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Porto Velho,  qua,   3/junho/2020     
reportagem

Crescimento da destruição em Rondônia chegou a 23%

5/6/2005 21:59:07
 
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É preciso ser otimista para acreditar que a ação dos organismos governamentais de defesa do meio ambiente conseguirão, desta vez, resultados satisfatórios. 


 A preservação integral da Amazônia, como ainda está, com sua colossal floresta e formidáveis rios, é uma utopia. O máximo que o Brasil pode conseguir, se houver um correto desempenho dos governos e da sociedade, é resguardar parte do que a Amazônia. O complicador da questão e um dos grandes assuntos permanentes deste País é a intromissão das grandes potências, que destruíram completamente a natureza entre fronteiras, mas, apesar disso, julgam–se com o direito de exigir do nosso País que mantenha a Amazônia como um santuário, uma espécie de pulmão do mundo, como se lá não vivessem milhões de pessoas que precisam trabalhar e produzir, o que só é possível com crescimento econômico.

Mas no ritmo em que vai a destruição da natureza, na Amazônia, nem essa preservação parcial será possível. Na verdade, os organismos de defesa do meio ambiente, no Brasil, funcionam de maneira espasmódica. Não conseguem um mínimo de eficiência apesar da moderna tecnologia atualmente disponível para acompanhar, fiscalizar e reprimir o desmatamento implacável que ocorre.

DIMENSÕES ALARMANTES


O desmatamento na Amazônia, entre agosto de 2003 e agosto de 2004 números agora disponíveis atingiu uma área total de 26.130 quilômetros quadrados, ultrapassando em 6% os 24.597 quilômetros quadrados registrados entre 2002 e 2003.

Em alguns estados da região amazônica a destruição alcançou dimensões alarmantes. No Mato Grosso, o aumento do desmatamento foi de 20%.

A área desmatada do Estado, de 12.586, é quase a metade de toda a destruição na Amazônia. Em Rondônia, o crescimento da destruição foi de 23% em relação à última aferição, entre 2002 e 2003. As previsões do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) eram de que o aumento fosse de somente 2%. A área da floresta arrasada na Amazônia, ao longo dos últimos anos, atinge 17,5% da região.

Mais uma vez, o governo federal, repetindo procedimento de administrações anteriores, promete diminuir a gravidade do problema. Entre as medidas previstas, segundo a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, está o denominado Plano de Controle de Prevenção ao Desmatamento, cujas ações já estão em curso, como a criação de unidades de conservação, medidas de combate à grilagem e ampliação da fiscalização.


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