Anuncie:  

Debate do Mês

Data: 20/5/2011

Que benefício trará para o povo a ida de deputados rondonienses para Santa Catarina?



Colunistas
Receba as matérias do site em seu e-mail

Cadastrar
Cancelar Cadastro

 

Porto Velho,  qua,   3/junho/2020     
opinião

Rondônia despedaçada. E nós somos culpados

5/6/2005 22:00:31
Imprensa Popular
Comente     versão para impressão     mandar para um amigo    



A população rondoniense está estupefata diante de tudo que está acontecendo nos arraiais da política, com cobertura nacional da televisão. E preciso, no entanto, reconhecer que os rondonienses são responsáveis por este esfacelamento. 


 O mar de lama em que se debate atualmente o jovem estado de Rondônia não é uma coisa nova. Faz tempo que políticos e a classe governante pintam e bordam por aqui, procurando aumentar sua riqueza pessoal e atender os grupos de parasitas sempre prontos a fazerem parcerias para roubar a população.

Centenas de denúncias de corrupção foram feitas desde a emancipação de Rondônia como Estado, nos jornais, sem maiores conseqüências. O povo sempre assistiu, totalmente passivo e inerte, sem se mexer na cadeira, os capítulos deste espetáculo nojento, onde marginais travestidos de autoridades ficaram cada vez mais ricos e arrogantes, porque sempre foram beneficiados com a impunidade certa.

A inércia popular, a falta de reação diante dos escândalos (quem se lembra, hoje, da famigerada Codaron?) de todos os tipos levou-nos a essa pouca vergonha que vemos agora na televisão, especialmente no “Fantástico”, com personagens guindados ao poder pelo voto popular.

Desta vez parece estar acontecendo um milagre. O povo está reagindo, está indo para as ruas, está enviando uma enxurrada de e-mails para os veículos de comunicação, está com ganas de não parar a pressão para que essa tragédia não acabe, como sempre, no dito pelo não dito.

A população rondoniense nunca foi tão abalada pelos desvios éticos dos políticos como agora. Talvez, por isso, está rompendo o sebastianismo enraizado na sua cultura, exigindo uma limpeza geral nas instituições do Estado.

Tomara ser esta uma realidade duradoura. Devíamos agir sempre assim, mostrando para aqueles que detém o Poder que as atitudes devem vir de baixo e não de cima. O Estado é uma ficção jurídica, não existe. Somos nós, povo, que o criamos. O que existe de concreto não é o Estado, mas a vontade popular. Se nossos governantes são corruptos e incompetentes é porque nós somos corruptos e incompetentes, é porque nós aceitamos a corrupção – que hoje é uma instituição – e a incompetência.

Somos os principais responsáveis por tudo que acontece em nosso estado, pois somos nós mesmos que elegemos nossos representantes, que, teoricamente, elaboram as leis em nosso favor, pois “todo poder emana do povo, e em seu nome será exercido”. Trata-se de responsabilidade civil, cívica! Cada povo tem, literalmente, o governo que merece. Por não sabemos exercer a nossa cidadania – que significa não apenas votar com consciência mas também reivindicar nossos direitos, nossas vontades – é que vermes como Amardildo Almerda, Ruth Cinquentinha, Caca Merdonça, Circo Pardal Iba são eleitos para nos representar e, em nosso nome, fazer e aprovar a$ lei$ para roubar o no$$o dinheiro.

Onde foram parar os engajados e revoltados servidores públicos e estudantes? Graças a Deus, começam a reagir agora, indo para as ruas, gritando a pleno pulmões que basta de ladrões na Casa do Povo, na chefia dos mais importantes poderes e das instituições. É preciso que os brasileiros de Rondônia, os corajosos pioneiros que fazem este Estado repitam a coragem a determinação dos brasileiros inconformados da Cabanagem, da Balaiada, da Sabinada, da revolução Farroupilha, da Revolução Liberal, da Rebelião Praieira, da revolta da vacina, da revolta da chibata.

É um absurdo sem tamanho vermos vermes aventureiros tomarem conta de nossas instituições, desviando milhões de reais para seus grupelhos, ficando milionários, enquanto o povo geme de fome, de desesperança! Onde está o espírito dos verdadeiros brasileiros que, como registra a história, no Rio fizeram a revolta do vintém, que em 1880 se rebelaram contra o aumento das passagens dos bondes cariocas, ainda puxados por burros e trens! A população arrancou trilhos e virou veículos.

A população de Porto Velho pode arrancar os corruptos não só da Assembléia, mas também do Executivo, das encasteladas cortes e instituições que trabalham contra o povo.

Ongs e entidades civis organizadas, como a Associação Cidade Verde, presidida pelo Paulo Xisto, como os Sindicatos, os Centros e Diretórios Acadêmicos devem ter, não só neste momento, o objetivo principal de ensinar e incentivar a cidadania. Como? Mostrando à população seus direitos e deveres, fazendo-a lutar por eles; fiscalizando políticos, para denunciar e elogiar suas ações, e elaborando também os mais diversos tipos de manifestações contra ações do governo e de empresas que viessem de encontro aos interesses da coletividade. Enfim, estas entidades devem incomodar bastante.

Quem sabe assim, com o tempo, a cabeça das pessoas mudasse até o ponto da gente não ter de ver mais, na televisão, tanta desfaçatez desses políticos de josta, dessas lideranças sem estofo, mentirosas, como o ex-prefeito envolvido até o talo em todo tipo de negociata, que aparece em programas montados com a técnica do cinismo, como se tivesse sido um grande administrador, um (qua! qua! qua!) estadista.

Não existe milagre! O povo faz a sua hora! Chega de Juiz fazendo censura para proteger esses meliantes que entram na política quebrados, sem dinheiro, e pouco tempo depois estão morando em suntuosas mansões, ostentando a riqueza conseguida com o esbulho, com o desvio do dinheiro que deveria ser utilizado em obras e programas fundamentais para a melhoria real da vida da população.


Nenhum comentário sobre esta matéria

Mais Notícias
Publicidade: