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opinião

Editorial: Tempo dos medíocres

30/11/2005 02:23:52
Imprensa Popular
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Aqui estamos nós, perdidos entre escândalos, ineficiências, impunidades e falta de ética por todos os lados. Mas nesse clima de tédio não há porque não acreditar na possibilidade do rompimento com a mediocridade encastelada. 


 O povo de Rondônia ao eleger os atuais responsáveis pelo poder não esperava e nem acreditava que todos fossem santos, mas certamente esperava que todos fossem pelo menos honrados. Agora, constatando os procedimentos despudorados, tendo de aceitar a premissa de que os políticos rondonienses – em sua absoluta maioria – produziram aqui um “povoado de vergonha”, o povo está estonteado, angustiado diante de tanta corrupção, desrespeito e sordidez.

A sociedade rondoniense – como a do próprio país – não aceita como solução manobras voltadas para o afrouxamento da punição aos culpados, numa demonstração de que se cansou de engolir pedaços de pizza com sabor de marmelada. Se os tempos de hoje não fossem os dos domínios da mediocridade, certamente a classe política, com mandato, não acreditaria no encerramento desses episódios de negociatas de acordos espúrios com decisão destinada a isentar de culpa os que foram flagrados no exercício de claríssima quebra do decoro e na exaltação da desonestidade.

A longa “operação abafa” – que aparentemente deu resultado – não é, como se pode constatar junto aos mais importantes núcleos da cidadania rondoniense, não foi e nem será a solução para crise em que se debate o Estado. Isto porque ela em nada contribuiu – pelo contrário – para reafirmar a confiança da população nas instituições.

Os rondonienses ordeiros, sérios, trabalhadores, corajosos, democratas e patriotas esperavam que as próprias instituições tratassem de expulsar de cena os falsos representantes do povo. Com o resultado final – onde entre mortos e feridos todos escaparam – a classe política destoou-se da opinião pública, destruindo o último resquício de depositária da ética estadual e da esperança de uma Rondônia melhor, mais séria e mais desenvolvimentista. Deputados (estaduais ou federais), senadores, governo e até mesmo entidades civis envolvidas na luta pelo politicamente correto não têm nada a comemorar, mas muito a lamentar diante dessa política que usa, em ambos os lados, as práticas deletérias da cooptação, envolvendo dinheiro público e outros recursos.

Ainda estamos num ambiente de normalidade constitucional. Portanto é uma aberração falar-se em manobras intervencionistas. Todavia – somos forçados a reconhecer – a mediocridade das nossas lideranças, a ação predadora de políticos inescrupulosos e comerciantes ávidos pelo lucro fácil, continuarão mantendo o setor público refém dos negócios sujos.

Rondônia continua a mercê duma crise instalada há muito tempo que não dá mostras de arrefecimento. A enxurrada de denúncias e acusações de parte a parte dos Poderes, algumas aparentemente eivadas de solércia e outras com todas as características da crua realidade, exige muito da sociedade e torna improcedente qualquer prognóstico sobre o desfecho.

Para o próximo ano prevê-se uma batalha encarniçada e a campanha eleitoral deverá se converter num autêntico salve-se quem puder. Vai depender do povo mobilizado em favor de causas nobres, conscientizado sobre a importância do voto, livrar Rondônia desse “deus-dará” em que nos meteram os medíocres alojados no Poder e nas entidades que deveriam estar trabalhando na politização da sociedade.


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