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Imobiliária sofre apreensão da PF, que investiga lavagem de dinheiro

3/7/2005 15:21:46
 
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A Imobiliária Signo, que também atua no segmento de factoring, sofreu apreensão de documentos e equipamentos. Há suspeitas de que ali se processava um esquema de lavagem de dinheiro. 


 A Superintendência da Polícia Federal em Rondônia não deu maiores detalhes sobre a investigação em curso destinada a levantar fatos da corrupção política no Estado. Mas informou ter cumprido mandato de busca e apreensão na Imobiliária Signo, umas das mais tradicionais da Capital, onde também se faziam operações de factoring. A medida foi necessária porque na investigação desencadeada pela Polícia Federal há um viés específico voltado para a lavagem de dinheiro.


JÁ FOI MANCHETE

A utilização do mercado de imóveis para a lavagem de dinheiro – especialmente do tráfico – foi manchete de Imprensa Popular em junho de 2003. Com a matéria “Tráfico usa mercado de imóveis para lavar dinheiro”, o jornal foi o primeiro a tocar no assunto. Na época uma fonte (que hoje não está mais em Rondônia) contou que a tática era “a de comprar casas e apartamentos de boa qualidade, com preços superfaturados na hora da escrituração, permitindo a legalização de dinheiro de origem ilícita”. Abaixo a reprodução do texto completo da matéria que Imprensa Popular publicou em sua edição de número 16:

“Embora o estado de Rondônia viva a realidade de uma profunda crise econômica, é impossível não perceber a vitalidade do mercado imobiliário, principalmente o voltado para a construção de novos apartamentos em prédios destinados à chamada classe média. Outro “milagre” que passeia pelas ruas do Estado, como se estivéssemos aqui numa ilha de tranqüilidade, onde a recessão não te como chegar, são os carros de luxo.

“Certamente Rondônia está entre aqueles estados que possuí uma frota de veículos entre as mais jovens em circulação no país. “Basta um carro ser lançado no mercado, mesmo se for de luxo, de dias depois estará rodando aqui nas nossas principais cidades”, comenta um revendedor de veículos afirmando ser mais fácil “negociar veículos de luxo do que esses carros simples”, em nosso Estado.

“No caso dos automóveis foi impossível encontrar alguém que pudesse dar uma explicação razoável para esta estranha realidade. Um vendedor chegou a afirmar que “aqui é mais fácil” comprar um carro de luxo “pelos incentivos da zona franca”. Esse não foi, entretanto, o caso dos imóveis: “É lavagem de dinheiro mesmo!”, frisou uma fonte ligada a este segmento econômico.

“Não se sabe se a Polícia Federal faz investigações nesse setor. Se fizer, afirma nossa fonte, vai descobrir que um apartamento com valor de mercado em torno dos R$ 200 mil acaba, na hora da papelada do cartório, tendo o valor escriturado em até 1,5 milhão. O mesmo esquema é aplicado em imóveis rurais. O camarada compra uma fazenda pelo valor de mercado. Depois revende o imóvel aumentando seu valor, no ato da escritura, em até 10 vezes. Uma fazenda comprada por R$ 500 mil, no ato da escrituração no Cartório, é vendida por R$ 5 milhões, e assim o camarada conseguiu lavar 4,5 milhões sem maiores problemas.”


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