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Porto Velho,  ter,   15/outubro/2019     
entrevista

Mais de 1,5 bilhão para Rondônia. Onde foi parar essa dinheirama?

3/7/2005 22:38:03
 
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Estradas em petição de miséria, saúde destroçada, sistema carcerário falido, desemprego altíssimo, infra-estrutura em pandarecos, falta de obras importantes do governo federal e mesmo assim um rio de dinheiro foi mandado para cá. 


 Não é somente agora, quando vemos o estado indo para o fundo do poço, que a desconfiança com o desvio de dinheiro vindo de Brasília preocupa a população e em especial os formadores de opinião em Rondônia.

Este é um Estado onde a ostentação de riqueza incompatíveis com o salário de vários agentes da administração é praticamente uma normalidade. Possivelmente por isso até a senadora Fátima Cleide demonstra dificuldade em responder para onde vai a dinheirama que, segundo afirma, o governo federal mandou para o Estado, algo em torno de 1 bilhão e 600 milhões de reais. Respondendo ao repórter de Imprensa Popular a senadora se expressou:

— Meu amor, o dinheiro vem em parceria com os municípios e com o Estado. Agora, muitas vezes eles não falam o que acontece... Eu não sei se roubaram o dinheiro, mas quero acreditar que não...


NA MEDIDA DO POSSÍVEL

A fiscalização da aplicação dos recursos públicos – mesmo aqueles vindos do governo federal – não é uma coisa fácil. Há vários órgãos com a responsabilidade de fiscalizar e nem por isso a rapinagem deixa de agir, como mostra agora todos os fatos ligados à corrupção tornados públicos pela imprensa.

Os parlamentares federais – além dos órgãos específicos de controle do Estado – tem a atribuição de fiscalizar mas, como disse a própria senadora do PT, essa fiscalização “é feita na medida do possível, já que não podemos ver tudo”.

Embora só fiscalize “na medida do possível”, Fátima Cleide acredita que a cifra bilionária remetida pelo governo federal “foi aplicada”.

Mesmo assim, a senadora não contestou os comentários populares de que “a vida praticamente não mudou nada para os pobres”, depois que o Lula se tornou presidente.


VARINHA MÁGICA


A vida da população pobre, na opinião da senadora do PT, tem melhorado sim. Não com a velocidade que gostaria até porque, como disse, “não existe uma varinha mágica, com a qual a gente possa corrigir anos e anos de atraso e de exclusão”.

O governo Lula, raciocinou a senadora, “tem feito muito nesses dois anos de governo”, principalmente se for levado em conta as dificuldades encontradas pelo próprio sistema burocrático brasileiro: “Se você busca mudar a legislação, para agilizar processos de transferência de renda, de desenvolvimento, mesmo através de MPs, as coisas demoram muito. Uma decisão do governo nesse sentido leva no mínimo cinco meses de discussão no Congresso e, claro, muito mais tempo até que a decisão chegue ao órgão que vai executá-la”, argumentou.


O QUE MELHOROU

Caminha-se pelas ruas de Porto Velho e o que realmente vemos é uma cidade esculhambada, sem os equipamentos comunitários mínimos para garantir uma qualidade de vida razoável. A capital do Estado não tem um plano diretor de saneamento, não tem equipamentos de lazer, de promoção da cultura, de saúde, nada.

Falta-nos coisas hilárias como praças ajardinadas, ruas iluminadas, escolas de alto-padrão. Falta-nos uma central de abastecimento, uma rodoviária decente. Falta-nos um teatro digno desse nome, escolas públicas técnicas (profissionalizantes) e condições para inserir nossa única universidade no restrito mundo dos importantes centros de pesquisa do país.

Hoje, o que se vê são mendigos espalhados pelas ruas mais movimentadas de Porto Velho (especialmente nas imediações das agências bancárias), crianças “trabalhando” na função de “olhador” de carros, de vendedores de frutas, balas e outras coisas nos cruzamentos de maior movimento, adolescentes vendendo drogas, mocinhas se prostituindo em avenidas como a Carlos Gomes, pessoas desesperadas procurando o emprego que não existe. E nesse quadro, nada se vê de realizações de nenhum governo.

Mesmo nesse quadro, a senadora garante que a situação dos pobres melhorou graças à ação do Presidente Lula, como explicou:

— Antes do Lula menos de 1.500 pessoas tinham acesso ao Bolsa Família. Com o trabalho que a nossa base social fez em Porto Velho, nós subimos este número para 10 mil famílias atendidas. E com a conquista da prefeitura pelo companheiro Roberto Sobrinho, hoje já são quase 20 mil famílias recebendo esse benefício. É claro que isso muda sim a vida dessas pessoas.



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