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Porto Velho,  dom,   27/setembro/2020     
política

Projeto de Bianco pode ser frustrado com cassação do governador

18/5/2005 14:15:13
 
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Fonte afirma que JB está entediado com o poder administrativo de Ji-Paraná e construía, a partir de Carlos Magno, uma aliança com Ivo Cassol para retornar à política mais alta. 


 Publicamente o novo chefe da Casa Civil, Carlos Magno, sempre fez questão de afirmar que a ida para o alto-escalão do governo tucano “foi uma decisão pessoal”, que não sofreu nenhum tipo de influência do prefeito pefelista José de Abreu Bianco. E JB não se cansa de afirmar em suas entrevistas que não pretende nada para 2006, porque cumprirá integralmente o mandato de prefeito da segunda maior cidade rondoniense, para “resgatar os compromissos assumidos durante a campanha”.

Esta versão é desmentida por uma fonte das mais bem informadas da política estadual, em confissões feitas em off à Imprensa Popular. Buscando clarear bem o assunto, a fonte argumentou que para um político até então acostumado ao exercício do Poder na posição de chefe do Executivo estadual, logo depois de uma grande temporada no Senado, é difícil se empenhar na gestão pública de um município, mesmo com a importância de Ji-Paraná, onde o fluxo de recursos é infinitamente menor que no Estado. “É claro que Carlos Magno só deixou seu cargo na prefeitura de Ji-Paraná e foi para a chefia da Casa Civil, porque isso foi negociado antes com o José Bianco”, argumentou a fonte para explicar que “foi feito um acordo entre o prefeito e o governador com relação a 2006”.


INTENÇÕES


Bianco, lembrou a fonte, nunca teve nenhuma restrição a fazer política com Ivo Cassol. Quando era governador JB teria pensado seriamente em não disputar a reeleição (temia por seus índices de rejeição junto ao eleitorado) se pudesse fazer de Ivo o candidato oficial. O ex-governador chegou a reunir políticos que gravitavam em torno dele para discutir o assunto.

Liberando Carlos Magno para assumir a chefia da Casa Civil, o prefeito JB tinha a intenção de ter o controle de uma parte do governo de Cassol, fortalecendo a idéia de uma aliança que em 2006 poderia fazer dele o candidato ao senado e de Carlos Magno o vice de Ivo se este fosse mesmo para a reeleição. A reconciliação de JB com Ivo ficou selada. O prefeito jiparanaense só não imaginava que ela desagradaria tanto aos seus companheiros de partido. Por se sentir maior do que o cargo que detém hoje, JB não se sente à vontade, explicou esta fonte, como administrador de Ji-Paraná e tem intenções de retornar ao palco mais iluminado de um cargo de relevo estadual e até nacional, caso do Senado.


LINHA DE OPOSIÇÃO


O projeto de José Bianco era praticamente impossível de dar certo dentro do PFL comandado pelo deputado Carlão de Oliveira, o presidente da Assembléia, que em nenhum momento escondeu a proposta clara de oposição do partido em relação ao governo tucano.

Carlão tem trabalhado ultimamente para fazer um ajustamento partidário “com base na democracia, na ética, na modernidade e na competência”, como bem tem definido até mesmo Moisés de Oliveira, que integra a executiva pefelista. Aliás, traduzindo os objetivos do dirigente partidário Carlão de Oliveira, o professor Moisés explica que o presidente regional do PFL deseja abrir uma passagem para a oxigenação do partido, especialmente com a participação dos jovens com mais efetividade na política.

“Estamos firmes no propósito da modernização da massa crítica, das cabeças pensantes, que possam contribuir para desenvolver novos planos de atuação para o partido”, destacou o professor Moisés de Oliveira.

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