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Coluna “Cantinho do Menestrel”

19/4/2005 11:39:19
Julio Yriarte
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Momentaneamente interromperei a série “As duas fases do SESC”, para dedicar atenção a alguns acontecimentos recentes na city, aproveitando que já comecei a novamente freqüentar os points artístico-culturais. Oportunamente retomarei o anterior assunto. 


 PONTO A FAVOR

La Minozzi

No passado 07 de abril de 2005, fui com minha “cara metade” ao Zé Beer (por insistência dela) assistir a cantora italiana MAFALDA MINOZZI. Qual foi minha surpresa ao identificar na cantora, uma simpatia particular e uma interpretação de um tamanho maior que a minha expectativa. A performática Mafalda, arrancou suspiros da platéia, que extasiada não parava de render-lhe mimos, principalmente nas finalizações em que entoava os super agudos, próprios da técnica do canto lírico . Alguns trejeitos, gestos e movimentos das mãos, me lembraram a saudosíssima cantora KÉSIA (Q.E.P.D) que também era magnífica na arte da interpretação.

La Minozzi, não estava só! PAUL, chama-se o guitarrista que suave e certeiramente lhe construía a harmonia, os sabores e as cores musicais em fortes e bem acentuadas frases de nítido sotaque Jazzístico. Coisa rara nestas paragens! Todos os arranjos (do PAUL) circundantes operados via seqüenciadores de última geração, completaram a afinada “orquestra” (de um só instrumentista). Acreditem: assisti até a última música, inclusive o bis. Outros pontos a favor no show, ficam por conta do refinado público presente, a iniciativa do próprio Zé Beer em ousar espetáculos de tal categoria e o técnico de som (há 20 anos trabalha com La Minozzi e foi altamente eficiente na escuderia sonora, não obstante os equipamentos tenham apresentado problemas).

Arte Itinerante

Ainda na passada 6ª feira fui tomar um banho de Artes Plásticas na Ivan Marrocos, na coletiva que está instalada desde o dia 08.04.2005 para visitação pública. Amazon Artes é o nome do Projeto, e Arte Itinerante é o nome da exposição. Sobre as peças artísticas, por ora limitarei meus comentários a uma só frase (me saiu espontaneamente): “tudo o que o artista produz, regular, bom ou excelente, deve necessariamente passar pelo crivo popular e intelectual, só assim haverá certeza da relevância ou irrelevância da obra”.

O que me deixou satisfeito (a primeira impressão) foi saber que a exposição é organizada, divulgada e apadrinhada pelo Grupo Amazonshop, grupo este que existe em Porto Velho desde o ano 2000 e dedica-se à organização e fomento da produção de Artistas Plásticos do Estado. Espero sinceramente que o grupo mantenha-se dentro dos parâmetros da seriedade e respeito para com as obras artísticas. Coisa rara entre empresários e dirigentes.

Aos amigos, recomendo que prestigiem mais este momento cultural na terrinha. Há telas muito boas. Vão e levem filhos e parentes. Quem sabe entre eles não se esconde um potencial expoente artístico, né?

Aniversário

Filhaço do compositor Bado e Benedita Nascimento (atual Secretária de Ação Social, EDGAR DE MELO NASCIMENTO, completou 21 anos na 6ª feira 08.04.2004. Estivemos lá na sua casa numa animada festa regada a música ao vivo pulsada por promissores instrumentistas e intérpretes que ao lado de outros de maior idade e experiência musicaram serena e animadamente pela noite adentro. Essa relação intergeracional, rende bons frutos no complexo mundo sócio-artístico-familiar e cultural. O aniversário patrocinou este convívio. Parabéns Edgar!

PONTOS EM CONTRA

La Minozzi


O próprio Zé Beer ganha ponto contrário (no caso do show da Mafalda Minozzi) por dois aspectos:

O palco – É muito incômodo e pequeno para shows performáticos e dinâmicos que exijam plástica ou cenografia mais apurada;

O som – Embora a Márcia tenha se preocupado em substituir o equipamento do dia a dia, o show quase foi para curvas mínimas em função da distorção e saturação de alguns paramétricos do P.A. O iminente desastre foi salvo pela experiência do técnico de som que teve que apelar para equalizações e timbragens pouco usuais e outras formas de “compensação” de freqüências. Mérito dele, ponto a favor!

Arte Itinerante

Os autores das obras ganham ponto em contra (não todos). Durante a montagem da exposição e solenidade de lançamento, poucos estiveram presentes. Não deveriam estes, participar ativamente do processo de instalação, e mais, do lançamento dos próprios trabalhos?

Pouca ou ineficiente divulgação da exposição.

Um abraço a todos.

JULIO YRIARTE - é Produtor Cultural e Acadêmico de Direito



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