Anuncie:  

Debate do Mês

Data: 20/5/2011

Que benefício trará para o povo a ida de deputados rondonienses para Santa Catarina?



Colunistas
Receba as matérias do site em seu e-mail

Cadastrar
Cancelar Cadastro

 

Porto Velho,  dom,   25/outubro/2020     
reportagem

Prefeito conseguiu implementar políticas inovadoras na saúde pública

21/12/2005 21:34:38
 
Comente     versão para impressão     mandar para um amigo    



Quando foi candidato, o atual prefeito Roberto Sobrinho assumiu o compromisso de que, eleito, trabalharia no sentido de humanizar o sistema de saúde do município de Porto Velho. Os avanços conseguidos pela Secretaria Municipal de Saúde (SEMSAU) neste primeiro ano, mostra que o sistema já não é apenas um produtor de sofrimento. 


 Todos os dados estatísticos das ações de saúde por parte da prefeitura neste ano mostram, em relação ao que existia na saúde nas gestões anteriores, que o sistema já não é mais tão ruim e paranóico. Ele está cada vez mais humanizado.

É como diz o Secretário Municipal da Saúde, médico Silas Rosa: “O município ainda não conseguiu atingir um padrão de excelência nessa prestação de serviço, mas acabou com aquele aspecto de falência da saúde. Em todas as instâncias a saúde pública municipal evoluiu”.



DEMANDA MAIOR

Por estar melhor hoje, o sistema atrai mais pessoas, exigindo sempre mais investimentos e mais esforços da prefeitura, interessada em conseguir um padrão de excelência que torne a saúde pública de nossa capital uma referência para outras administrações do país.

Para isso a administração de Roberto Sobrinho precisou romper obstáculos vindos de longos anos. Coisas como unidades básicas desabastecidas e sucateadas, dívidas com fornecedores, obstáculos entre os usuários e o acesso aos medicamentos. “Hoje nessas unidades as pessoas não saem apenas com a receita do médico. Em todas elas os remédios básicos estão disponíveis. A rede está abastecida!”, garante o Secretário Municipal. E acrescenta que tudo isso acontece sem “furos” que possam comprometer a lisura da administração do prefeito Roberto Sobrinho.

Duas palavras-chave implementadas pelo secretário no gerenciamento do pessoal, “eficácia e eficiência”, passaram a ser observadas por todos aqueles servidores desse segmento, hoje devidamente prestigiado pela administração municipal. Por isso o doutor Silas Rosa não esconde que sua expectativa para o novo ano é otimista: “Seguindo a estratégia anunciada pelo prefeito, de humanização e ética na saúde para que o sistema deixasse de ser produtor de sofrimento, a saúde, que já melhorou muito, com certeza em 2006 será ainda melhor do que em 2005”, afirma.



500 CONSULTAS POR DIA

Ao revelar alguns números do crescimento da demanda na rede de atendimento de saúde do município após as melhorias implementadas pela gestão do prefeito Roberto Sobrinho o titular da Semsau lembra que “ainda em janeiro de 2005 os três pronto-atendimentos que existiam, nos bairros Eldorado, Tancredo Neves e Pedrinhas, atendiam, cada um, uma média diária de 150 pessoas, com consultas médicas”. Acontece, lembra o Dr. Silas, que naquele momento estas unidades de pronto-atendimento tinham apenas um (médico) clínico para acompanhamento que “nem era motivado a cumprir o horário da jornada de trabalho”.

Essa situação mudou em fevereiro. Por decisão do prefeito estas unidades passaram a funcionar com dois clínicos e dois pediatras, garantindo atendimento durante todo o dia. E com isso o número de atendimento diário, só para consultas, subiu para 500 pessoas, fora aqueles atendidos em outros procedimentos. Hoje os médicos contratados pelo município não estão mais no sistema descomprometido de antigamente: “Eles cumprem o horário!”, afirmou o secretário municipal.



DO SOS PARA O SAMU

O ganho de qualidade na prestação do serviço de saúde pública pelo município pode ser visto e medido em todos os níveis do sistema, como é o caso do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o SAMU. Antes da gestão de Roberto Sobrinho o que existia era apenas o estilo SOS, destinado apenas à remoção de pessoas doentes para as unidades de saúde do governo do Estado, notadamente de pessoas carentes.

No primeiro ano da administração do prefeito Roberto Sobrinho esse tipo de prestação de serviço de saúde foi transformado no SAMU, um sistema onde as saídas das ambulâncias são liberadas por um médico que conta com uma equipe de profissionais especializados no atendimento de urgência e emergência. Cabe a esse “médico regulador” determinar o grau do atendimento, se de suporte básico ou de suporte avançado.

Quando a situação exige, o socorro é prestado por uma ambulância equipada em nível de UTI, com uma equipe multifuncional composta de médico, enfermeiro de alto-padrão, prontos para iniciar no local os procedimentos de estabilização do paciente até sua chegada à unidade hospitalar. Atualmente são cinco as ambulâncias utilizadas no sistema SAMU.

A afirmação do médico Silas Rosa, de que na gestão do prefeito Roberto Sobrinho houve uma sensível melhoria “no atendimento de urgência e emergência”, em termos de qualidade e quantidade, é confirmada pelos próprios munícipes. Vários depoimentos, como o de dona Clarice de Almeida Neumann, moradora da região do São Francisco, comprovam este avanço: “Antigamente a gente tinha de passar praticamente a noite toda na fila do Posto de Saúde ali do JK e mesmo assim não havia a garantia do atendimento, porque muitas vezes o médico não aparecia. Hoje a gente sabe que vai conseguir a consulta e vai pegar não só a receita, mas também os remédios”.

Claudinei Castilho também afirma que a saúde prestada pelo município melhorou: “Precisei chamar a ambulância porque meu avô teve uma crise. Rapidamente o pessoal chegou aqui na minha casa, no bairro Belvedere, e prestaram os primeiros socorros aqui mesmo, levando-o depois para o Hospital João Paulo. E o pessoal agora atende a gente com toda educação, de forma muito atenciosa. No ano passado, eu me lembro, precisei alugar um táxi para levar o vovô. Se esperasse a ambulância ele poderia ter morrido!”.

A procura pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) é sempre crescente, na medida em que as pessoas passam a confiar na sua eficiência. Somente agora no mês de novembro o serviço registrou 1206 atendimentos do tipo regulado; 1122 com o envio de ambulância; 512 atendimentos clínicos; 291 na área de traumatologia; 175 na de obstetrícia, 14 na área de psiquiatria e 86 orientações médicas.



MUITO MAIS MÉDICOS


A visão do prefeito Roberto Sobrinho para o segmento da saúde pública, como definiu o secretário Silas Rosa, está centrada na filosofia de que o setor deve funcionar dentro dos princípios da universalidade, integridade, eqüidade, descentralização e participação da sociedade. Um exemplo de que a descentralização da saúde apresenta resultados positivos está no funcionamento da policlínica do bairro Ulisses Guimarães. Isso tem permitido que o sistema de saúde do município leve igualdade de atendimento às áreas mais pobres da capital, deixando de privilegiar apenas as regiões onde a riqueza é mais ostensiva, como acontecia anteriormente.

É claro, reconhece o próprio titular da Semsau, que o município ainda não tem as condições financeiras e humanas para assumir todos os compromissos requeridos nesse novo processo, iniciado com a gestão do prefeito petista. Mas os obstáculos são vencidos todos os dias através de uma gestão que prima pela austeridade nos gastos do dinheiro público.

Foi graças a esta maneira de administrar que as 17 equipes do Programa Saúde na Família (PSF) da gestão anterior foram ampliadas para 28. Quando o médico Silas Rosa assumiu a direção da Semsau, o número de médicos à disposição do sistema de saúde municipal era da ordem de 100 profissionais. Hoje são 219 médicos contratados para atender a população nas mais diversas especialidades. O município deixou de ter apenas clínicos gerais, pediatras e ginecologistas. Agora a população que busca a rede de atendimento municipal conta até com a assistência de dermatologista e ortopedista, entre tantas especialidades importantes, como a do radiologista.

O número de agentes comunitários de saúde quase dobrou nesse primeiro ano da gestão do novo prefeito. Saltou dos 250 para 389 agentes.



LABORATÓRIOS FUNCIONANDO

O governo municipal de Roberto Sobrinho encontrou o setor de saúde, como tantos outros da prefeitura, sucateado. Nenhum dos 11 laboratórios instalados nas diversas unidades de saúde do município funcionava. Assim como não funcionavam os aparelhos de radiologia. Quase tudo era terceirizado. As pessoas que precisavam desse tipo de atendimento ficavam largadas à própria sorte. A população tinha consciência de que, no nível do município, o sucateamento da saúde era uma realidade e por isso procurava atendimento direto nas unidades do Estado, crente de que era perda de tempo passar primeiro por um pronto-atendimento municipal. Em virtude desse descaso, os atendimentos médicos da rede municipal perdiam a eficácia.

Hoje o sistema de saúde do município realiza 350 exames de Raios-X por dia. “Todos os laboratórios estão funcionando no sistema plantão, ou seja, em período integral. Quer dizer: o médico está ali atendendo, decide pedir um exame e o laboratório está aguardando 24 horas para fazer esse exame. Isso nos pronto-atendimentos. E olha que em maio nós inauguramos o pronto-atendimento do Ulisses Guimarães. Lá, como nos outros, tem médico ao dia e à noite para atender a população”, diz o doutor Silas para reforçar que a saúde agora está mais perto da população.


Nenhum comentário sobre esta matéria

Mais Notícias
Publicidade: