ter contra si a maioria do parlamento, para autorizar o seu processo.

COMO COMEÇOU

O calvário do ainda governador é fruto de sua aliança com grupos parasitas tradicionais do chamado poder caboclo, com os quais fez arranjos, mantendo o povo ausente de seus grandes momentos, tanto nas decisões do Estado como nas do burgo onde desempenhou o papel de burgomestre.

Ivo Cassol bem poderia, logo que tomou posse, ter iniciado um novo paradigma de desenvolvimento para Rondônia, liderando uma obra de construção coletiva, cooptando para o seu entorno uma maioria de intelectuais idealistas. Paradoxalmente tentou iniciar um governo populista e ao mesmo tempo truncou a incorporação de representantes das camadas populares, preferindo compor seu “staff” com uns poucos personagens que estavam mais interessados na busca obscena da concentração de riquezas.

Se Ivo Cassol tivesse aprendido, antes da posse, que os novos parâmetros da política estão centrados na cooperação (em vez da competição) e na solidariedade (em vez do conflito), não teria declarado, como fez, guerra aos segmentos dos quais o Executivo depende para poder planejar com liberdade, com a presença do Estado que orienta e fiscaliza sem constranger, assegurando condições fundamentais para a participação e gestão democrática.

DESAFIOS ENORMES


Nesta realidade de profunda recessão econômica, de caos e corrupção, de desestruturação da vida política-partidária, os problemas e os desafios colocados ao governador são enormes. O seu paradigma centralizador-autoritário provocou um desmanche nas relações com os núcleos de pressão internas e externas, incapazes de serem recuperadas com a simples reestruturação da máquina governamental.

O governo cada dia está mais insustentável. As relações de subserviências que marcaram esta gestão têm a tendência perversa de acelerar a queda aparentemente anunciada na sucessão de embates jurídicos que virão pelas denúncias do Ministério Público Federal e por eventuais processos que poderão tramitar no STJ.

Impõe-se como prioridade absoluta para o governador compreender que a cultura de levar vantagem sempre, nem sempre dá certo. Os problemas de insatisfação política e a falta de confiança no governo tendem a crescer porque as pessoas se sentem politicamente manipuladas e revoltadas face à propaganda partidária volumosa que tampando o sol com a peneira procura defender a perpetuação no poder de um sistema que verdadeiramente não deu certo.

ALTERNATIVA DA RENÚNCIA

Entre políticos e juristas começam as especulações sobre o desfecho da batalha jurídica que o governador Ivo Cassol deverá enfrentar com o processo que poderá responder no STJ.

No Palácio Getúlio Vargas o assunto é tabu, mas até lá existem vozes favoráveis à renúncia do governador, que “poderá ampliar-lhe as chances de defesa no processo, sem levá-lo ao risco de uma perda da inelegibilidade”.

Se o governador “aceitar a alternativa da renúncia”, explicam fontes ouvidas por Imprensa Popular, o processo que deverá responder no STJ “voltaria para a primeira instância e ensejaria ao governador usar vários recursos protelatórios” para a sua defesa, sem correr o risco de ficar inelegível.


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