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Porto Velho,  qua,   3/junho/2020     
política

Valverde acredita na superação das denúncias que macularam o PT

14/4/2006 16:27:56
 
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No último dia 11, um sábado, o PT rondoniense reuniu-se em Ouro Preto para discutir a sucessão. A definição do candidato não saiu e deverá acontecer apenas em abril. Valverde acha que pode ser o escolhido. E acha, também, que o PT tem condições de vencer a disputa. 


 O carioca nascido em Madureira, entre as escolas de samba Império Serrano e a Portela, deputado Eduardo Valverde, do PT, depois dos muitos anos de vida em Rondônia resolveu debutar no carnaval de Porto Velho, desfilando, junto com a mulher, na escola de samba Diplomatas. Uma das favoritas, a escola acabou perdendo para a Armário Grande, onde o político de maior influência é o ex-vereador Guilherme Erse, pretenso candidato a deputado estadual neste ano.

É claro que Valverde, embora carioca – mas sambista “improvisado”, como o próprio se definiu – não teve responsabilidade no resultado. Nem por isso deixou de ser visto como “um pé frio” por alguns dos foliões da escola tradicional. Pura maldade. Valverde até mostrou animação na avenida para um passista que somente agora, ano de eleições, resolveu aceitar o convite pra sair na avenida.

— Depois de 25 anos morando em Porto Velho aceitei o convite da Diplomatas para desfilar. Essa é uma escola com história, com tradição, importante para ajudar a reerguer o carnaval de Porto Velho. Isso não tem nada a ver com a política, com o ano eleitoral.

Foi o que disse a Imprensa Popular o deputado petista enquanto descansava no palanque oficial, ao lado do prefeito Roberto Sobrinho.

PRÉ-CANDIDATO

A candidatura natural do PT ao Palácio Getúlio Vargas sempre esteve nas mãos da senadora Fátima Cleide. Para ela, enfrentar a disputa pelo governo não significa abrir mão de coisa alguma, pois seu mandato de senadora está chegando apenas na metade. Quando só o nome de Fátima Cleide aparecia como candidata natural do PT, o nome do deputado Valverde era lembrado em alguns momentos para disputar a única vaga que se abrirá no senado, algo não menos arriscado que a disputa do próprio governo.

O nome de Valverde na condição de pré-candidato ao governo pelo PT está amadurecido. Ele topa com entusiasmo até porque deve ter consciência do risco pessoal que enfrentaria para renovar o mandato de deputado federal nas eleições de outubro, num cenário dos mais competitivos da campanha eleitoral, inclusive dentro do próprio PT.

Fátima Cleide já não insiste mais em colocar – como acontecia no segundo semestre do ano passado – com ênfase seu nome como “candidata natural ao governo de Rondônia”. Por isso Vaverde demonstra sempre confiança de que até o mês de março seu nome estará definido para ser o comandante do confronto pelo poder estadual.

EFEITO SUPERADO

Eduardo Valverde não imagina o PT rondoniense como um partido próximo do esgotamento e sem chances de vencer em virtude dos reflexos do chamado “mensalão” e da organização do gigantesco esquema de caixa dois, através do qual os Delúbios do partido recolhiam fundos para as campanhas eleitorais do partido.

Ele disse à Imprensa Popular acreditar que “a população está saturada de denuncismo” e já compreendeu que “o PT fez sua autocrítica, bem como o pedido necessário de desculpas ao povo brasileiro”, deixando claro que estes fatos “serão superados com um melhor controle interno partidário”.

E por acreditar nisso, Eduardo bota muita fé nas condições do partido de vencer as eleições, “assumindo o governo estadual, bem como tendo o presidente Lula reeleito”. O parlamentar acredita que o fantasma da corrupção do PT não irá influenciar o povo, “pois ele sabe que nosso partido foi o único na história do Brasil que reconheceu um erro dessa natureza, se penitenciando diante da população”, enfatizou.

O DISCURSO

Eduardo Valverde embora esteja cumprindo seu primeiro mandato parlamentar mostra-se um político mais articulado que sua companheira de partido e também aspirante à indicação do PT para disputar a sucessão de Ivo Cassol. E falando com Imprensa Popular ele deixou transpirar o tipo de discurso que o partido deverá usar na campanha para convencer o eleitorado.

Valverde defende os fundamentos da economia praticados pelo governo de Lula, “claramente vistos pela população”. O povo, disse, “está vendo uma economia estabilizada, com um crescimento seguro, com o menor índice de desemprego dos últimos 10 anos; com grande redução da vulnerabilidade do Brasil diante das crises internacionais”.

Mas o deputado não deixou de enaltecer também os aspectos das causas dos destituídos, área na qual crê em sucessos da política do PT com o governo Lula, “e que o povo reconhece”. Por isso destacou para Imprensa Popular os resultados “conseguidos pelo governo do PT como o maior salário mínimo dos últimos 40 anos, a grande redução nos índices de mortalidade infantil e a inclusão de quase 40 milhões de brasileiros que viviam à margem dos benefícios sociais”. Pela primeira vez na história, sublinhou Valverde, o número de pobres diminuiu no Brasil. E isso pode ser comprovado pelos dados insuspeitos da Fundação Getúlio Vargas, acrescentou.

ARTICULAÇÕES

Enquanto não ficar claramente definida a candidatura do PT o trabalho de articulação para definir a aliança com vistas às eleições de outubro acontecem de forma muito discretas. Valverde que ainda considera o PT como um partido “progressista” bem que gostaria de ter nessa aliança a presença do PMDB, “porque é um partido que ajudou a redemocratizar o Brasil e tem muitos pontos em comum com a gente”, disse.

Para ele qualquer aliança do PT “só poderá ser feita com partidos que pugnem pelas prioridades eleitorais e administrativas”, especialmente a de trabalhar pela reeleição do Presidente Lula da Silva. A etapa definitiva da negociação da futura aliança deverá esperar a definição do nome que o partido escolherá para disputa do governo estadual e aguardar a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a manutenção ou não da regra da verticalização do pleito nesse ano.

(Publicado na edição nº 77, de 17 a 27 de março de 2006)


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