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Porto Velho,  seg,   6/abril/2020     
reportagem

Imigrantes ilegais: em Porto Velho eles vêm principalmente da Bolívia

28/9/2005 19:26:32
 
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Estima-se que Porto Velho tenha cerca de 8 mil imigrantes ilegais. Por uma característica óbvia (a fronteira), o maior contingente vem da Bolívia, mas temos até cubanos. 


 A inexistência de um controle de entrada de estrangeiros pela fronteira com a Bolívia, tanto por Guajará-Mirim como por Costa Marques estimula a entrada de imigrantes ilegais no Brasil pelo estado de Rondônia. A presença de latinos vivendo em Porto Velho é comum. O maior contingente vem da Bolívia, mas também a presença de peruanos e até de cubanos é grande. Até imigrantes da Guyana Inglesa são encontrados na capital rondoniense.

Esses imigrantes, em sua maioria, vivem nos bairros mais pobres da cidade ou em apartamentos das chamadas “estâncias” existentes na zona mais central. Os que chegam dos chamados países andinos são quase sempre trabalhadores sem maior qualificação profissional ou artesãos.

CUBANOS, OS MAIS PREPARADOS

Nem todos os imigrantes chegados em Porto Velho são ilegais. Alguns cubanos – hoje perfeitamente integrados à comunidade local – aqui chegaram em função de convênios na área da Educação e da Saúde. São professores universitários e médicos.

De longe, os cubanos são os mais preparados, a maioria com formação universitária e alguns inclusive com formação em universidades da antiga Rússia.

Chegados aqui com visto de turista – que não permite ao estrangeiro trabalhar – eles acabam conseguindo emprego sem carteira assinada, recebendo salário mais baixo do que o brasileiro, com o qual pagam o aluguel de modestíssimos apartamentos, comida e luz.

A maioria procura todos os meios para se legalizar pois preferem “viver aqui, onde há democracia” do que voltarem a Cuba, uma ditadura, “mesmo não existindo lá o dramas sociais”, como disse um cubano a Imprensa Popular, comuns ao Brasil.

Um casal cubano contava a Imprensa Popular as peripécias que vinha fazendo aqui para “conseguir um casamento” de aluguel através do qual, acreditavam, ganhariam a cidadania brasileira.

SEM REPRESSÃO


Embora o contingente de imigrantes ilegais seja estimado em torno de 8 mil pessoas, a Polícia Federal não tem o costume de realizar operações repressivas. Isto foi o que informou, por exemplo, uma fonte ligada à pastoral que cuida do setor.

A legislação brasileira prevê que os imigrantes ilegais só devem ser presos quando se envolvem em crimes.

Quando um estrangeiro é descoberto em situação irregular, ele é intimado a deixar o país em oito dias.

Em caso de reincidência, recebe uma multa diária de R$ 8. Só na terceira vez em que é encontrado como irregular corre o risco de ser expulso do país.

No caso de empresários que dão emprego a imigrantes ilegais, o risco é maior. Ele poderá ser preso pela acusação de explorar do trabalho dos clandestinos.


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