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Porto Velho,  qua,   22/janeiro/2020     
reportagem

Podem esperar o pior. Bandidos não respeitam ninguém

19/4/2005 11:15:04
 
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O drama vivido pelo presidente da Ceron, o ex-deputado federal e ex-secretário de Segurança Pública, Eurípedes Miranda mostram que a situação é de tensão galopante dos cidadãos diante da bandidagem. 


 No dia em que o ex-deputado Eurípedes Miranda foi seqüestrado, torturado e teve sua casa roubada por integrantes de uma quadrilha (antes de abandonar a residência do presidente da Ceron, os marginais ainda amarraram, com cordas, Miranda e o segurança de sua residência), vários outros crimes foram praticados em Porto Velho pela bandidagem, ampliando as características de uma cidade cuja população está cada vez mais dominada pelo medo.

No caso do ex-deputado federal Miranda Botelho, a polícia logo localizou sua caminhonete e prendeu suspeitos de pertencerem à quadrilha que o atacou. Duas pessoas, Lazenei Ferreira da Conceição, de 27 anos, e um adolescente, supostamente vendendo produtos roubados da casa do ex-Secretário da Segurança Pública (nos tempos de Jerônimo Santana), foram presas. As duas pessoas já tinham passagem na polícia, por furto.

PRÁTICA COTIDIANA

A insegurança e a incerteza de que o banditismo será coibido com rigor toma conta dos moradores de praticamente toda cidade, sem distinção de classe social. Em vários bairros – não só os da periferia – a população teme sair de casa a partir das 19 horas. “O risco é muito grande”, afirma Marlui De Santis, uma dona de casa que mora no Jardim Ipanema, próximo da rua José Vieira Caulla.

A burguesia local também está apavorada. E quando toma conhecimento de ocorrências como a registrada com o presidente da Ceron, elegem como prioridade mudar-se para condomínios residenciais fechados, vigiados por seguranças privados.

Entre os pobres, que não têm para onde ir ou correr, sendo obrigado a viver em bairros onde os marginais agem impunemente, a sensação “é de que a polícia está fugindo de sua responsabilidade, pois raramente dá as caras por aqui”, como explica uma funcionária pública que mora no antigo bairro Calama, com suas ruas infestadas de adolescentes ociosos e sempre “dispostos a aprontar”.

Recentemente, numa entrevista exclusiva a Imprensa Popular, o Secretário da Segurança, Defesa e Cidadania, Paulo Moraes, falou sobre a falta de meios e recursos humanos (efetivo policial) para conter a violência. Moraes faz esforços pontuais, mas insuficientes para conter os registros cotidianos dos casos de violência – principalmente praticados por adolescentes – cada vez mais crescentes.

Em bairros como o Quatro de Janeiro, o JK, entre tantos outros, é fácil encontrar vítimas de bandidos que já foram assaltados por mais de uma vez. Aqueles que escampam da agressão e até da morte dão-se por felizes.

NÃO REAGIR NUNCA

Quem é bandido não tem escrúpulo algum. Por isso especialistas do setor de segurança orientam as vítimas a não reagir: “Enfrentar a um assaltante é um risco grande que a vítima está correndo, pois o bandido quase sempre não tem nada a perder”, afirma um agente de polícia civil (que preferiu não ser identificado) que trabalhou na busca a vários assaltantes em Porto Velho e no Interior.

A vítima, mesmo quando se defrontar com um marginal aparentemente mais fraco, deve se lembrar que os bandidos matam por qualquer motivo. No caso da pessoa sofrer uma abordagem quando está dentro do carro, parada num sinal, ou estacionada, não deve fazer movimentos bruscos e que avise aos assaltantes, quais ações vai estar fazendo como por exemplo: desapertar o cinto, colocar a mão na cabeça, tirar a mão da direção, desengatar o carro. “Para o bandido que está tremendo com o dedo no gatilho, qualquer movimento brusco pode caracterizar uma reação à ação dele”, explicou o agente de polícia à Imprensa Popular. Agindo com a devida cautela, a vítima poderá escapar do latrocínio, ou seja, o roubo seguido de morte.


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