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Porto Velho,  dom,   27/setembro/2020     
política

Gazzoni prevê mais complicações para a vida do governador

18/5/2005 14:16:44
 
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O deputado prevê a abertura de CPIs para apurar indícios de desvios de recursos públicos. 


 O deputado Edson Gazzoni acha que a denúncia apresentada pelo economista Carlos Guimarães contra o governador, por crime de responsabilidade, poderá abrir o caminho para o surgimento de outras denúncias, que poderão ser apuradas através de CPI. O parlamentar, franco opositor a Ivo Cassol, garante que “existem indícios de desvios em praticamente todos os segmentos do governo”. Para ele “é importante que órgãos e autarquias como o Detran, a Secretaria da Fazenda, a Secretaria da Saúde e a Secretaria de Obras sejam devassadas por uma CPI, para averiguar os fortes desvios de recursos públicos, através de diversas práticas, como o superfaturamento e direcionamento de licitações”.

Na opinião do parlamentar, a Assembléia está apenas cumprindo o seu papel constitucional ao acatar a denúncia formulada pelo economista instaurando, se for esta a decisão do plenário, o competente processo. Ele acha que a Casa age com altivez, “bem diferente do ato de baixaria que é fazer gravações apócrifas e irregulares como, dizem, teriam sido feitas em relação a alguns deputados”.

ALTA REJEIÇÃO


O deputado Emilio Paulista também faz oposição sistemática a Ivo Cassol. Mesmo assim garante que “só votará a favor do processo contra o governador” se ficar convencido de que “a denúncia contra ele” tiver fundamentos irretorquíveis.

Para o parlamentar de Cacoal o governador não terá, “como imagina ao patrocinar essa campanha de enxovalhamento contra a Assembléia e os deputados” o apoio popular. Paulista afirmou para Imprensa Popular que o governador amarga atualmente um índice de 58,7% de rejeição popular no interior do Estado e de 80% de rejeição em Porto Velho. Diante desses índices Emílio Paulista acredita que “se houver caras-pintadas nas ruas, será para pedir que Ivo deixe o governo”, acentuou.

INTENÇÕES

Bianco, lembrou a fonte, nunca teve nenhuma restrição a fazer política com Ivo Cassol. Quando era governador JB teria pensado seriamente em não disputar a reeleição (temia por seus índices de rejeição junto ao eleitorado) se pudesse fazer de Ivo o candidato oficial. O ex-governador chegou a reunir políticos que gravitavam em torno dele para discutir o assunto.

Liberando Carlos Magno para assumir a chefia da Casa Civil, o prefeito JB tinha a intenção de ter o controle de uma parte do governo de Cassol, fortalecendo a idéia de uma aliança que em 2006 poderia fazer dele o candidato ao senado e de Carlos Magno o vice de Ivo se este fosse mesmo para a reeleição. A reconciliação de JB com Ivo ficou selada. O prefeito jiparanaense só não imaginava que ela desagradaria tanto aos seus companheiros de partido. Por se sentir maior do que o cargo que detém hoje, JB não se sente à vontade, explicou esta fonte, como administrador de Ji-Paraná e tem intenções de retornar ao palco mais iluminado de um cargo de relevo estadual e até nacional, caso do Senado.

LINHA DE OPOSIÇÃO


O projeto de José Bianco era praticamente impossível de dar certo dentro do PFL comandado pelo deputado Carlão de Oliveira, o presidente da Assembléia, que em nenhum momento escondeu a proposta clara de oposição do partido em relação ao governo tucano.

Carlão tem trabalhado ultimamente para fazer um ajustamento partidário “com base na democracia, na ética, na modernidade e na competência”, como bem tem definido até mesmo Moisés de Oliveira, que integra a executiva pefelista. Aliás, traduzindo os objetivos do dirigente partidário Carlão de Oliveira, o professor Moisés explica que o presidente regional do PFL deseja abrir uma passagem para a oxigenação do partido, especialmente com a participação dos jovens com mais efetividade na política.

“Estamos firmes no propósito da modernização da massa crítica, das cabeças pensantes, que possam contribuir para desenvolver novos planos de atuação para o partido”, destacou o professor Moisés de Oliveira.

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