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Porto Velho,  sex,   23/agosto/2019     
reportagem

Lojas de informática metem a faca no consumidor. A Portosoft é a mais careira

1/4/2005 16:05:36
Por Aldrin Willy
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Comprar computador de uso doméstico em Porto Velho revela-se, quase sempre, um negócio muito bom – para os vendedores. Comparados aos de outros Estados, os preços praticados na Capital podem ser até 27% mais caros. 



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Mais do que um mero acessório, o computador é, nos dias de hoje, o principal aliado do homem em seu cotidiano, nos mais diferentes campos de atuação. Da pequena empresa à grande multinacional, o computador está sempre presente. E é usado para tudo: desde elaborar planilhas de gastos até para projetar o desenho arquitetônico de um navio transatlântico.

Porém, mais do que no mundo empresarial, o PC (sigla inglesa para Computador Pessoal) teve sua grande consagração entre os usuários domésticos. Mesmo no Brasil, onde o número de pessoas que têm computador em casa é ínfimo – 12,46%, segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) de 2003 –, a informática conquista um mercado maior a cada dia.

De acordo com a pesquisa da FGV, a cada quatro meses, um milhão de brasileiros passa a ter um computador em casa. Nesse ritmo, de 2003 para cá, mais nove milhões entraram para a lista dos que têm computador.


PREÇO BAIXO LÁ, ALTO AQUI

A popularização e o rápido avanço tecnológico da informática fizeram um grande favor ao consumidor: baixaram os preços. Um PC que em 2003 custava 3 mil reais hoje pode ser comprado até por 1 mil reais – ou ainda menos, pechinchando.

Para ser barato o computador não precisa ser velho. Hoje, um PC de baixo custo para uso básico (acessar a Internet, editar textos, etc.) é achado até por 1 500 reais.

Computador barato, não é? Mas não se apresse em procurá-lo nas lojas de informática em Porto Velho. Certamente PC novo por esse preço não existe aqui.

É isso o que constatou uma sondagem de preços realizada por Imprensa Popular em três das principais lojas da Capital: Portosoft, Micro Mercado e Unidata.

Utilizamos como parâmetro o computador vendido pela loja Menossi Computadores Ltda., de Pirassununga, cidade do interior de São Paulo, ao preço de 1 660 reais, com frete já incluso.

Esse PC vem com os seguintes componentes: processador AMD Sempron 2200; Disco Rígido de 40 GB 7200 RPM; Memória RAM de 256 MB; Placa-mãe ECS 741, contendo placa de vídeo, som, rede e fax-modem 56K; Gabinete ATX 4 baias; Disquete de 3,5”; Gravador de CD 52x; e, por fim, teclado, mouse e caixas de som. Também acompanha um Monitor de 17” da marca AOC.


PORTOSOFT: 27% MAIS CARO

A primeira loja que visitamos foi a Portosoft, localizada à Avenida Pinheiro Machado. Perguntamos à atendente quanto custaria um computador com a mesma configuração daquele vendido no interior paulista. Primeiro ela nos disse que o processador AMD Sempron 2200 não existe. A loja só vende o Sempron 2300, à pronta entrega.

No orçamento entregue pela vendedora, o preço final do PC é de 2 126 reais, com memória de 128 MB e leitor de CD-ROM comum – em vez do gravador. Substituindo a memória por outra de 256 MB, o valor sobe para 2 276 reais. Para pagamento à vista é dado desconto de 5,09% e o preço cai para 2 160 reais.

Comparação: diferença de mais de 27% entre os preços de Porto Velho (R$ 2 276,00), e de Pirassununga (R$ 1 660,00). Com 616 reais a menos se consegue microcomputador quase idêntico, com a vantagem de obter um gravador de CD em vez de um simples leitor.


MICRO MERCADO: 20% A MAIS

Saímos da Portosoft e seguimos para outra grande loja de Porto Velho: o Micro Mercado de Informática, que fica na mesma avenida.

A vendedora que nos recebeu apresentou sua tabela com as principais configurações de micros e os respectivos preços. Um microcomputador AMD Sempron 2200 idêntico ao orçado em São Paulo, exceto pelo monitor de 15”, é vendido ao preço de 2 100 reais. Trocando-se o monitor por um de 17”, o preço final é acrescido em 100 reais. Assim, o preço final fica em 2 200 reais, abatido em 5% (R$ 110) caso o pagamento seja à vista.

Resultado: o mesmo computador, em São Paulo, custa R$ 1 660,00 e, no Micro Mercado, R$ 2 090,00. Variação de 20%.


“FATURAMENTO DIRETO”

Um detalhe interessante desta loja é o fato dela atuar, na venda, apenas como atravessadora. De acordo com a tabela da própria, o computador é “faturado” (vendido) ao consumidor como se ele estivesse comprando diretamente do fornecedor. Isso deveria dar ao comprador alguma vantagem em termos de preço final.

Entretanto, o valor pago pela máquina (R$ 2 200,00) é quase o mesmo da Portosoft (R$ 2 276,00), que vende e entrega ao cliente o computador sem intermédios. Se há alguma diminuição de custo nesse tipo de venda, ela aparentemente não é repassada ao consumidor.


UNIDATA: AMD NÃO SERVE

A terceira e última loja que consultamos foi a Unidata Informática, situada na Avenida Calama. Quando nos recebeu, o vendedor advertiu que sua loja não trabalha mais com processadores da marca AMD, por não acreditar na eficiência deles quando comparados aos da Intel – a maior fabricante mundial de microprocessadores.

“O último processador bom da AMD que a gente trabalhava era o Athlon XP. Como ele saiu de linha, decidimos deixar de vender AMD. O Sempron veio para substituir o Duron. Ele é um Duron melhorado, mas não tão melhor. Esse 2200 do nome [Sempron 2200] não é a velocidade, é o modelo. Ele consegue no máximo 1.5 Ghz”, conta o atendente da Unidata.


MAIS BARATO SAI POR R$ 2 322

Não podendo prosseguir com o Sempron, pedimos ao vendedor seu PC mais em conta. Ele nos mostrou o “Kit Dr-Hank Tamanduá”, cuja configuração é a seguinte: Processador Intel Celeron D 2,26 Ghz; placa-mãe P-4 ECS 651-M, que traz consigo recursos de vídeo, som, rede e fax-modem; memória DDR 256 MB; disco rígido 40GB 7200 RPM; disquete 3,5 bege; e, finalmente, monitor Sansung 17”.

O “Kit Dr-Hank Tamanduá” custa caros 2 322 reais. A loja também oferece a compra por “faturamento direto”. Segundo o lojista, comprando nesse método, o consumidor consegue uma queda de 300 a 400 reais no preço final. Assim, o “Tamanduá” fica em 2 mil reais, com a diferença de ter o Celeron D 2.4 Ghz e um gravador de CD.

A diferença de preço é motivada, conforme o vendedor, pelos impostos e outros encargos locais que aumentam os custos de venda dos produtos.


LÁ FORA É MAIS BARATO 17,5%

Estranhamente, mesmo pelo “faturamento direto”, o preço do PC ainda é alto. Essa constatação é facilmente percebida, fazendo-se uma rápida consulta ao site de comparação de preços “Buscapé”.

Nos resultados da busca usando a expressão “Celeron d”, os preços vão de 799 a 3.780 reais, variando conforme a composição de cada micro. Tome-se, por exemplo, o computador – entre os primeiros da busca – à venda pela Datacom ao preço de 1 275 reais. Esse PC tem configuração quase idêntica daquele vendido na Unidata, à exceção da placa-mãe (Asus P4S800-MX) e ausência do monitor.

Somando o valor do monitor LG 17” (R$ 480) e do frete (cerca de R$ 160), o preço total fica em 1 915 reais. Uma variação de 17,5%, em relação ao primeiro preço da Unidata. Esse é apenas um exemplo. Há vários outros computadores de configuração semelhante (ou melhor) por preços mais em conta.

Portanto, fique atento. A máxima “nunca feche negócio na primeira oferta” que está de pé, mais ainda quando se trata de informática em Porto Velho.

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