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Porto Velho,  sáb,   31/outubro/2020     
reportagem

O povo exige, mas cassação de deputados ainda é incógnita

2/10/2005 15:22:12
 
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Ao adiar o depoimento dos dois últimos deputados que faltam ser ouvidos, a Comissão Processante da Assembléia ajuda a aumentar a expectativa sobre o futuro dos personagens do Escândalo da Propina. 


 Enquanto a maioria dos deputados ouvidos por Imprensa Popular continuam manifestando a crença de que “haverá cassações” de alguns deputados envolvidos no Escândalo da Propina, a maioria dos denunciados acreditam que serão inocentados no plenário da Assembléia Legislativa, quando o relatório do deputado Nereu Klosinski for submetido à votação dos membros do Poder Legislativo.

Agora só faltam ser ouvidos pela Comissão Processante dois parlamentares: Ronilton Capixaba e Amarildo Cavalcanti, ambos representantes da cidade de Ouro Preto do Oeste. Os dois são tidos por seus próprios colegas, e também pela opinião pública, como os mais contaminados do grupo, com exceção de Hellen Ruth. Eles só deverão ser ouvidos no dia 27, se não pedirem nova prorrogação para o depoimento.

SUPERAÇÃO DA CRISE

Boa parte da população rondoniense entende que a superação da crise política em que se meteu o parlamento em conseqüência da participação dos parlamentares no Escândalo das Propinas só virá com a rigorosa punição dos envolvidos, ou seja, daqueles que apareceram na televisão “tentando extorquir dinheiro” do governador Ivo Cassol.

Imprensa Popular foi ouvir gente do povo, representante de vários segmentos, e comprovou que a população segue atentamente os passos que a Assembléia dá “para a purificação” da Casa, acreditando na condenação, por decoro parlamentar, pelo menos dos personagens que mais se expuseram no lodaçal da corrupção revelado principalmente no Fantástico, da TV Globo, com a exibição do vídeo gravado clandestinamente pelo governador.

Deputados de vários partidos também concordam que “um desfecho inocentando todos os envolvidos” poderá reabrir novos protestos populares”, reacendendo uma indignação idêntica à verificada no início da crise, quando a Assembléia chegou a ser depredada pela turba furiosa. Mesmo assim, ninguém aposta todas as fichas na cassação, embora a maioria acredite que “o relator deverá pedir isso” ao final de seu trabalho. Ninguém duvida que o povo irá às ruas se personagens como Hellen Ruth (que ficou com a imagem pública de Rainha da Propina), Ronilton e Amarildo saírem ilesos.



MUITA ENROLAÇÃO

Daniele Santos é comerciante na Zona Leste de Porto Velho. Com o pai, procura consolidar sua loja especializada na venda de colchões. Não tem, como afirma, muito tempo para prestar atenção nos acontecimentos dos políticos. Mas ao falar com Imprensa Popular demonstra ter um bom nível de informação sobre a crise política rondoniense. Como tantos outros, Daniele demonstra insatisfação com a classe política e com as medidas tomadas pela Assembléia “para apurar as responsabilidades e punir os envolvidos”.

Na sua opinião “há uma enrolação nesta história de cassa ou não cassa” deputados, exatamente por que “eles acreditam que o povo vai esquecer com o tempo” e assim tudo ficará como sempre foi. A jovem empresária não sabe dizer qual o tipo de punição que deve ser aplicada “a cada um dos envolvidos”, porque desconhece, como disse, o grau de responsabilidade de cada um. Mesmo assim Daniele é categórica: “Cada um tem de pagar pelo que fez. Não é justo ficar da forma que está”.

A jovem empresária vê um lado positivo na crise ética em que se meteu a classe política do Estado: “Acredito que aqueles que foram denunciados, que foram mostrados ao povo tentando acertar uma propina com o governador dificilmente voltarão à vida pública. Uma grande parte do povo saberá demonstrar nas urnas a sua indignação”, sentenciou Daniele.



VIRANDO BAGUNÇA

O maranhense Márcio Camelo de Farias é dono de um típico boteco de subúrbio, localizado na Rua Mário Andreazza. Sem depoimento é representativo daquilo que está pensando o povão sobre o Escândalo da Propina. Ele sempre olhou com desconfiança “os políticos” mas garantiu para Imprensa Popular que nunca imaginou “ver tanta bagunça como agora”.

E por isso para ele não tem meio termo: “A Assembléia tem de cassar esse magote corruptos pois o povo não tolera tamanha imoralidade”.

Márcio considera que Hellen Ruth “deve ser quem está na pior situação, porque ela agiu de forma absurda e imoral, mais do que os outros”.

Mesmo assim não “basta que apenas ela seja a cassada”, acentuou o maranhense. Afirmando ser um homem “sem estudo” e que nem por isso deixa de ficar preocupado com a classe política Márcio Camelo dá ênfase à sua indignidade:

— Os deputados precisam estar conscientes de que o povo de Porto Velho exige a apuração dos fatos e exige respeito. Certamente o povo não ficará de braços cruzados se nada for feito contra essa imoralidade. Deixar livre de punição esses corruptos é imoral. Se isso acontecer todos os membros daquela Casa pagarão o preço.


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