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Porto Velho,  dom,   21/julho/2019     
reportagem

Colares foi demitido da Infraero após TCU verificar mutretas

1/4/2005 16:43:47
Por Edson Lustosa
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O demitido, Carlos Colares, “caiu pra cima”, assumindo a chefia do Departamento de Recursos Humanos de um órgão público estadual. Ruy Barbosa já dizia dos tempos em que as nulidades venceriam e as pessoas teriam vergonha de serem honestas. 


 Bem relacionado e contando com amizades no alto escalão da administração pública rondoniense, José Carlos de Souza Colares não teve dificuldades em conseguir um cargo público de relevância, mesmo tendo sido advertido por escrito e dispensado da função de superintendente do Aeroporto de Porto Velho em razão de irregularidades administrativas verificadas pela auditoria da Infraero em processos de dispensa de licitação.

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União foi realizada em atendimento à solicitação da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados, apurando-se que houve mesmo irregularidades nas obras do Aeroporto Internacional de Porto Velho. Como Colares já tinha sido punido pela própria empresa, o ministro relator, Walton Alencar Rodrigues, entendeu que o processo poderia ser arquivado.

O que causa estranheza na trajetória de José Carlos de Souza Colares é que, mesmo sendo comprovado que houve mutreta em sua gestão como superintendente do aeroporto, com todas as medidas punitivas sendo adotadas pela direção da empresa, o que acabou culminando em sua demissão, ele foi chamado a assumir o Departamento de Recursos Humanos de um órgão público estadual, com o compromisso de promover a eficiência, segundo fez publicar na imprensa por meio da assessoria de comunicação de seu novo emprego.

PROVIDÊNCIAS MORALIZADORAS

O caso Colares despertou o repúdio de setores organizados da sociedade, que fizeram chegar às autoridades federais seus reclamos, pedindo providências moralizadoras. Já em junho de 2003, a auditoria interna da Infraero constatava a veracidade das denúncias e sugeria a instalação de sindicância. Acolhida a sugestão, no mesmo mês foi nomeada a comissão, que apresentou relatório conclusivo em setembro do mesmo ano, confirmando aquilo de que toda a sociedade já suspeitava: tinha mesmo havido mutreta na obra do aeroporto. “Tais irregularidades, segundo o relatório da sindicância, decorreram de completa desordem nos respectivos procedimentos”, observa o ministro relator em seu voto.

Em decorrência do teor do relatório apresentado pela comissão de sindicância, o presidente da Infraero não perdeu tempo e aplicou a sanção disciplinar de advertência escrita aos empregados Gilberto José Moreira, José Remy Alves e Silva e José Carlos de Souza Colares, sendo este último também dispensado do exercício da função de confiança de superintendente de aeroporto grupo III, da superintendência do Aeroporto de Porto Velho, a contar de 1º de setembro de 2003.


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