Anuncie:  

Debate do Mês

Data: 20/5/2011

Que benefício trará para o povo a ida de deputados rondonienses para Santa Catarina?



Colunistas
Receba as matérias do site em seu e-mail

Cadastrar
Cancelar Cadastro

 

Porto Velho,  ter,   25/fevereiro/2020     
opinião

A política rondoniense em frangalhos moral

7/8/2006 00:13:10
Imprensa Popular
Comente     versão para impressão     mandar para um amigo    



Enquanto o povo aceitar com naturalidade a participação e permanência de sanguessugas na política do Estado, a corrupção encontrará terreno fértil para prosperar. 


 Por mais tentativas feitas, através de declarações e notas explicativas, os políticos rondonienses apontados como participantes da Máfia dos Sanguessugas, não conseguem convencer os eleitores do estado de que estão limpos. Ainda na edição do último dia 28, o jornal O Globo destacou depoimento do chefe maior dessa quadrilha, com a afirmação de que o deputado rondoniense Nilton Capixaba não apenas recebia dividendos com o esquema das ambulâncias superfaturadas da Planam, como também passou a agir como aliciador de outros parlamentares para o negócio sujo.

O eleitor rondoniense vai as urnas este ano diante de um dilema: enfrentar com o voto o banditismo, representado pela corrupção da classe política, ou então continuar convivendo com os reflexos de uma política em frangalhos, incapaz de modificar a cruel realidade social de grande parte dos rondonienses e de promover o resgate da imagem do estado perante a sociedade brasileira.

É preciso repudiar esse tipo de política implantado em Rondônia nestes poucos anos de vida de nossa terra como um estado. Nestes poucos anos de emancipação, boa parte da classe política rondoniense tem sido uma grande desilusão para aqueles interessados em construir um estado que possa ser orgulho para seus habitantes e exemplo para o país.

É impressionante o número de parlamentares rondonienses incluídos na lista fétida da corrupção nacional. Alguns acabaram cassados, outros chegaram a passar um curto tempo nas cadeias e mesmo assim vários desses homens de mãos sujas sonham em voltar, acreditando na sua capacidade de manipular consciências, comprar votos e enganar o povão.

O eleitor, no íntimo, deve estar estarrecido com a desfaçatez desses soturnos personagens sempre prontos a sugarem o dinheiro público; sempre dispostos a fazerem fortuna na política à custa do abortamento de programas para melhorar a situação do povo brasileiro, como se isso fosse o natural, como se isso não se igualasse ao pior dos banditismos.

Como não dá para esperar praticamente nada dos órgãos responsáveis pela punição dos corruptos diante do que aconteceu com outros poderosos envolvidos em esquemas como o do o mensalão, dos bingos, e tantos outros notórios por CPIs e cobertura da imprensa, só mesmo o eleitor consciente da força do voto poderá fechar a pizzaria e mandar para casa os políticos corruptos, para assim, serem alcançados pela Justiça comum

O clima é de tanta desfaçatez e de ignomínia que ta difícil acreditar num banho de ética dado pelas urnas. Afinal, se fosse realmente possível sentir um sentimento popular determinado a virar de vez esta página vergonhosa da nossa política, não veríamos tantas almas penadas da política – nestes tempos de escândalos e mais escândalos – tentando sair das tumbas para onde foram mandadas pela vontade da população.

Os políticos não escondem porque acreditam na impunidade. À boca pequena dizem que o nosso povo é omisso, tolerante com a corrupção, despreparado, capaz de garantir a permanência o retorno dos desonestos ao poder, como se nada tivesse acontecido. É com isso que contam para dar continuidade aos tristes tempos em que vivemos, blindados de qualquer punição para continuarem roubando em outros esquemas tão pernósticos como esse da Máfia das Sanguessugas. Vai depender, portanto, de cada eleitor rondoniense a sobrevivência da baderna como ingrediente mais importante da nossa representação política.


Nenhum comentário sobre esta matéria

Mais Notícias
Publicidade: