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Porto Velho,  qui,   9/julho/2020     
reportagem

Império do ex-senador em queda. Tribuna do Brasil muda de dono

19/4/2005 10:57:03
 
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O jornal Tribuna do Brasil, de Brasília (DF), não pertence mais ao ex-senador e empresário Mário Calixto, dono do vespertino rondoniense O Estadão do Norte. Dois empresários paulistas – Alcyr Duarte e Ethevaldo Dias – são os novos donos, que receberam o jornal brasiliense numa situação precária, repleto de dívidas. 


 “Estamos com muitas dívidas, dívidas altíssimas. A situação aqui estava muito precária”. Essa foi a constatação que teve Luiz Recena, novo editor executivo do jornal Tribuna do Brasil, ao se deparar com a realidade do veículo para o qual acaba de ser contratado.

Recena – ex-diretor da Gazeta Mercantil – e Rozane Oliveira – ex-diretora da Gazeta Mercantil, Revista Roteiro e Correio Braziliense – são a dupla de jornalistas contratada pela nova diretoria para tentar pôr ordem na situação precária em que foi deixada a Tribuna do Brasil pelo antigo dono, o empresário e até pouco senador Mário Calixto. Rozane encarregou-se da chefia de redação e Recena do cargo de editor executivo.

A compra foi realizada em março e os novos proprietários assumiram o veículo no último dia 30. São eles Alcyr Duarte de Collaço Filho, empresário paulista do setor de mercadorias, e Ethevaldo Dias, jornalista de larga experiência, adquirida em quase trinta anos nas redações do Jornal do Brasil, O Globo e da revista Veja. Até agora Ethevaldo dirigia uma empresa de comunicação estratégica, a Santa Fé Idéias.

Eles não revelam o valor da transação. Presume-se, no entanto, que os novos donos da Tribuna do Brasil simplesmente assumiram o enorme passivo (o total de dívidas pendentes) do empreendimento – 4,5 milhões de dólares (cerca de R$ 12 milhões), de acordo com o colunista paraibano Heraldo Nóbrega.

PLANEJAMENTO

Ao menos por hora, o jornal não terá nenhuma mudança gráfica ou editorial. Antes de tomar esse tipo de decisão, os novos diretores estão fazendo uma pesquisa de mercado. “Uma espécie de auditoria editorial” – explica Luiz Recena – para saber, por exemplo, “quais são as pautas que mais repercutem”.

Uma das medidas a serem tomadas pela nova diretoria será ampliar o número de profissionais que trabalham na Tribuna do Brasil. Hoje esse número está em torno de 30 funcionários, entre repórteres, fotógrafos e diagramadores, o que, conforme reconhece a nova direção, é muito pouco, mesmo para um jornal pequeno.

O incremento, entretanto, não será imediato. Recena diz que a situação em que foi deixada a Tribuna é bastante grave. “Estamos com muitas dívidas, dívidas altíssimas. A situação aqui estava muito precária e, até colocarmos a casa em ordem, nossos objetivos vão atrasar um pouquinho”.

Além de possuir um passivo assustador junto a fornecedores e Poder Público, o jornal também tem pendências trabalhistas e não vinha pagando em dia os salários, entre outras irregularidades, conforme denunciou, no fim do ano passado, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF).

Entre os objetivos traçados para o jornal nesta sua nova fase, os novos diretores destacam consolidar a Tribuna como um veículo popular e ter em breve condições de sustentar uma tiragem de pelo menos 30 mil exemplares. Consta que a tiragem do diário era pífia para os padrões do mercado brasiliense.

FRUSTRAÇÃO

Fundado há quatro anos por Mário Calixto, o jornal Tribuna do Brasil foi a tentativa do empresário rondoniense de ampliar seu império de comunicação, estendendo-o até a Capital do país. Em Brasília, entretanto, as coisas não deram muito certo para Calixto.

Em janeiro do ano passado, Mário ganhou exposição nacional ao tentar assumir a vaga deixada no Senado por Amir Lando – que havia sido nomeado ministro da Previdência – apesar de ter sobre si uma condenação em última instância, por crime eleitoral. A posse foi anulada dias depois pela presidência da Casa.

Sete meses depois, em julho, no entanto, Mário voltou ao Senado, depois de ter cumprido a punição a que tinha sido condenado. Com a saída de Amir Lando do Ministério da Previdência, em 23 de março, o magnata das comunicações de Rondônia deu adeus aos seus dias de senador da República.

Em Rondônia a situação do império, conhecido como SMCC (Sistema Mário Calixto de Comunicações), não tem mais o vigor antigo, quando a batuta de seu fundador praticamente dava o tom da política e da composição do Poder no Estado.

Recentemente a TV Norte – que fazia parte do SMCC – voltou às mãos da Igreja Assembléia de Deus (hoje comandada pela igreja de Manaus). O mesmo ocorreu com uma emissora FM. A antiga Rádio Eldorado, transformada em Boas Novas, também pertence ao grupo religioso.


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