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Porto Velho,  dom,   27/setembro/2020     
política

Trento busca ajudar ganhando tempo

18/5/2005 14:13:24
 
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Manobra de pouco efeito: o tucano Beto do Trento pediu vistas ao relatório da deputada Ellen Ruth. 


 Não aconteceu, como era esperado, a aprovação do relatório elaborado pela deputado Hellen Ruth, pela Comissão Especial criada para acatar ou não a denúncia formulada pelo economista Carlos Guimarães de Souza, que poderá resultara na cassação do governador Ivo Cassol.

O relatório de Ellen só não foi aprovado nesta terça porque o deputado governista Beto do Trento (PSDB) pediu vistas. Numa manobra de última hora, mais dois parlamentares – Chico Paraíba, do PMDB, e Leudo Buritis, do PTB, - também acompanharam Beto do Trento no pedido de vistas. Ele deverá ser aprovado sexta-feira, dia 13, como previam vários deputados que falaram com a imprensa.

ALTERNATIVAS


Beto do Trento é único deputado da bancada de sustentação do governo que faz parte da Comissão Especial.

Ao representante do governador Cassol na Comissão Especial só restam as seguintes alternativas: votar contra ou a favor do relatório de Ellen Ruth ou apresentar um relatório paralelo, que, certamente, será rejeitado pelos demais membros da Comissão.

Com o pedido de vistas, a votação do relatório na Comissão Especial ficou postergada por mais 48 horas. Ao ser votado na reunião convocada para sexta-feira, às 11 horas, o relatório de Ellen Ruth fica pronto para ser publicado no Diário Oficial da Assembléia.

Acredita-se que na próxima quarta-feira (18), o relatório já aprovado pela Comissão Especial seja apresentado em plenário para a votação de todos os deputados. Para ser aprovado, o relatório da deputada Ellen Ruth terá de obter 13 votos favoráveis ao acatamento da denúncia contra o governador.

PRAZO DE DEFESA


Após ser notificado de que a Assembléia acatou a denúncia apresentada pelo economista Carlos Guimarães, o governador terá vinte dias de prazo para apresentar sua defesa.

Esta defesa é analisada pela Comissão Especial que poderá ouvir testemunhas (se achar necessário) para emitir, no prazo de 10 dias, um novo relatório, sobre a defesa do acusado. É a partir desse relatório que a Assembléia decide se o governador será afastado por 180 dias, com a instauração do processo propriamente dito, o qual será julgado por um Tribunal Misto, composto de cinco deputados estaduais e cinco desembargadores do Tribunal de Justiça. Esse colegiado poderá decidir pela cassação do mandato de Ivo Cassol.

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