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Porto Velho,  sáb,   4/abril/2020     
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E tudo ficará do mesmo jeito

14/4/2006 16:12:51
Pedro Porfírio
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O governo Lula nunca quis ser diferente em hábitos e costumes, como cantava antes, em prosa e em verso. 


 Se eu disser que a quase totalidade dos nossos atuais deputados federais está morta, estarei sonhando. Neste País ensolarado já se esperou corretivos semelhantes, em outras épocas, e tal não aconteceu.

Mas esses parlamentares passaram de todos os limites imagináveis. E não foi só agora, que estão mergulhados numa operação de auto-salvamento corporativo, mediante acordos que não se limitam a livrar a cara de uns e de outros.

E, antes que você pense que só querem livrar meia-dúzia de cabeças relacionada na CPI dos Correios, é bom tirar o cavalinho de cima. As articulações tratam de poupar mais de uma centena de próceres de todas as legendas, apanhados em outros vazadouros de odor mais forte.

Diante dessas outras zonas cinzas, o Professor Luizinho é pinto. E o próprio valerioduto é café pequeno. Em dinheiro sujo, com as mais variadas finalidades, as outras duas listas que estão sendo negociadas por gregos e troianos superam até aquela montanha levada pelos bandidos do Banco Central no Ceará.

O que o Brasil precisava mesmo era de uma “comissão das mãos limpas”, como a que obteve algum resultado na Itália, apesar da violência dos mafiosos. Precisa de uma mudança verdadeira, como se pudéssemos virar a atividade política de cabeça para baixo.

Não adianta ficar com a mesma ladainha de que tudo isso não é de hoje. Se for fundo, vem desde o império. Se for mais fundo ainda, vem desde os primórdios da colonização. Ou antes, quem sabe.

Há um clima de indignação, silenciosa ou explícita, pairando sobre esses podres poderes. E tal é o sentimento generalizado que, imagine, ao fim, ao cabo, a massa ainda acha que, por exclusão, o príncipe operário ainda tem menos culpa no cartório do que o mais tímido dos nossos preclaros congressistas.

(Publicado na edição nº 77, de 17 a 27 de março de 2006)


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