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Porto Velho,  qua,   3/junho/2020     
reportagem

Povo pede combate mais eficaz ao desemprego

5/6/2005 21:09:42
 
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Após seis meses de Administração, Roberto está bem na foto. Mas o povo quer mais empenho para as prioridades prometidas na campanha eleitoral. 



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Após os primeiros seis meses à frente da prefeitura pelo menos 38% da população de Porto Velho ainda confia numa administração que será “ótima” para a cidade. Dos entrevistados por Imprensa Popular, 40% alimenta a expectativa de uma gestão que pelo menos será boa. Poucos, muito poucos, já estão apostando uma ruim ou péssima administração.

Imprensa Popular ouviu pessoas no centro da cidade, nos bairros, principalmente do segmento estudantil e empresarial. Não se tratou, no entanto, de uma pesquisa. As pessoas foram entrevistadas aleatoriamente, para opinião sobre a administração municipal e, ao mesmo tempo, dizer quais eram as prioridades que gostariam de ver a administração municipal assumindo.

A administração municipal ainda não conseguiu mostrar a relevância imaginada pela maioria dos eleitores de Porto Velho para uma administração petista. Estas pessoas gostariam de ver mais o prefeito pelas ruas da cidade, vendo com seus próprios olhos a situação de alguns bairros e ruas, discutindo as soluções diretamente com a população. Acham que o prefeito “está muito difícil”. De um modo geral, a população espera “um grande dinamismo” a partir de agora, “porque o prefeito já teve tempo para ajustar a máquina pública”.

O setor mais positivo dessa nova administração, na opinião da maioria dos entrevistados, é o da saúde que, como disseram, “estava muito ruim no governo passado”. Mas mesmo neste setor Roberto Sobrinho terá de acelerar mais, se não quiser perder pontos diante da opinião pública.

COMBATE AO DESEMPREGO


Para o contador Clodoaldo Andrade, morador do Bairro Marechal Rondon, o prefeito precisa ter como a prioridade das prioridades de sua administração o combate ao desemprego. Este ponto de vista é, na verdade, defendido pela ampla maioria das pessoas ouvidas por Imprensa Popular.

Clodoaldo é um profissional liberal bem sucedido e por isso fez questão de destacar que “o desemprego é um problema nacional, mas isso não é justificativa para que o prefeito não adote medidas para enfrentar este que é o maior problema de Porto Velho”. Querendo demonstrar que “ainda” não está criticando o prefeito, o contador resolveu dar sugestões de como deve se combater esse mal:

- O prefeito precisa botar para funcionar as propostas de seu partido, como o Banco do Povo, a Renda Mínima, a política da economia solidária. Penso que ele deveria adotar uma política de incentivos para o turismo, para a agricultura, apresentando projetos de estimulo ao setor de micro e pequenas empresas, especialmente as do setor de serviços. Eu creio que o próprio serviço público é um grande gerador de empregos quando, por exemplo, passa a comprar de fornecedores locais, estimula a construção civil e promove uma reforma tributária capaz de atrair novos empreendimentos para a cidade. Eu não sei, mas se fosse o prefeito criaria um Conselho de Desenvolvimento Econômico reunindo gente realmente preparada de nossas faculdades para contribuir com projetos alternativos, com uma visão criativa para a solução do problema do desemprego.

QUER EXPLICAÇÕES


Silvia Cristina de Freitas acha que o novo prefeito “fez muito pouca coisa” mas, como acrescenta, “deve porque pegou a prefeitura falida, pois ele mesmo (o Roberto) afirmou que não existia um equipamento funcionando na Secretaria de Obras”.

E Silvia, dona de uma pequena loja na Zona Leste, acha que o prefeito “precisava dar mais explicações sobre o que realmente herdou”, principalmente porque o ex-prefeito “continua aparecendo na televisão como se fosse um grande administrador, como se tivesse realizado obras monumentais em Porto Velho”, dentro do programa de seu partido.

A pequena empresária quer saber se “na administração passada havia mesmo contratos fraudulentos, se eram apenas seis empresas que ganhavam todas as concorrências de fornecimento, se foi encontrado algum rombo, alguma grande dívida ou se, como o ex-prefeito diz, o cofre estava abarrotado de dinheiro”. Ele estranha o silêncio adotado pela administração petista pois “isto parece o resultado de algum acordo com vistas às eleições de 2006”.

CRIMINALIDADE


Vendedor que percorre diariamente a cidade, Ranulfo Neto afirma ter “medo de sair à noite”, principalmente nas ruas da Cidade do Lobo, onde mora, porque “a criminalidade em Porto Velho hoje não é brincadeira”. Para ele o problema “não acontece só porque falta polícia eficiente para combater os bandidos”. Ele acredita que “o aumento do número dos marginais – na maioria adolescentes – é o reflexo da falta de emprego, da falta de lazer e até da dissolução familiar. Mas tudo isso, na verdade, é fruto do desemprego”.

Aqui, quem fica sem emprego, acrescenta Ranulfo, “não outra alternativa a não ser partir para o furto, para a prostituição ou para a venda de drogas, pois nem a prefeitura e nem o governo proporciona qualquer proteção social às famílias”. Para ele o prefeito Roberto Sobrinho, se atacar de verdade o desemprego, “vai se tornar uma das maiores lideranças políticas do Estado, principalmente agora que se viu como está faltando ética entre os políticos mais importantes de Rondônia”. Ranulfo acha que “uma coisa a gente acredita: Roberto Sobrinho é um cara sério”.

RESPOSTAS RÁPIDAS


O paranaense Osmar Utinuassu acha cedo para fazer uma “avaliação mais consistente” da administração do prefeito Roberto Sobrinho. Ele espera que o novo prefeito “comece a dar respostas mais rápidas” aos reclamos da população, principalmente se estas cobranças “estiverem de acordo com as metas e o plano que defendeu durante a campanha”. Para ele, “o novo prefeito” não deve entrar “pelo caminho da enganação utilizada por seu antecessor”.

Osmar mora na rua Maria Andreazza, na região do Bairro Mariana. Ele esperava ver “a rua asfaltada antes do término do primeiro semestre” mas está apreensivo, “porque o prefeito começou a mexer nessa rua, que é trajeto de ônibus, e depois parou”. Esta, afirma o paranaense, “era a marca do prefeito anterior, que prometeu asfaltar esta rua tantas vezes mas nunca cumpriu”.
Foto: Aldrin Willy


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