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Porto Velho,  sáb,   26/setembro/2020     
política

Governador quer a saúde de Rondônia como referência regional

19/4/2005 11:00:58
 
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Ivo Cassol afirma que o dinheiro para conclusão das obras do João Paulo II está em caixa. Atraso das obras deveu-se à péssima qualidade da construção: “parece que eles usaram sal ou açúcar para fazer as paredes do João Paulo II. Agora, quando fomos mexer, a coisa derretia toda”. 


 O governador Ivo Cassol não se sente abalado pelas críticas ao sistema de saúde do Estado, embora reconheça a necessidade de promover “grandes melhorias” na rede hospitalar pública. Ele fez estas declarações quando participou da inauguração do ambulatório e clínica para atendimento nas áreas de ortopedia, traumatologia e fisioterapia inaugurada pela Ameron, na avenida Governador Jorge Teixeira, no princípio desse mês.

O governador deixou claro sua contrariedade com a demora das obras de recuperação do Hospital João Paulo II, realizada com recursos próprios, mas deixou claro que isso aconteceu “porque só com as obras descobrimos a péssima construção que tinha sido feita ali”, destacou. O que era para ser uma obra de simples reforma, explicou, “acabou se convertendo praticamente numa reconstrução daquele hospital”, disse para acrescentar: “parece que as paredes do João Paulo foram construídas com açúcar ou sal, porque elas simplesmente derretiam quando começamos a mexer no prédio”. A precariedade da construção original obrigou o governo a modificar o projeto de reforma e isso provocou o atraso e também o aumento da previsão de custos. O governo não marcou uma data para o fim da “reconstrução” do João Paulo II, mas garantiu que “já foi dada a ordem para de serviço para o reinício das obras, que serão concluídas o mais rapidamente, até porque o dinheiro destinado a isso já está no caixa”.

DEMANDA REPRIMIDA

Ivo Cassol elogiou a iniciativa do grupo Ameron, “porque ela vai ampliar o atendimento numa área onde a demanda é maior do que oferta, que essa área da ortopedia”. Para o governador elogiou o espírito empreendedor do grupo Ameron, que sofre “uma discriminação injustificada por prestar atendimento a pacientes do SUS, embora seja uma empresa privada que atua na área de Planos de Saúde”. Para ele seria bom que “outros empresários do setor se mirassem no exemplo dado pelos drs. Paulo e Alexandre, pois é preciso coragem e determinação para destinar parte dos esforços e dos investimentos ao atendimento àquelas pessoas que não podem pagar os preços da medicina privada”.

O governador voltou a responsabilizar os representantes públicos do interior, numa crítica velada aos prefeitos e políticos, “que acham muito mais fácil pegar o doente, colocá-lo numa ambulância e mandá-lo aqui para Porto Velho” do que procurar soluções de saúde em suas próprias regiões. “Aqui é final de linha. O doente chega e nós temos de resolver. Não temos como mandá-lo para o Amazonas, ou para qualquer outro local”, sublinhou.

O governador afirmou que “na especialidade que será atendida agora pela Ameron, a ortopedia, a traumatologia e a fisioterapia, está uma das demandas reprimidas da saúde” e portanto, acrescentou, esta parceria do governo com a Ameron contribuirá para minorar um pouco as dificuldades de atendimento ao público.

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