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Porto Velho,  qua,   5/agosto/2020     
reportagem

Rombo no Iperon denunciado por IP é assunto da mídia nacional

5/6/2005 21:52:25
 
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Os milhões de reais do Beron que foram parar nos cofres do falido Banco de Santos serviu de manchete para a edição 60 de Imprensa Popular, quando o jornal revelou que José Antunes Cipriano, ligado à família do governador, punha uma outra batata quente nas mãos de Cassol. Agora o fato ganha repercussão na mídia nacional. 


 Desta vez o assunto foi destaque em importantes jornais do país, como a Tribuna da Imprensa, do Rio de Janeiro, em sua edição de 1º de junho. Na informação publicada pelo jornal carioca, afirma-se que o Iperon deverá perder R$ 11,2 aplicados no falido Banco de Santos. Até o momento nenhuma autoridade pública rondoniense informou quais providências serão tomadas para responsabilizar os responsáveis pelo rombo.

Consta que José Antunes Cipriano, concunhado do governador Ivo Cassol, terá de dar explicações aos órgãos de controle das finanças públicas. Como se sabe, o Iperon não poderia usar os recursos do Instituto em transações com bancos privados.

DEU N’A TRIBUNA

Ameaçado de cassação por descumprir a Lei Orçamentária e investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) por formação de quadrilha e favorecimento em licitações quando era prefeito de Rolim de Moura (RO), o governador Ivo Cassol (PSDB) agora enfrenta dificuldades com 30 mil funcionários públicos estaduais porque R$ 11,2 milhões aplicados pelo Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Rondônia (Iperon) no falido Banco Santos estão indisponíveis. Não há previsão de recuperação do dinheiro, que pode estar totalmente perdido.

O fracasso da aplicação financeira veio à tona porque o Iperon começou a negociar há alguns meses a devolução de R$ 70 milhões descontados, irregularmente, dos funcionários públicos, depois de perder uma batalha judicial em 1997.

O governo de Rondônia pediu suplementação financeira de R$ 46 milhões à Assembléia Legislativa há cerca de um mês, apesar de o instituto não ter em caixa os recursos que devem ser devolvidos ao funcionalismo público estadual.

Por telefone, a assessoria do Iperon negou que tivesse aplicado a verba no banco. Informado de que havia um ofício confirmando a operação, o presidente do órgão, José Antunes Cipriano, concunhado de Cassol, afirmou que os R$ 11,2 milhões foram investidos no Banco da Amazônia S.A. (Basa).

“Não foi autorizado negócio com nenhuma instituição financeira privada porque trabalhamos apenas com bancos oficiais. Se eu soubesse, jamais teria permitido. O Basa só comunicou o Iperon sobre a operação financeira no dia 16 de fevereiro, três meses depois da falência do Banco Santos. Estamos recorrendo à Justiça nesta semana para reaver o dinheiro através de liminar", disse.

IPERON AUTORIZOU

A gerência do Basa em Porto Velho comunicou que assinou com o Iperon um contrato no qual está prevista a aplicação financeira em bancos privados porque a instituição financeira oficial não faz o tipo de operação pedida pelo instituto.

Segundo funcionários do Basa, diretores do Iperon acompanhavam, regularmente, o rendimento do dinheiro investido no Santos. O presidente do Iperon afirmou que usará R$ 11,2 milhões do fundo de reserva do instituto para devolver aos funcionários parte do que foi descontado, ilegalmente.

APOSENTADOS VÃO DANÇAR

Cipriano reconheceu que isso trará obstáculos no futuro porque, em cinco anos, o fundo não terá dinheiro para quitar as aposentadorias dos servidores públicos estaduais. Sindicatos de servidores públicos marcaram para hoje, às 8 horas, um protesto em frente ao Iperon. Os sindicalistas espalharam pela capital rondoniense panfletos responsabilizando os diretores da instituição pelo investimento no Banco Santos e cobram o ingresso imediato de uma ação na Justiça para tentar reaver os recursos.


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