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opinião

Nas trevas da prostituição política a sociedade desmoralizada

21/12/2005 21:42:26
Geraldo Almendra
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Nunca, na nossa história, os ricos ficaram tão mais ricos, beneficiados pela gloriosa remuneração dos seus investimentos em títulos do governo – pela maior taxa de juros do mundo –, e por força da injustiça social imposta ao povo que preserva um nível de renda miserável para mais de 80% da população do nosso país. 


 Uma sociedade que mantém na presidência da República um incompetente e péssimo “executivo” público, que está protegido das conseqüências de sua sistemática omissão prevaricadora de suas responsabilidades com o povo que o elegeu por um escandaloso corporativismo corrupto que mancha de forma vergonhosa a história do nosso país, está irremediavelmente desmoralizada.

Os núcleos de poder do Legislativo e do Judiciário, sob o comando de um Executivo com a síndrome de poder absolutista, se uniram para proteger todos os acusados pelo maior escândalo de corrupção e desvio do dinheiro público que se tem notícia no país.

Todos os principais atores do teatro de horror político, beneficiários diretos ou indiretos da podridão das relações públicas–privadas que provocam a falência da moralidade e da ética no país, se mostram cúmplices ou se calam diante do descalabro de um governo sistematicamente denunciado pela mídia e pelas instâncias investigativas de crimes de corrupção e de lavagem de dinheiro, com a conivência explícita de uma máfia de políticos e executivos públicos e privados que se mostram cada vez mais indiferentes, hipócritas, levianos, falsos e mentirosos nas suas falas quando questionados pelas CPIs, pelo Ministério Público ou pela Polícia Federal.

Não temos mais outra saída a não ser a derrubada, por qualquer meio que seja, de um poder político que assumiu o comando do país através de um vergonhoso estelionato eleitoral e que promoveu a captura do Estado por militantes de uma seita política corrupta com o claro objetivo de dominar o poder público através de um corporativismo que utiliza o dinheiro do povo para comprar a lealdade do mercado financeiro e de quem quer que seja necessário para preservar o diabólico plano para entregar nosso país nas mãos de um fascismo-populista, viés de doutrinas que têm como meta impor regimes de escravidão populista aos que não pertencem à corriola do poder político-social sob o comando das elites dirigentes, públicas e privadas.

O cenário político-social que se desenha no país é muito mais sério e mais grave daquele que motivou em 64 uma intervenção militar, porque estamos diante de um Estado irremediavelmente dominado por um corporativismo corrupto com a conivência dos núcleos de poder do Legislativo, do Judiciário e do Executivo.

É inaceitável o silêncio ou a covardia leniente, para reagir duramente contra os descalabros do poder público, dos que tem consciência do futuro que nos espera sob o comando de uma canalha corrupta que capturou o estado e corrompeu os poderes da República, para impor o poder perpétuo das elites dirigentes mancomunadas com os exploradores do povo que promovem distribuição de “bolsas-esmola” - mensalão da pobreza -, enquanto gastam milhões nos seus cartões de crédito corporativos, praticam um vergonhoso caixa dois para financiar suas aspirações de poder, e distribuem “mensalões” aos traidores do povo, tudo pago pelos palhaços do Circo Brasil: os contribuintes pobres e os menos favorecidos e uma classe média que vive na fronteira da pobreza, ou seja, a grande maioria de uma imoral e aética sociedade de castas “fabricada” pelo filtro da perversidade social imposta aos seus filhos.

Nunca, na nossa história, os ricos ficaram tão mais ricos, beneficiados pela gloriosa remuneração dos seus investimentos em títulos do governo – pela maior taxa de juros do mundo –, e por força da injustiça social imposta ao povo que preserva um nível de renda miserável para mais de 80% da população do nosso país.

No andar da carruagem da covardia social em reagir aos sistemáticos desmandos da canalha que explora o povo, o silêncio dos “inocentes” e a omissão dos covardes que respeitam as hierarquias institucionais, “comprados” pelos benefícios que recebem dos que assaltam o Estado, serão grandes temas para serem tratados pelos historiadores do futuro ao estudarem a tragédia do governo Lula, que está colocando o país nas trevas da prostituição política de um Estado tomado pela corrupção corporativista e pela prevaricação pelos donos do poder dos mais básicos princípios éticos e morais que devem nortear a ação do poderes da República.

Geraldo Almendra de Petrópolis (RJ)


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