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política

PT afoga-se no mar da corrupção e senadora pede afastamento de deputados estaduais

1/8/2005 02:35:29
Por Aldrin Willy
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A atitude da senadora Fátima Cleide de pedir ao MP o afastamento dos deputados estaduais envolvidos em denúncias de corrupção pode ser vista, no mínimo, como paradoxal. Enquanto, dentro do Estado, demonstra enorme disposição em combater falcatruas, no centro do poder a senadora petista prefere o silêncio ou a dissimulação quando o assunto são os esquemas milionários de seu partido e as tentativas do governo de barrar CPIs. 


 Tido, a princípio, como o único partido com pelo menos um de seus membros fora do esquema de “gafanhotos” da Assembléia Legislativa, o PT decidiu tomar a dianteira da situação. Com isso pretende, ao que se percebe, tirar algum proveito político para eleições futuras.

A primeira ação da estratégia petista foi manifestada por dois pedidos de afastamento protocolados junto ao Ministério Público e à Presidência da Assembléia Legislativa do Estado no último dia 23 de julho.

Um dos pedidos é assinado pelo ainda incólume petista Neri Firigolo. O deputado é um dos dois únicos – num total de 24 – até agora não vinculados ao esquema de corrupção na Assembléia Legislativa, conforme as investigações da Polícia Federal.

O segundo deputado até então ileso é Chico Paraíba, do PMDB.

A segunda ação, enviada ao Procurador-Geral de Justiça Abdiel Ramos Figueira, leva a assinatura da senadora Fátima Cleide, presidente do Diretório Regional do PT em Rondônia.

Nas duas ações é pedido o afastamento de todos os deputados estaduais envolvidos no esquema de corrupção da Assembléia, denunciado no programa “Fantástico”, da Rede Globo.

De acordo com a denúncia – levantada pela Polícia Federal depois de análise de documentos apreendidos na Casa Legislativa – deputados usariam nome de laranjas para receber seus salários contabilizados em folhas de pagamentos extra-oficiais.

DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS

Embora figure no Estado como fervorosa defensora da moralidade e da ética, a senadora e chefe do PT rondoniense Fátima Cleide muda o tom do discurso quando o alvo de denúncias é seu partido. Seu discurso torna-se mais brando e muda de direção.

Como ela mesmo afirmou em entrevista anterior a Imprensa Popular, no caso do “mensalão” – escândalo de corrupção no qual o PT é acusado pelo deputado Roberto Jefferson de pagar mesada a deputados para votarem em favor do governo – o que existe na realidade é uma tentativa em que “a oposição busca instituir neste momento um golpe”.

O espírito ético e moralista da senadora – tão visível no caso da corrupção na Assembléia – parece não despertar quando o Governo Federal tenta abafar investigações no Congresso. Isso talvez se dê porque, quando se trata do PT, a “governabilidade” deve vir antes de qualquer outra coisa.

Pelo menos, é o que Fátima deixou transparecer quando disse, na mesma entrevista, que “aquele momento em que nós, do PT, estávamos tranqüilamente optando, por exemplo, pela não instalação da CPI dos Correios, nós estávamos optando pela governabilidade”.

DESCONFORTO

O processo protocolado na Assembléia pelo deputado Neri Firigolo vai causar desconforto, além de ser visivelmente inócuo. O presidente da casa, deputado Carlão de Oliveira (sem partido), a quem Firigolo encaminhou o pedido de afastamento, é um dos que o petista quer ver afastado do Parlamento.

Outro fato constrangedor, desta vez para a própria legenda, é o de que os três deputados petistas acusados de pertencerem ao esquema de corrupção na Assembléia não foram expulsos do partido.

O PT limitou-se, liderado por Cleide, a suspender a filiação dos deputados Dr. Carlos, Nereu Klosinski e Edézio Martelli.

Essa é mais uma atitude que quebra um pouco a fama do partido e da senadora de inveterados perseguidores da moralidade e da ética públicas.

Ao contrário do PT, outros partidos, a exemplo do PFL, do PP e do PSDB, decidiram expulsar de imediato os membros envolvidos nas falcatruas em Rondônia. Prevendo essa reação, alguns políticos foram mais rápidos e, antes de serem expulsos, pediram a desfiliação.


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