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Porto Velho,  ter,   29/setembro/2020     
política

Cipriano coloca outra batata quente nas mãos do governo

18/5/2005 13:21:45
 
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O Presidente do Iperon, José Antunes Cipriano, terá de explicar como cerca de R$ 6 milhões do Instituto foi parar no Banco de Santos, em processo de liquidação pelo Banco Central. 


 Ainda não se sabe se o Juiz Edenir Sebastião Albuquerque da Rosa, titular da 1ª Vara da Fazenda Pública, responsável pela sentença que determinou a indisponibilidade da arrecadação do Instituto de Previdência de Rondônia (Iperon), visando garantir o pagamento da ação movida pelo Sintero para restituir aos trabalhadores em educação os descontos indevidos efetuados pelo instituto, já tomou conhecimento de que o presidente José Antunes Cipriano permitiu que cerca de R$ 6 milhões do Iperon fossem aplicados no Banco de Santos, no período em que o mesmo estava sob intervenção do Banco Central.

Neste momento, quando o Banco de Santos está em fase de liquidação pelo Banco Central, ninguém do Iperon explica sobre qual será o destino do montante depositado naquela casa bancária (em liquidação) e muito menos dá detalhe sobre como foi realizada essa operação.


A SETE CHAVES

Como um Instituto que gere o fundo de pensão e aposentadoria dos servidores de Rondônia, o Iperon (como qualquer outro órgão ou autarquia da administração pública) só poderia fazer aplicações e depósitos através dos bancos oficiais (como o Banco do Brasil e Caixa Econômica). Fica difícil compreender como o Conselho Fiscal e o Administrativo permitiram que milhões de reais que compõe o fundo previdenciário possa ter ido parar no caixa de um Banco que há muito tempo vinha enfrentando problemas junto ao Banco Central que, agora recentemente acabou decretando a sua liquidação.

É possível que alguém tenha levado alguma vantagem nessa operação arriscada. Certamente alguém ficou fascinado com a possibilidade de altos rendimentos a ponto de acreditar que fazia um investimento seguro, mesmo com todas as informações de que o Banco de Santos estava na berlinda e não poderia, é claro, garantir vantagens excepcionais.

As informações sobre a operação desse “investimento” milionário no Banco de Santos estão trancadas a sete chaves, como se tudo não passasse de um esquema geral de golpe. Sabe-se que não é normal esse tipo de aplicação financeira. Primeiro, e sobretudo, nenhuma autarquia pública (como é o caso do Iperon) poderia colocar tanto dinheiro numa instituição incapaz de oferecer garantias líquidas cobrindo integralmente pelo menos o valor de face dos depósitos. Certamente alguém terá de explicar se o Estado obteve alguma rentabilidade sobre o “investimento” neste curto prazo e se, agora, com a liquidação do Banco de Santos, o Estado não perderá essa pequena fortuna que lá foi depositada.

Consta que os fundos do Iperon não podem ser utilizados para operações não oficiais. Então alguém do governo (e do próprio Iperon) precisa explicar toda essa trama, inclusive sobre os riscos do dinheiro – que é público – simplesmente desaparecer.


ODACIR DESMENTE

Antes do fechamento dessa edição, o deputado Amarildo Almeida responsabilizou o dono da Rádio Rondônia e ex-Senador Odacir Soares, pela realização dessa operação, quando esteve à frente da presidência do Iperon. Segundo o deputado, o valor “aplicado” no Banco de Santos superou os R$ 50 milhões.

Em contato com Imprensa Popular, o ex-senador e ex-presidente do Iperon garantiu que durante sua gestão as aplicações do Instituto foram feitas em obrigações do Tesouro Nacional através do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.

Odacir considerou como caluniosas as acusações do parlamentar e disse que tomará as providências legais contra o deputado de Ouro Preto do Oeste.


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