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Porto Velho,  qua,   3/junho/2020     
reportagem

Hospital de Base terá de fazer novo concurso para reduzir defasagem de profissionais

19/7/2005 21:46:28
 
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O maior hospital de Rondônia sente a falta de médicos e de profissionais da enfermagem. 


 O médico Amado Rahal aumentou o número de leitos do Hospital de Base e agregou novas especialidades. Quando ele iniciou esta sua segunda gestão como diretor-geral do HB, encontrou apenas uma UTI, com 9 leitos. Com 10 meses à frente do hospital acabou abrindo uma nova UTI, com 10 leitos e, não demorou muito, criou o serviço de oncopediatria, para atender crianças portadoras de câncer. Para o funcionamento deste serviço especializado foi necessário criar uma nova UTI. As melhorias e expansões não ficaram por ai. O dr. Amado criou também o banco de leite, além de dinamizar o Pronto Socorro.

Com tanta vitalidade o Hospital de Base precisou ampliar seu quadro de funcionários no segmento clínico e de enfermagem. A realização de um concurso para a contratação de médicos, técnicos e auxiliar de enfermagem não resolveu o problema. O Hospital precisa de profissionais contratados pelo sistema emergencial para seguir funcionando. “Hoje, na área da enfermagem, temos cerca de 150 emergenciais. A situação é mais complicada no setor dos médicos”, afirma o diretor-geral.



NÃO TOMAM POSSE

Rondônia, disse o dr. Amado, paga uma dos melhores salários do Brasil para os profissionais médicos. Mesmo assim o HB permanece tendo dificuldades em completar seu quadro. Aprovados no último concurso, em diversas cidades do Brasil, preferiram não tomar posse em seus cargos. A coisa só não ficou pior porque “os deputados de Rondônia aprovaram na Assembléia uma nova autorização para a contratação emergencial”, disse o chefe do HB.

No HB há vagas para médicos de diversas especialidades, como neurologistas e anestesistas. E também para vários profissionais da enfermagem. Se alguém aparece, diz o dr. Amado, é contratado pois “a gente não conseguiu preencher nem mesmo as vagas emergenciais”.

Diante dessa carência de pessoal, o HB funciona com dois tipos de plantão, para atender as UTIs, o Pronto Socorro, o berçário, a UTI neonatal e a pediatria.

Amado afirma que o HB precisaria ter pelo menos nove cardiologistas para uma boa escala de plantão nesta especialidade. Como o número destes especialistas é reduzido na cidade, no HB fica apenas um profissional que, quando necessita, aciona os colegas distribuídos pela rede pública de saúde, como o Cemetron, o João Paulo II e a Policlínica Osvaldo Cruz.



POLÍTICOS

Pouca coisa tem sido feita a favor do Hospital de Base pelos políticos com assento em Brasília. O HB, como disse o dr. Amado, não fecha suas portas para ninguém. Só da cidade de Humaitá, no Amazonas, no último mês o HB atendeu 103 pacientes. São inclusive gestantes que chegam ao HB “sem nunca terem feito um pré-natal”, mulheres que nunca fizeram um preventivo de câncer, etc. O HB atende e não recebe nada, nem do município e nem daquele Estado, em contrapartida.

Na verdade, mesmo os integrantes da bancada federal rondoniense pouco fazem para ampliar as verbas do mais importante hospital do Estado. Neste ano, por exemplo, o HB terá ajuda da ordem de um milhão de reais, vindos de emendas orçamentárias apresentadas pelos deputados Eduardo Valverde (PT) e Hamilton Casara (PL).



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