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Porto Velho,  dom,   19/janeiro/2020     
opinião

Os pára-quedistas estão chegando

7/8/2006 00:16:57
Imprensa Popular
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Até mesmo políticos que nunca tiveram qualquer ligação com os movimentos reivindicatórios da Capital estão na correria dos votos dos eleitores portovelhenses. 


 É importante que o eleitor portovelhense fique muito atento a esses candidatos que visam simplesmente tirar os votos da cidade para se elegerem, e depois não mexem uma palha em favor da comunidade durante o mandato. São usurpadores de votos, que acabam prejudicando sensivelmente os candidatos locais.

Aliás, Porto Velho já tem candidatos demais para poucos votos. Com isso diminui ainda mais as chances da cidade eleger deputados próprios e pode até perder cadeiras que já tem na Assembléia Legislativa, como a ocupada pela deputado Ellen Ruth, que dificilmente conseguirá reeleger-se devido ao seu envolvimento no escândalo das propinas denunciado pelo governador Ivo Cassol, através de rede nacional de TV, no ano passado.

Interessados em ocupar o espaço dos políticos contaminados com a falta de ética e garimpar votos num universo eleitoral importante no estado, os candidatos chamados de pára-quedistas ou Copa do Mundo (aparecem a cada quatro anos) estão em franca operação no nosso município. É um fato que acontece praticamente em todas as eleições como a desse ano.

Deputados com base eleitoral em municípios distantes de Porto Velho vangloriam-se de ter obtido até mais de 3 mil votos em Porto Velho para se elegerem.

A cidade já está recebendo candidatos como Agnaldo Muniz, do PP, Ernandes Amorim, do PTB; o primeiro agora vinculado ao escândalo da Máfia dos Sanguessugas na reportagem publicada inicialmente pela revista Veja, em sua edição da última semana de Julho, e depois por várias outras publicações nacionais, além dos telejornais; enquanto o segundo chegou a passar várias semanas na cadeia também por conta de investigações da Polícia Federal sobre esquemas de corrupção com o dinheiro público.

Esse pessoal procura fazer o possível e o impossível para conseguir a blindagem garantida pelo mandato. Entram em desesperadamente em áreas como Porto Velho, tentando convencer o eleitor local de que irão representar bem nossa gente no parlamento, especialmente na Câmara dos Deputados, onde irão garantir o carreamento de verbas fundamentais ao nosso processo de desenvolvimento e crescimento.

No caso da disputa de deputados federais, Porto Velho tem uma grande nominata, mais de 10 candidatos. O mesmo se pode dizer sobre candidatos a deputados estaduais. O eleitor da capital não precisa cair na conversa desses “caçadores de votos”, principalmente daqueles participantes de escândalos que serviram para denegrir ainda mais a imagem da classe política do estado diante do Brasil.

O eleitor de Porto Velho precisa ter força para dizer não aos “invasores” e tentar eleger uma bancada forte da capital não só na Assembléia Legislativa como na Câmara dos Deputados.

É pena que nenhuma entidade civil organizada tenha criado um movimento nesse sentido. Há, no interior, uma consciência maior sobre a importância de se garantir representação política mais vinculada às comunidades. É por isso que municípios de menor expressão conseguem ter representação forte nos parlamentos, superando, comparativamente, a própria capital.

Porto Velho não pode continuar sendo o patinho feio da representação política rondoniense, não só por ser a capital, mas também por ser o município economicamente mais forte e que, por Justiça, não deveria continuar tendo apenas, por exemplo, dois representantes na Câmara dos Deputados e não mais que três deputados estaduais numa casa composta de 24 parlamentares.

Leia Também Editorial 2, A política rondoniense em frangalhos moral


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