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Porto Velho,  qui,   27/fevereiro/2020     
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O idiota e o AeroLula

19/4/2005 11:33:57
Élio Gáspari
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O ERJ-190 da Embraer, cujo lançamento foi presidido por Lula, daria conta do recado. E teria custado só a metade do AeroLula. 


 Eremildo é um idiota. Sempre defendeu a importação do AeroLula. Afinal, o companheiro precisava de um avião que tivesse autonomia de 8,4 mil km, suficiente para levá-lo de Brasília a Paris. Para quê, o idiota nem quis saber. A exigência dessa autonomia tirou a Embraer da parada e a empresa foi compreensiva, pois anunciou que não pretendia fabricar esse tipo de avião nos próximos cinco anos.

O idiota achou razoável o preço de 56,7 milhões de dólares. Afinal, comprava-se um avião com 40 lugares. Esse era o número divulgado pelo governo.

Por mais que o idiota se esforce, não consegue explicar por que numa viagem a Roma o AeroLula fez escala em Recife. Desse jeito, o ERJ-190 da Embraer, cujo lançamento foi presidido por Lula, daria conta do recado. Afinal, a empresa é financiada pelo BNDES, emprega mão-de-obra nativa e seu modelo teria custado 30 milhões de dólares, pouco mais que a metade do que cobraram à Viúva pelo Airbus.

O idiota percebeu a autonomia de sua ignorância quando viu o que sucedeu aos 40 lugares do avião do companheiro. Transformaram-se em 16. Subtraindo-se cinco assentos, ocupados pela comitiva pessoal do presidente, sobraram 11.

Em benefício da empresa que fabricou o Airbus de Lula, o avião pode transportar 55 pessoas. Se agora só cabe uma comitiva de 11 bípedes estranhos à burocracia do Planalto, isso se deve ao tipo de decoração que os companheiros escolheram para o AeroLula e ao tamanho do séquito que gostam de ter por perto.

E por falar nas coisas do Palácio do Planalto, algum assessor do Lula deveria criar o prêmio “Çabio do Mês”, com cedilha mesmo.

O troféu de abril iria para o companheiro que teve a idéia de anunciar que Lula levaria consigo para Roma os quatro cardeais brasileiros que participam do conclave. Não tiveram a cortesia de perguntar a cada um deles se aceitava o convite. Ofenderam os cardeais atribuindo-lhes uma opção preferencial pela mordomia e menosprezaram a independência da Igreja.

Sabe-se que o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, convidou dom Geraldo Majella, arcebispo de Salvador e presidente da CNBB. O presidente voou sem cardeal nenhum. Teve a companhia de Severino Cavalcanti, o fundador da teologia da contratação.

Élio Gáspari - de Porto Alegre


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